Blog

Teodoro Obiang Nguema Mbasogo – Ditador da Guiné Equatorial

Teodoro Obiang Nguema Mbasogo – Ditador da Guiné Equatorial

Teodoro Obiang Nguema Mbasogo é presidente da Guiné Equatorial – diminuto país do noroeste africano, de pouco mais de um milhão e duzentos e vinte mil habitantes – desde 1979, quando usurpou o poder de Francisco Macías Nguema, seu tio, o primeiro presidente da Guiné Equatorial, e um dos mais brutais, corruptos, violentos e agressivos tiranos da história moderna do continente africano. Não obstante, apesar de ter livrado o povo guinéu-equatoriano de um presidente hostil, malévolo e literalmente insano, Teodoro Mbasogo têm se mostrado um governante não muito melhor. Na verdade, com um comportamento terrivelmente egocêntrico, ardiloso, cruel, hostil, arrogante e indolente, Mbasogo se qualifica ostensivamente como um ditador padrão. 

Tantas coisas depõem contra Mbasogo – e praticamente nada a favor – que inseri-lo entre os piores governantes do mundo não é uma simples questão de dever, mas obrigação moral. Com uma fortuna pessoal estimada em seiscentos milhões de dólares – que constantemente incorpora riquezas e dividendos do tesouro nacional, em um expressivo amálgama financeiro que confunde contas bancárias pessoais com estatais – Teodoro Mbasogo é um dos governantes mais ricos do mundo, apesar de presidir sobre um dos países mais miseráveis. Para piorar a situação, Teodoro Mbasogo é um dos homens de estado mais corruptos do mundo. Terrivelmente pérfido, ganancioso, imoral e inescrupuloso, Mbasogo não vê problema algum em usufruir dos recursos financeiros nacionais como bem entende, gastando como um perdulário com futilidades para si próprio e para a sua família. Há quase quinze anos, Mbasogo apropriou-se do tesouro nacional, sob o pretexto de que assim evitaria que servidores públicos caíssem na tentação de engajarem-se em corrupção. Pouco depois, depositou um valor aproximado de quinhentos milhões de dólares em contas bancárias que estão em seu nome, e em nome de familiares, em um banco localizado nos Estados Unidos. Uma auditoria realizada pelo governo norte-americano pouco tempo depois descobriu que o banco estava lavando dinheiro de companhias petrolíferas para Mbasogo. Posteriormente, o banco teve que responder por acusações federais em função de seus negócios escusos com o ditador, onde foram descobertos enormes esquemas fraudulentos de corrupção financeira.

Com escândalos de corrupção que tomam proporções internacionais, Mbasogo já é bem conhecido por usar recursos financeiros públicos para fins particulares. O ditador e seu filho enfrentam processos nos Estados Unidos, na Espanha e na França, em função de seus extravagantes estilos de vida nestes países, financiados a partir da apropriação indevida de dinheiro público. Seus advogados afirmam que o dinheiro foi devidamente adquirido de acordo com as leis guinéu-equatorianas. A Guiné Equatorial foi desqualificada há quase uma década por um projeto internacional que reivindicava transparência para organizações petrolíferas – sendo que o petróleo é praticamente a única fonte de riquezas da pequena nação – bem como os recursos advindos dela. Foi mediante uma acusação formal registrada por esta organização de transparência internacional que a Suprema Corte francesa abriu um processo contra Mbasogo.

No entanto, todas essas contravenções não passam de detalhes irrelevantes, em uma ditadura brutal e grotesca, que concentra no apogeu de todo o seu poder uma enorme lista de horrores: execuções, expurgos, perseguição e intimidação a opositores políticos, sequestros, detenções arbitrárias e tortura são acontecimentos corriqueiros na Guiné Equatorial de Teodoro Mbasogo, que já foi até mesmo acusado de praticar canibalismo, o que é perfeitamente plausível na África. Determinadas tribos africanas acreditam que um indivíduo, ao comer a carne de seus inimigos, não apenas se protege de uma possível vingança que pode ser orquestrada pelo seu espírito, mas adquire suas qualidades e seu poder.    

Mbasogo, como todo ditador, estimula em seu país um tendencioso e narcisista culto de personalidade. A idolatria é extremamente encorajada, e os guinéu-equatorianos, apesar do tratamento, na melhor das hipóteses frio e indiferente, da parte do ditador, são encorajados a vê-lo como um deus.

A Guiné Equatorial possui uma dívida de vinte e sete milhões de reais com o Brasil. Durante o governo Dilma Rousseff, a dívida ficou de ser renegociada. Durante o governo Lula, que ampliou contratos e acordos comerciais com a Guiné Equatorial, expandindo sobremaneira as relações entre os dois países, especulou-se a possibilidade de anistia da dívida, que acabou não se concretizando. Não obstante, nem um pouco interessado em honrar compromissos governamentais, como qualquer ditador, Mbasogo quer apenas viver de forma robusta e suntuosa, gastando enormes fortunas consigo mesmo, e permitindo que sua família usufrua de vastas quantias financeiras da mesma maneira. Para esse fim, recursos públicos são usados como se fossem contas bancárias particulares, em um sistema híbrido que abastece fortunas pessoais com o tesouro nacional. Desta forma, as riquezas da Guiné Equatorial são tratadas por Teodoro Mbasogo como sua conta bancária particular.

Não há no mundo regime ditatorial que seja bom, correto, humanitário ou benévolo. De uma forma, ou de outra, a população sempre sofre com o terrível e agressivo governo do ditador, que faz o possível e o impossível para manter-se no poder, e para isso, é necessário proteger-se do povo. Para tanto, oprimir a população, exterminar opositores políticos – reais ou imaginários –, governar com truculência e mão de ferro, sufocar possíveis rebeliões – muitas vezes, antes mesmo que elas ocorram –, torturar indivíduos considerados inimigos do regime, promover o terror com execuções públicas para fins de intimidação, liquidar especulativas sublevações muitas vezes alimentadas por falsos rumores e realizar expurgos constantes na vida civil e militar, em diversas ocasiões apenas em função de suspeitas hipotéticas, e não por uma real ameaça ao regime, são apenas alguns dos muitos castigos que qualquer ditadura impõe aos seus governados. Aqueles que vivem em democracias com frequência não valorizam a sorte que têm.

Compartilhe esse texto:

Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.