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Socialismo enriquece a classe política mais do que capitalismo

Socialismo enriquece a classe política mais do que capitalismo

Como diz o velho ditado, ironicamente, os únicos indivíduos que ainda não compreenderam o socialismo foram os próprios socialistas. Isso ocorre porque o sistema que eles tanto idolatram, defendem com veemência, e afirmam beneficiar os pobres e as classes desfavorecidas, fazem tudo, menos cumprir essas promessas. Muito pelo contrário. O mais coerente é analisar o socialismo por aquilo que ele produz: empobrecimento generalizado da população, e uma elite governamental ultrarica.

Nos países socialistas, e devemos levar em consideração os exemplos mais hodiernos, como Venezuela, Coréia do Norte e Brasil — sim, acredite, o Brasil é um país socialista: de acordo com a versão mais recente do Heritage Foundation, que pesquisa o índice de liberdade econômica de cada país, o Brasil encontra-se em 153º lugar, sendo considerado mais socialista do que a Rússia e a China —, a classe política enriqueceu de forma incomensurável, como nunca antes na história destes países, na mesma proporção em que a população empobrecia de forma sistemática, em um drástico e corrosivo padrão de miséria contínua. Mas por que isso é tão comum em países socialistas? O socialismo não deveria ser um governo “do povo, pelo povo e para o povo”? Na teoria, sim. Mas o socialismo, na prática, é muito diferente. Como são inerentemente obtusos, socialistas não conseguem discernir habilmente as flagrantes diferenças existentes entre a teoria e a prática.

Devemos, é necessário, compreender que o socialismo possui uma miríade de nuances e diversas tonalidades, bem como variadas frentes. O socialismo, enquanto ideologia política, é uma coisa. Enquanto forma de governo, é outra. Se socialistas aplicassem na prática o que afirmam defender na teoria, o socialismo factual deveria ser respaldado pelo socialismo ideológico. Mas tal concretização nunca aproximou-se do mundo real. Na hora da verdade, a ganância e a fome pelo poder sempre falam mais alto. Por isso, o socialismo pode muito bem ser definido como uma forma de governo de viés totalitário, que tem por objetivo única e exclusivamente a consolidação do poder, e a escravidão do povo. Maduro, na Venezuela, não está nem um pouco preocupado em atender as necessidades da população. Muito pelo contrário. Recentemente, ao anular os poderes da Assembleia Nacional, ele conjugou um golpe de estado, que lhe conferiu plenos poderes, e aumentou de forma considerável o tamanho das milícias bolivarianas, para se proteger de possíveis insurreições populares. Hoje, quase 80% dos venezuelanos não conseguem fazer três refeições por dia. Enquanto a população afunda na caótica epidemia de uma miséria sistêmica, o governo continua tornando-se cada vez mais robusto, onipotente e ultrarico. Ao concentrar todas as riquezas e todo o poder sobre uma minúscula e gananciosa elite governamental, o socialismo promove o empobrecimento da população.

Ao contrário do que socialistas acreditam, o capitalismo prático gera mais oportunidades do que eles admitem. O que eles são incapazes de compreender, de fato recusam-se a entender, é que o socialismo, ao invés de dispersar, gera verdadeira e injusta concentração de riquezas, e invariavelmente, sempre nas mãos de uma elite governamental poderosa e egocêntrica, que tende a negligenciar uma população inerentemente fadada a empobrecer sistematicamente.

Mas por que isso é tão comum em países socialistas? Invariavelmente a população empobrece, e os governantes tornam-se ultraricos.

Como o socialismo tem inerentemente um viés totalitário, a classe política fica livre para fazer o que bem entende. No Brasil, por exemplo, o governo petista aproveitou as inúmeras oportunidades propiciadas pelo poder para desenvolver e consolidar um metacapitalismo de cartel, que envolvia estatais, grandes empresas e megacorporações, em um amálgama econômico entre estado e iniciativa privada, que enriqueceu empresários corruptos como Eike Batista, bem como toda a classe política que lhe financiou, e lhe concedeu favoritismo mercantil e protecionismo governamental. Em troca das benesses do estado, Eike Batista dividia com a corrupta elite governamental os dividendos das negociações indeferidas através do estado. Estado este, governado pelos insidiosos esquemas de corrupção do PT. Desta maneira, a economia assimila uma formatação funcional muito diferente da economia de livre mercado. A economia socialista de cartel faz as riquezas circularem entre um restrito e seleto grupo de pessoas – primariamente indivíduos ligados ao estado, e empresas protegidas pelo governo – e em decorrência desta situação, consolida-se o empobrecimento generalizado da população.

Portanto, para uma nação mais justa e próspera, é fundamental promover a erradicação do socialismo em nosso país.

Artigo originalmente publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 26 a 28 de julho de 2017. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.