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Socialismo — A politização da miséria

Socialismo — A politização da miséria

Uma das prerrogativas políticas da ideologia socialista está em sua afirmação de lutar para defender os interesses dos trabalhadores e proteger os pobres. De acordo com os postulados da ideologia marxista, os pobres são vítimas da exploração capitalista, e por essa razão encontram-se em um estado de pobreza, miséria e degradação. 

O que o socialismo jamais leva em consideração é o fato de que a pobreza é o estado natural da civilização. Para que os indivíduos possam sair da pobreza, eles devem ser deixados livres para gerar e trocar riquezas. Só assim é possível prosperar e produzir desenvolvimento. Governos não geram desenvolvimento, antes depauperam sistematicamente a sociedade com a cobrança de impostos. 

Não obstante — como o socialismo vive de ilusões, e não de uma análise pragmática da realidade —, militantes, ideólogos e proponentes da ideologia socialista difundem a noção completamente falaciosa de que o socialismo defende os pobres, justamente porque precisarão deles para chegar ao poder. Depois que o poder é conquistado pelos socialistas, no entanto, os pobres são completamente abandonados e negligenciados.

O socialismo sempre usará os pobres como plataforma para conquistar o poder político (o socialismo populista latino-americano que o diga). A história mostra isso enfaticamente, foi exatamente assim no decorrer de todo o século 20. Para conquistar espaço, portanto, o discurso socialista precisa politizar a miséria e demonizar ativamente o capitalismo, de forma beligerante e implacável. Afinal de contas, sem um grupo fragilizado para supostamente defender, o socialismo não teria razão alguma para existir e reclamar espaço na arena política. Rapidamente, as pessoas supostamente representadas por essa perniciosa ideologia oportunista perceberiam que na verdade estão sendo usadas por demagogos doentios e inescrupulosos, cuja maior preocupação é chegar ao poder.   

É fato incontestável, no entanto, que nenhum governo socialista de fato se empenhou em erradicar a miséria, ou em dar melhores condições de vida aos pobres. Antes o contrário, todos eles agravaram a pobreza e a miséria de forma contumaz, assim como multiplicaram de forma monumental o número de pobres. No socialismo, apenas aqueles que estão no poder usufruem de um estilo de vida suntuoso, repleto de benefícios, tendo todas as suas necessidades atendidas. O resto da população acaba tendo que sobreviver na mais deplorável e degradante miséria. 

Para um indivíduo ser socialista, é fundamental que ele rejeite categoricamente a realidade; por associação, ele também irá negar com veemência que todas as experiências socialistas foram de fato socialistas. Em decorrência de dissonância cognitiva, ele sente a vil necessidade de rejeitar ostensivamente a realidade, para continuar enganando a si mesmo, visto que seu caráter intransigente o compele a exercer fé em uma ideologia terrivelmente letal e destrutiva, responsável por matar milhões de pessoas no século 20. Por essa razão ele engana a si mesmo, visto que precisa continuar se convencendo de que uma ideologia mortífera, maligna e opressiva é na verdade boa, e que — se em algum momento da história ela deu "errado" —, é porque na verdade ela foi aplicada de forma errada.

O que os pobres precisam é de oportunidade para produzir e empreender, tendo a liberdade de manter para si os frutos do seu trabalho. Tudo o que eles não precisam é de um governo taxando, controlando e regulando o que eles produzem, quanto eles produzem e como eles produzem. A redistribuição de riquezas e ativos — ostensivamente defendida pela esquerda — é igualmente contraproducente. Ela afasta empresários e investidores, e via de regra enriquece apenas políticos, burocratas e outros integrantes de elite da máquina pública. Geralmente, de tudo aquilo que o estado expropria através de taxação, apenas algumas migalhas são repassadas aos pobres — isso na melhor das hipóteses. 

O que os pobres precisam é de liberdade para produzir e empreender. Apenas a liberdade produz riquezas, gera progresso e contribui para o desenvolvimento da sociedade e dos indivíduos. Governos e ideologias nocivas apenas atrasam e espoliam tudo aquilo que os indivíduos se esforçam em conquistar e produzir.    

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.