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Socialismo — Um grande negócio para a elite política

Socialismo — Um grande negócio para a elite política

Um dos principais pontos a respeito do socialismo vem do fato de que ele não funciona. E sua anatomia disfuncional jamais o permitiria. Todos os alicerces teóricos do socialismo estão mais arraigados à um desarrazoado apelo sentimental do que a um conjunto pragmático de ideias e conceitos eficientes. Em virtude deste fato, não importa o exemplo que você escolha discutir – Cuba, Venezula, Vietnã, Camboja –, nenhum poderá ser destacado como um êxito econômico, social ou político. Muito pelo contrário. Todos foram fracassos ostensivamente óbvios e dolorosos. Não há nem o que discutir. A menos que você seja um idiota útil, leitor de Karl Marx, que usa camisetas com estampas do assassino Che Guevara.  

No entanto, como Hayek certa vez enfatizou, nenhum político obteria êxito considerável promovendo ou difundindo políticas contrárias ao socialismo. Como, em sua esmagadora maioria, seus promotores são arrivistas populistas, o que interessa para eles é a aquisição do poder, e não a solução dos problemas da sociedade. Infelizmente, a maioria das pessoas é incapaz de discernir as verdadeiras intenções dos psicopatas políticos. 

Como o socialismo promove uma grande concentração de poder e riquezas no estado, todas as resoluções políticas e econômicas da sociedade serão decididas pela elite governamental que está no poder. Absolutamente nada escapará ao seu poder de decisão. E com a grande concentração de riquezas, virá a tentação de enriquecer ilicitamente. Há de se ter muita ingenuidade para achar que a classe política é composta por seres sacrossantos, benévolos e incorruptíveis. Muito pelo contrário. Em sua grande maioria, não hesitarão em espoliar, saquear e roubar em benefício próprio, e acumularão grandes fortunas. Corrupção endêmica será inerente a um sistema centralizado, como é o socialismo. 

Com o poder, virão oportunidades para cartelizar o mercado e estabelecer monopólios, que irão arregimentar riquezas e favoritismo sobre os amigos do rei, em troca de generosos benefícios financeiros. Desta maneira, o governo se tornará apenas um grande comitê, que estará à venda para quem pagar mais. Em decorrência disso, todo o mercado estará na mão de uns poucos empresários, que terão todas as facilidades possíveis para comprar o governo corrupto, com uma séria de beneficios. Com o estabelecimento de agências reguladoras, será impossível para empresas concorrentes ingressarem no mercado, para oferecer seus produtos ao público consumidor. No Brasil, o que não faltariam são exemplos, como a EBX, de Eike Batista, a Odebrecht e a JBS, que se apoderou do mercado de carnes nacional. Desta maneira, a classe política vai enriquecendo através da concessão de benefícios.

Como o estado estará em constante expansão, cada vez mais impostos e tributos serão criados, ao passo que o mercado vai sendo estrangulado, ficando nas mãos dos poucos beneficiados. O governo, é claro, sempre usará argumentos populistas para justificar suas decisões. Os pobres são comprados com beneficios assistencialistas. Depois, ao comprarem toda a classe artística e intelectual em troca de apoio político, o monopólio da cultura também vai sendo sistematicamente implantado, sendo sempre favorável ao regime. Como os gastos do estado nunca páram de aumentar, o capital vai sendo destruído. Sem incentivos, o empreendedorismo vai desaparecendo. Com uma carga tributária elevadíssima, e a clientela desaparecendo, mais empresas fecharão do que abrirão. Os únicos que enriquecerão neste processo são os integrantes da classe política, ao passo que a população vai ficando cada vez mais miserável.

A partir daí, o ciclo de destruição se intensifica. Conforme as empresas vão desaparecendo e o mercado vai definhando, o estado vai aumentando a carga tributária sobre a população, pois a sua única preocupação será com arrecadação. O estado estará interessado única e exclusivamente em sua própria manutenção e sobrevivência. Daí para a frente, veremos apenas recessão, expansão da pobreza, falências generalizadas na iniciativa privada e por fim, o sistema colocando a culpa de seus fracassos sobre o capitalismo.

O socialismo é uma plataforma para o poder político, e uma maneira de enriquecer rápido e fácil. Como está invariavelmente atrelado ao populismo, ele irá parecer cativante, à princípio, para a população em geral. Como o socialismo conta com grandes legiões de idiotas úteis promovendo este sistema como algo que ele não é – formidável, maravilhoso e perfeito – o suporte para a sua implementação será considerável. Os únicos beneficiados, no entanto, serão aqueles que estão no poder. Todo o sistema é deliberadamente arregimentado para atender unicamente aos interesses da classe política. Mas quando os problemas começam a aparecer, a população se dá conta, geralmente, tarde demais. 

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.