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Social-democracia — um sistema de roubo inteligente

Social-democracia — um sistema de roubo inteligente

Sem dúvida nenhuma, a social-democracia é um dos piores e mais nefastos sistemas de governo já elaborados. Ela serve basicamente para expropriar os pobres e redirecionar o que deles foi espoliado para as classes mais ricas e abastadas, em especial aquelas que tem conexões políticas. Ou, para colocar de forma mais simples, subtrai da sociedade produtiva, para redistribuir para a classe política — e seus associados corporativistas, evidentemente — tudo o que foi confiscado através de impostos, tributos, taxas, tarifas e contribuições compulsórias. Ainda que muitas pessoas não consigam compreender, imposto é exatamente isso. Transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos. As pessoas mais ricas do país são majoritariamente políticos e funcionários públicos, que vivem com salários nababescos, benefícios desproporcionais e ordenados irrealistas, graças a tudo aquilo que o estado confisca de forma arbitrária da sociedade produtiva. Em outras palavras, é simplesmente roubo legalizado.

Quem permite que esse sistema nefasto se dissemine parecendo um inofensivo arranjo político é justamente a social-democracia, uma das mais abjetas, depravadas e iníquias ferramentas de expropriação, controle e engenharia social já arregimentadas por burocratas e partidos políticos. A tirania da social-democracia é muito mais ardilosa e sorrateira, afinal, não é escancarada e explícita como a tirania de ditaduras socialistas convencionais; não obstante, nos infindáveis labirintos da burocracia estatal — projetada para ser ostensivamente hostil e indiferente às necessidades do indivíduo — perpetuam-se sindicatos, máfias, associações e grupos de lobistas, que através do dinheiro, do tráfico de influência, do suborno e da usurpação de competências, conseguem fazer todo o sistema trabalhar a favor dos seus sórdidos e maléficos interesses.

Quem trabalha para o estado e para o governo — não importa o partido, não importa o cargo, não importa se a nível municipal, estadual ou federal —, ainda que não o reconheça, está impreterivelmente trabalhando a favor dos interesses dos ricos e dos muito ricos, em detrimento de todo o resto, dos pobres, dos miseráveis e dos cidadãos comuns. São os grandes barões do sistema financeiro, os oligarcas industriais e os corporativistas, ou seja, a elite da sociedade, que estão de fato no controle do estado, tanto a nível direto quanto indireto. Mas a ingenuidade de muitas pessoas não as permite entender como o sistema verdadeiramente funciona. Políticos e funcionários públicos, no entanto, são subornados diariamente para atender aos interesses das oligarquias e das grandes corporações que efetivamente controlam o sistema. E a social-democracia possui na elasticidade do seu diagrama político um conjunto de atribuições que facilita muito para essas elites exercer o controle prático do estado.

Em função das associações orgânicas que o sistema facilmente produz, muitos monopólios e regulações são criados, arregimentando sistemas de captura de renda que progressivamente distorcem o mercado, gerando pobreza e competitividade desigual, pois grandes empresas e megacorporações são sempre favorecidas, em detrimento de pequenas e médias empresas, que acabam ficando sobrecarregadas com uma carga tributária excruciante, sendo invariavelmente prejudicadas com o fardo dos incomensuráveis custos do estado. Em função de todo esse corporativismo industrial e protecionismo, não raro financiado por entidades governamentais como o BNDES, os grupos que se beneficiam desses arranjos centralizados no capitalismo de estado, que são demasiadamente abastados, acabam ficando ainda mais ricos. Há também a questão das licitações para obras públicas — não raro faraônicas e superfaturadas —, feitas entre grupos de empresas que parecem independentes, mas que na verdade operam como cartéis. Em uma licitação, o orçamento menor prevalece; no entanto, todas as corporações envolvidas combinam previamente os preços estabelecidos, e organizam uma espécie de rodizío rotativo. Hoje, tal empreiteira ficará com determinada obra pública. Na próxima, será aquela outra. E assim, a obra pública é disputada em licitações fraudulentas e ilegítimas, porque as grandes corporações sabem que o estado, além de corrupto e fácil de subornar, é uma colossal fonte de recursos financeiros.

A máfia de políticos, oligarcas e corporativistas funciona como uma simbiose. Esses grupos trocam favores, que geralmente envolvem malas de dinheiro. Como escreveu Jean Vilbert, "em 2001, os brasileiros ultrarricos (0,1% da população) concentravam 11% do PIB, porcentagem que aumentou para 14,4% em 2015. Quem se surpreende? Como as sete maiores empreiteiras do Brasil estavam envolvidas numa intrincada rede de exploração política e corporativa exposta em 2015, é previsível que esses executivos tenham ficado mais ricos."

Como Mateus Vieira corretamente descreve, a social-democracia conseguiu algo que os socialistas marxistas do passado não haviam cogitado ser possível: "em um estado social-democrata, o governo permite que a propriedade continue a ser nominalmente de seu dono original, sendo confiscada apenas a riqueza produzida (o aluguel). Tal modelo de confisco evita o risco de colapso que aflige o socialismo tradicional, já que, sendo os bens de capital privados, seus donos se esforçarão para maximizar os retornos e ainda se valerão de um sistema de preços relativamente livre para tomar suas decisões. Desta forma, o esbulho governamental é incomparavelmente mais eficiente e sustentável. Não é desarrazoado dizer que o governo sempre atua para maximizar seu confisco, deixando para o produtor apenas o suficiente para que ele não desista da atividade, e assim continue gerando riqueza para ser confiscada pelo estado."

Poucos sistemas conseguem ser mais sórdidos e deploráveis do que a social-democracia. Ela rouba, expropria, confisca e monopoliza de forma sistemática, agressiva e ardilosa, porém em silêncio, enquanto divulga aos quatro ventos, para quem quiser ouvir, as supostas boas intenções da classe dirigente, sempre tão "preocupada" com os carentes e os necessitados. Na prática, a socialdemocracia é um sistema funesto, que serve para assaltar os pobres, e deixar os ricos ainda mais ricos. Isso tudo é resultado da sórdida e predatória intervenção do estado na economia, que é monumental em uma social-democracia, e age impreterivelmente sempre em benefício do sistema, e jamais da população, do progresso ou de objetivos verdadeiramente altruístas. Tanto quanto o socialismo, a social-democracia deve ser devidamente combatida, e defenestrada o quanto antes do ambiente político do país. Ela atende apenas aos interesses de oligarquias ricas e poderosas, enquanto deixa o restante da população se debatendo na mais atroz e brutal estagnação.

Artigo publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 05 a 08 de outubro de 2019. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.