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Uma verdade politicamente incorreta e inconveniente sobre armas

Uma verdade politicamente incorreta e inconveniente sobre armas

A histeria desarmamentista da ala progressista e dos desinformados para pouca coisa serve, a não ser contribuir para difundir falácias, e manter o statuos quo de insegurança permanente, que deixa cidadãos brasileiros vulneráveis a toda a sorte de crimes e perigos. A verdade, no entanto, é que quem realmente deseja a segurança de terceiros jamais aceitará vê-los indefesos, como cordeirinhos frágeis e desprotegidos, prontos para o abate. Ainda mais no Brasil, que está entre os dez países mais violentos do mundo

É completamente falaciosa a afirmação de que quanto menos armas existir em uma sociedade ou país, menos crimes ocorrerão. Na verdade, é exatamente o contrário. Quanto mais armas houver, mais segura uma nação será. Vamos a um exemplo prático, Estados Unidos da América:

Hoje, estima-se que existam nos EUA 400 milhões de armas, superando, em muito, a população total, de 323 milhões de habitantes. Anualmente, por lá são cometidos 12 mil homicídios.

No Brasil, no entanto,registramos o alarmante índice  de 60 mil homicídios por ano. E com um agravante: a população total, de 205 milhões, é numericamente inferior a dos EUA. Isso porque o brasileiro, além de não estar armado, foi defenestrado contra a sua vontade da cultura armamentista; toda a histeria desta "cultura de paz" artificial — paga com a vida de inocentes assassinados, cujas mortes poderiam ser evitadas —, deixa o cidadão comum especialmente vulnerável à criminosos. É necessário ressaltar, no entanto, que o porte de armas não é, tecnicamente, ao menos, proibido, mas sumariamente dificultado. A polícia federal rejeita aproximadamente 90% dos requerimentos. 

Muitos brasileiros, no entanto, tem enveredado por um caminho diferente, para obter armas legalmente. Solicitam ao exército brasileiro um registro de caça — muito mais fácil de ser obtido —, e então adquirem armas não para caça, mas para se proteger.

Para piorar a situação, temos demagogos populistas como Ciro Gomes, que — durante a corrida presidencial — afirmou, quando socilitado sobre essa questão, ser "um amigo da paz". O político cearense, portanto, disse que, se ganhasse as eleições, fecharia todas as fábricas de armas do país. Mas de que isso adiantaria? Criminosos não compram armas legamente, em lojas especializadas; apenas no mercado negro. Fechar lojas de armas, além de deixar milhares de pessoas desempregadas, restringiria a aquisição de armas para o cidadão comum, e não para criminosos, O corrosivo e sádico populismo de centro-esquerda — "amigo da paz" — deixa de levar em consideração diversos fatores, inclusive a própria realidade. São políticas fantasiosas dessa natureza que contribuem para deixar o cidadão brasileiro ainda mais vulnerável às ações predatórias de criminosos nefastos, e de alta periculosidade. Ao fechar lojas de armas, o governo estaria simplesmente negando ao cidadão a possibilidade de se defender. Isso passa ao indivíduo uma péssima mensagem: a de que a vida dele e a de sua família são tão insignifcantes, que ele não deve se dar ao trabalho de defendê-las e resguardá-las. 

Como se estas dificuldades não fossem suficientes, o brasileiro ainda deve se precupar com a bandidolatria de boa parte dos militantes ideológicos. 

Há alguns meses, a policial militar Katia Sastre reagiu a um assalto em uma escola em Suzano, no estado de São Paulo. Um criminoso armado aproximou-se do local, onde haviam mulheres e crianças. De forma pontual e certeira, a policial reagiu, atirando no assaltante, que depois veio a morrer. Embora tenha agido com coragem, salvando a vida de todas as pessoas que encontravam-se no local, ainda que boa parte da sociedade brasileira tenha reconhecido o mérito louvável de sua atitude, militantes e integrantes de partidos nefastos como PSOL — além de expressiva parcela da escarlate mídia stalinista nacional — condenaram aquele necessário e corajoso ato de bravura e heroísmo, que salvou vidas inocentes. A policial foi posteriormente eleita deputada federal pelo estado de São Paulo, e entre as pautas que defende, estão o fim de saídas temporárias para presidiários, e a facilitação do porte de armas. 

Além de possibilitar a defesa do cidadão contra a criminalidade, uma população armada oferece resistência contra o totalitarismo. Foi essa a principal razão pela qual os chamados "pais fundadores" dos EUA empenharam-se em garantir constitucionalmente o direito dos cidadãos portarem e possuírem armas. Afinal, se um governo tirânico assumisse o poder, a população poderia facilmente se reunir em milícias civis, para depor o ditador à força. É por razão similar que o porte de armas é um direito inalienável na Suíça. Todo o governo ditatorial— antes de assumir o poder — procura desarmar a população. Foi assim com a Alemanha nazista, foi assim com o chavismo na Venezuela, e foi por motivos muito similares que o estatuto do desarmamento foi implantado no Brasil, afrontando a vontade da maioria.

O estatuto do desarmamento — bem como a deplorável cultura desarmamentista — é produto de mentes infantis e fantasiosas, que ignoram completamente as urgências da realidade. Só funcionaria em um mundo onde todas as pessoas são corretas e decentes. Como o mundo não é assim, o desarmamento, na prática, beneficia amplamente os criminosos, que tem toda a certeza de que poderão agir com tranquilidade, pois suas vítimas estarão desarmadas, e contribui também para deixar o cidadão brasileiro vulnerável e desprotegido. Aqueles que argumentam que para isso existe a polícia, estão exigindo que todas as pessoas dependam incondicionalmente do estado, e renunciem ao seu direito inalievável de exercer completa independência e total autonomia sobre suas vidas. O que, além de vulgar e maligno, é absurdamente imoral. É agressivo e autoritário coletivismo, se sobrepondo às necessidades e circunstâncias individuais.  

A verdade é que o mundo é um lugar cruel e brutal. Os progressistas, no entanto, — por sua inexorável incapacidade de compreender a realidade, com todas as suas implicações, fatos e estatísticas — vivem imersos em um colorido e idealizado mundo de fantasia, onde tudo é belo e fantástico. Basta restringir o acesso a armas para os cidadãos corretos e exigir que todos dependam do estado em questões como segurança pública, que a sociedade humana se tornará um lugar muito mais colorido e maravilhoso. Uma utopia que até mesmo crianças teriam dificuldade em acreditar. 

 

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.