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Socialismo — A porta de entrada para o totalitarismo

Socialismo — A porta de entrada para o totalitarismo

A implementação de um regime socialista requer, necessariamente, que seus dirigentes conquistem poderes plenipotenciários sobre toda a sociedade. Para um regime socialista ser efetivamente implementado, ele terá, portanto, que ser invariavelmente totalitário

No caso do socialismo, no entanto, o totalitarismo começa muito antes do regime ser efetivamente implementado e oficializado. A ideologia socialista é intrinsecamente totalitária. E seus adeptos se comportam de forma prepotente, arrogante e autoritária — desejando ter plenos poderes e controle sobre terceiros — justamente porque foram infectados com a ideologia.

A vontade de subjugar as pessoas — de ter todas elas em sujeição ao seu projeto de poder político — é inerente aos socialistas. Ao manifestarem esse comportamento, eles estão manifestando o mais proeminente sintoma da ideologia socialista. São eles que plantam as sementes da sua doutrina feroz, restritiva e controladora. Portanto, são essas pessoas que fazem o totalitarismo germinar. 

Quando um socialista chega ao poder, será só uma questão de tempo para que ele se torne vitalício no cargo. 

Isso fica bem evidente, por exemplo, no caso venezuelano. Quando Hugo Chávez ganhou as eleições presidenciais da Venezuela, em 1998, muitos venezuelanos — acreditando no discurso de igualitarismo e demonização do capitalismo do caudilho socialista — pensavam que o seu país poderia mudar para melhor. O próprio Chávez alardeava ser um candidato correto, honesto e diligente, que desejava servir à sua pátria. Infelizmente, muitas pessoas acreditaram nele.

Chávez eventualmente conseguiu arregimentar inúmeros seguidores, visto que muitas pessoas passaram a acreditar em seu discurso populista, até que ele finalmente ele se elegeu presidente. Depois que ele conquistou o poder, no entanto, ele não saiu mais de lá. Foi se utilizando de vários recursos para se perpetuar no poder, onde ficou até morrer, em março de 2013

Isso era uma coisa totalmente previsível. Por estar impregnado com a ideologia socialista, era natural que Hugo Chávez agisse dessa maneira. Além do mais, o seu histórico político era um prenúncio do seu futuro como ditador: em 1992, Chávez tentou tomar o poder à força por meio de um golpe de estado. Ele fracassou e foi preso, mas depois foi perdoado e anistiado, para a tristeza e ruína da Venezuela. 

Depois que foi solto, Hugo Chávez continuou obcecado em conquistar o poder. Depois do malfadado golpe de estado, no entanto, ele decidiu tentar a via democrática. E percebeu que ela era muito mais eficaz, por vários motivos. O principal deles é que o voto popular chancela a legitimidade de quem está no poder. Portanto, quem governa usufrui de autoridade política legítima, o que não pode ser atribuído a alguém que conquistou o poder através de um golpe de estado. 

Depois que tomou o poder, Chávez começou a implementar reformas socialistas, que eventualmente causaram uma catastrófica destruição econômica no país, que infelizmente persiste até o presente. Embora as sementes do socialismo tivessem sido plantadas muito tempo antes, foi com Hugo Chávez que a Venezuela tomou o caminho definitivo em direção ao socialismo. E sofre com as agruras dessa deplorável tragédia até os dias de hoje.

Uma vez que o socialismo se instala em um país, se passarão anos ou décadas até que ele venha a se desintegrar. O que fatalmente acontece, como o histórico exemplo soviético atesta de forma irrefutável. Em virtude do imensurável nível de pobreza e miséria gerado em um regime socialista — e principalmente pela questão da impossibilidade do cálculo econômico —, o colapso se torna iminente, sendo sempre uma questão de tempo.

Infelizmente, pode se passar muitas décadas até que a desintegração total venha a ocorrer. Durante esse tempo, a população sofre em demasia com a miséria, a fome e a escassez — elementos inerentes da tragédia socialista. 

Como a história atesta de forma irrevogável, o totalitarismo está na gênese do socialismo. Por partir de uma prerrogativa utópica cuja finalidade é construir uma "sociedade perfeita", a ideologia socialista atribui a si própria todas as responsabilidades que julga serem necessárias para a consolidação dessa sociedade supostamente perfeita. Para que esses objetivos possam ser concretizados, no entanto, acaba sendo fundamental erradicar a soberania, a autonomia e a independência dos indivíduos. Tão importante quanto, é fazer com que toda a sociedade seja plenamente submissa aos planejadores centrais, se necessário por meio de coerção.

Essas atitudes inerentemente despóticas, no entanto, constituem verdadeiros crimes contra os indivíduos. Mas é claro que socialistas não se importam com isso. 

Como é fácil perceber, o totalitarismo é uma consequência inevitável do socialismo. E a história comprova perfeitamente que os regime socialistas nunca fogem a essa regra. 

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.