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Socialismo — Uma plataforma para o poder político

Socialismo — Uma plataforma para o poder político

O socialismo, na prática, nunca passou de uma plataforma para o poder. De fato, a ideologia é perfeita para demagogos oportunistas que anseiam conquistar o poder político. Em nome de jargões como "a libertação do povo" e a sua emancipação da "exploração capitalista", indivíduos completamente obcecados pelo poder conquistam espaço na arena política, e então começam a defender pautas supostamente populares, que aparentemente beneficiariam toda a sociedade.

Infelizmente, o socialismo tem a grande vantagem de ter um discurso sedutor. Na prática, no entanto, ele é ostensivamente opressivo e violento. Militantes seduzidos pela ideologia infelizmente não tem discernimento para perceber as drásticas diferenças que o socialismo apresenta entre a teoria e a prática. Não obstante, o socialismo sempre foi violento. Se toda a saniguinária e violenta história do socialismo confirma isso, o que dirá o socialismo populista latino-americano, que sempre foi radicalmente hostil, opressivo, cruel e nefasto.

Uma análise ostensiva da ideologia socialista confirma isso. Sobre o socialismo, o filósofo conservador britânico Roger Scruton explicou:

"Não é a verdade do marxismo que explica a disposição dos intelectuais de acreditar nele, mas o poder que ele confere aos intelectuais, em suas tentativas de controlar o mundo. E uma vez que é fútil argumentar com alguém contra uma coisa da qual ele não foi convencido pela razão, podemos concluir que o marxismo deve seu notável poder de sobreviver a todas as críticas ao fato de que não é um sistema de pensamento orientado pela verdade, mas um sistema de pensamento orientado pelo poder." 

O que o teórico político e economista americano Thomas Sowell escreveu sobre o marxismo confirma igualmente a análise sobre o real objetivo dessa ideologia:

"O que Marx realizou foi produzir uma visão tão abrangente, dramática e fascinante que poderia resistir a inúmeras contradições empíricas, refutações lógicas e repulsa moral aos seus efeitos. A visão marxista pegou a complexidade avassaladora do mundo real e fez as partes se encaixarem, de uma forma que foi intelectualmente estimulante e conferiu tal senso de superioridade moral que os oponentes poderiam ser simplesmente rotulados e descartados como leprosos morais ou reacionários cegos. O marxismo foi — e continua sendo — um poderoso instrumento para a aquisição e manutenção do poder político."

Ou seja, uma análise prática dos fatos mostra efetivamente quais são os verdadeiros objetivos do marxismo. Seu objetivo primordial é sempre conquistar poder político pleno e absoluto. A ideologia — na prática — é uma excelente plataforma para o poder político.

Como explicado acima, a história do socialismo latino-americano mostra isso de forma explícita, contundente e sem rodeios. A maneira pela qual demagogos oportunistas como Hugo Chávez e Evo Morales conquistaram o poder em seus respectivos países mostra isso de forma bastante nítida.

Ambos fizeram uso extensivo do apelo popular em suas campanhas políticas, e — depois que conquistaram o poder —, fizeram de tudo para lá permanecer, indefinidamente. Chávez conseguiu se perpetuar no poder até morrer, em 2013, e Evo Morales teve que renunciar e fugir da Bolívia, depois que uma desesperada tentativa de fraude para se manter na presidência fracassou, em 2019.

A história mostra — através de fatos claros e precisos — que o socialismo é a ideologia perfeita para demagogos e psicopatas obcecados pelo poder. Sua plataforma de defesa do igualitarismo, da justiça social e do fim da miséria é sedutora para as pessoas comuns. O discurso socialista apela para corações e mentes de pessoas desesperadas, por demais escravizadas pelas duras e sofríveis condições naturais da vida, e elas ingenuamente passam a acreditar nos discursos vazios de populistas oportunistas que na verdade estão apenas buscando o poder político pleno, total e absoluto.

Sendo levadas a crer que serão representadas, essas pessoas acabam elegendo os demagogos que lhes fazem as promessas mais doces, ignorantes para o fato de que — quando esses indivíduos conquistarem o poder —, eles se transformarão em tiranos opressivos e truculentos, que não hesitarão nem sequer por um minuto em escravizar o próprio povo.

A história do socialismo mostra isso perfeitamente. É basicamente sempre a mesma história — com o mesmo enredo e o mesmo final —, que se repetiu inúmeras vezes, nos países que cometeram o erro de permitir que socialistas chegassem ao poder. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.