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Ron Paul é bloqueado no Facebook

Ron Paul é bloqueado no Facebook

Depois de realizar a versão digital do grande expurgo stalinista — que começou pelo presidente Donald Trump — o Facebook bloqueou a Ron Paul o acesso a sua própria página. O grande ícone do libertarianismo, que concorreu à presidência dos Estados Unidos em três ocasiões (1988, 2008 e 2012) e foi representante do congresso do Texas por dois distritos várias vezes, foi sumariamente bloqueado no Facebook, sendo impedido de publicar em sua própria página, que atualmente conta com mais de um milhão e duzentos mil seguidores.

Ron Paul estava prestes a publicar um artigo de sua autoria — protestando contra a censura draconiana, arbitrária e descarada das Big Techs contra o presidente Donald Trump —, quando descobriu que havia sido bloqueado. A rede social justificou o bloqueio com a mesma desculpa genérica de sempre: violação dos padrões da comunidade. 

Dificilmente, vamos encontrar na política americana um indivíduo mais moderado, lúcido, racional e realista do que Ron Paul. Aguerrido defensor da liberdade — que jamais fez apologia a qualquer espécie de extremismo —, este pacato e pacífico senhor aposentado de 85 anos se transformou em uma das vítimas mais recentes da censura arbitrária das grandes corporações de tecnologia e mídia social, que buscam ativamente suprimir tudo aquilo que compromete a hegemonia da doutrina progressista. Fica bastante evidente, portanto, que proteger os usuários da rede social de conteúdo questionável não passa de um desarrazoado e deplorável pretexto, para impor censura a tudo aquilo que diverge da ideologia favorita do establishment. 

Inadvertidamente, com a derrocada — fraudulenta e deliberada — de Donald Trump, as Big Techs se sentiram poderosas o suficiente para banir de suas plataformas todos os elementos indesejáveis. E da maneira mais escancarada possível, deixaram explícitas suas aspirações político-oligárquicas, de forma plena e absoluta. 

Com todo este poder titânico acumulado, realmente não existe nada que essas companhias não possam fazer. Conseguiram até mesmo derrubar a rede social alternativa Parler, que contava com um enorme contingente de apoiadores de Trump. Toda essa censura arbitrária, no entanto, teve um preço a ser pago. O Facebook, por exemplo, sofreu uma queda de 60 bilhões em seu valor de mercado.

É interessante lembrar que não é a primeira vez que o Facebook sofre drásticas perdas financeiras em consequência de censura arbitrária. Em 2018, a rede social já havia realizado um grande expurgo, deletando sumariamente milhares de páginas e perfis associados à direita política (sob a falsa justificativa de que estavam removendo Fake News e discurso de ódio). Nos Estados Unidos, Mark Zuckerberg teve que justificar perante o congresso porque a companhia impôs uma rígida e arbitrária política restritiva a todo e qualquer conteúdo de caráter conservador em sua plataforma. No Brasil, o Ministério Público chegou a abrir um inquérito, pedindo justificativas da companhia por suas violações sistemáticas à liberdade de expressão. 

Como consequência da política de censura autoritária, as ações da companhia na época despencaram drasticamente. Na verdade, as perdas foram tão consideráveis que vários acionistas e integrantes do comitê executivo do Facebook chegaram a cogitar a possibilidade de remover Mark Zuckerbeg da diretoria da companhia. 

Infelizmente, o Facebook não cansa de ignorar as lições do passado e repetir os mesmos erros. De qualquer maneira, a rede social — juntamente com as outras companhias que formam o grande oligopólio da tecnologia digital do Vale do Silício —  sem dúvida está mais interessada em impor suas visões políticas onipotentes sobre a civilização, para contribuir na consolidação de um projeto de poder político autoritário, que certamente aumentará os lucros e expandirá a influência corporativa das organizações envolvidas. Felizmente, o mercado sempre reage negativamente a censura.  

À despeito de violações injustificáveis contra a sua liberdade, Ron Paul certamente vai continuar publicando seus artigos em seu blog. Há décadas lutando contra o Leviatã e o autoritarismo político, este aguerrido campeão da liberdade continuará sendo lido, ouvido e respeitado, não importa o quanto as Big Techs tentem silenciá-lo.

A história mostra que é possível calar um homem, mas jamais suas ideias. De qualquer maneira, a liberdade sempre encontrará caminhos onde crescer e prosperar, se constituindo em uma ameaça séria e permanente contra a tirania. Ron Paul pode ficar tranquilo, porque seu legado e sua luta a favor da liberdade já estão muito bem consolidados e estabelecidos nos corações e nas mentes de todos que aprenderam com o seu formidável exemplo. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.