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Venezuela: caos, desespero, retrocesso e tirania

Venezuela: caos, desespero, retrocesso e tirania

A ditadura socialista de Nicolás Maduro na Venezuela tem sido a força motriz que gerou o caos, a inquietação civil e a deterioração social e econômica que tem arruinado o país inteiro, provocando insurreições populares que expressam um desesperado, angustiante e doloroso descontentamento, com relação às ineficientes, agressivas e austeras políticas governamentais. Com um viés autoritário cada vez mais pungente, hostil, severo e opressivo, a maior preocupação do governo tem sido proteger-se da população, ao invés de servi-la, e suprir as suas carências e atender as suas necessidades. Isso não surpreende ninguém que esteja familiarizado com o caráter sórdido e onipotente do brutal e cínico totalitarismo socialista, que busca em primeira mão o poder, e não a eficiência política ou a satisfação da nação. 

Recentemente, Maduro começou um programa de expansão dos destacamentos paramilitares de milicianos do governo, que contarão com um milhão de soldados, aproximadamente. Com o objetivo de defender-se de revoltas populares – que tornaram-se recorrentes e corriqueiras na Venezuela, nos últimos anos –, Maduro, como qualquer ditador, quer manter-se no poder, não importa o preço.

Com um governo autoritário, ineficiente, precário, restritivo, corrosivo e parasitário, as políticas socialistas chavistas irromperam no retrocesso de uma enorme e volumosa plataforma de escassez e privações, que deixaram os venezuelanos na mais profunda miséria, tendo de lidar com a fome, com o desemprego e com toda a sorte de carências, que apenas tornam-se cada vez maiores, conforme o governo aprova políticas que dilaceram ainda mais a economia, e rechaçam possibilidades que poderiam ao menos oferecer ao cidadão alternativas de sobrevivência, que amenizariam a precariedade que o próprio governo difunde e produz. Com um nível de miséria que atinge aproximadamente 80% da população, a pobreza tornou-se uma irrefreável e sórdida epidemia social, para a qual o governo tem sido não apenas brutalmente omisso, mas – além de conivente e condescendente –, o seu principal agente causador. Para piorar a situação, produtos de primeira necessidade tem se tornado cada vez mais escassos no país inteiro.

A negligência do governo para com as necessidades da população atingiu um nível tão degradante que, a esta altura, poderia ser qualificada como criminosa. Preocupado apenas em arregimentar e consolidar o poder político, recentemente o ditador – através de simpatizantes estrategicamente inseridos no Supremo Tribunal – anulou as atribuições da Assembleia Legislativa, em uma tentativa de assumir poderes plenipotenciários. Enfim, poderes irrestritos e absolutos, como qualquer ditador anseia adquirir.

A ascensão em busca de poder assume proporções cada vez maiores, e interfere de maneira invariavelmente negativa na vida do cidadão. Há poucos dias, o governo se apropriou de uma montadora da GM, em atividade na região há quase setenta anos, além de ter confiscado inúmeros bens de propriedade da companhia. Esta declarou que tomará todas as medidas legais cabíveis, dentro e fora do país, para reverter a agressiva, mordaz e inconstitucional intervenção estatal.

Com o passar dos anos, desde o governo Hugo Chávez, a situação política, social e econômica da Venezuela não parou de deteriorar. Um ostensivo declínio e uma amarga decadência tomaram o país de assalto, por conta de políticas socialistas que não reconhecem as nítidas e colossais falhas inerentes de sua ideologia empobrecedora, que abastece com toda a sorte de abundâncias e riquezas apenas a elite governamental e militar, relegando à população toda a sorte de carências e privações, que padece em um opressivo e sofrível limbo de angústia, miséria, enfermidades e desespero, ignorada com monumental indiferença pela classe política do país.

Não obstante, na atual situação, não há quaisquer perspectivas de futuro para a Venezuela. Com Maduro solidificando de maneira rígida sua agressiva aura de poder, o diálogo torna-se redundante e improfícuo, e a maldade, por sua vez, converte-se em um amálgama de relativizações arbitrárias, que serve única e exclusivamente para legitimar as inócuas e malévolas intenções do ditador.

Com migrações cada vez mais recorrentes de venezuelanos para os países vizinhos – inclusive para o Brasil – e a situação socioeconômica e política do país a naufragar, é patente o fato de estar completamente fora de cogitação a possibilidade de um futuro plausível para a Venezuela. Em um ostensivo processo de degradação social, civil, econômica e moral – ratificada por um ditador preocupado única e exclusivamente em arregimentar sobre si um poder cada vez mais incólume e irrestrito, de caráter absoluto –, as perspectivas de uma vida normal e decente para os cidadãos do país são irremediavelmente inexistentes. Que saiam do país, enquanto ainda é tempo.

Artigo publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 03 a 05 de maio de 2017

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.