Blog

Quero sair do Brasil – Para onde devo ir?

Quero sair do Brasil – Para onde devo ir?

Existem centenas de países para onde é possível se mudar, e ser muito feliz. Muito mais do que somos, ou poderíamos ser, aqui no Brasil, uma sucursal socialista do purgatório, o quinto país mais violento do mundo, que afunda em uma deplorável e aterradora estagnação econômica, impreterivelmente sórdida, letal e nefasta, com um burocrático estado tirânico, centralizador, maligno, elitista e oligárquico, que definitivamente encerrou em caráter defintivo todas e quaisquer possibilidades de futuro que poderíamos contemplar aqui no Brasil.  

Estive na Suíça e em Luxemburgo em 2012. E estes são países que apresentam inúmeras vantagens para nós, brasileiros. São formidáveis opções para quem pretende deixar o país, por diversas razões.

A Suíça é o quarto destino mais procurado por brasileiros que vivem no exterior. Fica atrás apenas do Canada, dos Estados Unidos e da Austrália. Atualmente, existem aproximadamente sessenta mil brasileiros vivendo na Suíça. A Suíça é um país que precisa de trabalhadores sazonais para a execução dos mais diversos tipos de trabalho, nas mais variadas indústrias, e a escassez de mão de obra faz com que estrangeiros que se mudam a trabalho sejam muito bem-vindos. A comunidade brasileira é muito conhecida e benquista na Suíça. Quando você diz que é brasileiro, em uma cafeteria, em um restaurante ou em qualquer outro lugar, normalmente as pessoas o recebem com um grande sorriso, e tentando falar uma ou duas palavras em português. É comum encontrar nas ruas de Zurique pessoas falando português.  

Evidentemente, se você pretende fixar residência na Suíça, o inglês e o português não bastam. A Suíça possui quatro idiomas oficiais: o alemão, o francês, o italiano e o romanche. O italiano é mais utilizado nas regiões circunvizinhas à Itália, portanto não é compulsório (a não ser que você vá morar exatamente nesta região), e o romanche – um idioma originário do latim falado pelos romanos que colonizaram a região há séculos atrás –, embora tenha sido um idioma majoritário em tempos idos, hoje é a língua materna apenas no Cantão de Graunbünden. Portanto, não é um idioma necessário, a menos que você vá morar especificamente nesta área, o que é bastante improvável. A grande maioria dos residentes estrangeiros vai morar em Zurique, a maior cidade da nação*, e uma das cidades mais cosmopolitas do mundo. Para morar em Zurique, aprender alemão e francês é fundamental.  

Montar um negócio na Suíça é relativamente fácil, se você tem o capital necessário para investir. É claro que Zurique não é uma cidade barata, mas você pode montar o seu negócio –caso pretenda empreender – em outro lugar, depois de averiguar onde existe mais demanda para o produto que irá comercializar, ou para o serviço que você vai oferecer. Como uma nação com um formidável grau de federalismo, o que a torna uma entidade política impreterivelmente descentralizada, os diversos cantões suíços competem entre si para atrair negócios. Desta forma, estão sempre buscando maneiras de atrair novos investimentos para as suas localidades, e assim elevar os seus índices de prosperidade. Empresários podem barganhar por menores impostos, e a declaração de renda que deve ser preenchida para ser enviada ao governo é extremamente simples, sendo realizada apenas uma vez por ano. 

Outra coisa que facilita muito a vida de qualquer brasileiro é o fato da Suíça não fazer parte da União Européia. Sendo assim, tem a sua própria moeda, o franco suíço, que, apesar de ser uma das moedas mais valorizadas do mundo, é muito mais barata que o euro, o que facilita a vida de nós, brasileiros, na hora de trocar reais por francos suíços.    

A Suíça tem longa tradição em abrigar e colher imigrantes. Que, em sua maioria, ficam muito bem integrados ao país. Em minha última noite na Suíça, jantei em um formidável restaurante vietnamita, onde fiz uma das melhores refeições de minha vida, regada à cerveja de Saigon. Na hora de ir embora, o taxista que me levou até o aeroporto – um indivíduo extremamentre simpático e cordial – depois de me elogiar pelo meu inglês fluente, e fazer inúmeras perguntas sobre o Brasil, após eu ter mencionado que era brasileiro, me falou que era da República de Gana, e que morava na Suíça havia vinte anos. 

A Suíça, sem dúvida nenhuma, apresenta inúmeras vantagens. É uma sociedade extremamente segura, a violência urbana, em determinados locais, é praticamente inexistente, e você ainda tem a grande vantagem de possuir toda a liberdade para comprar armas, caso se sinta inseguro e queira se proteger. As famílias suíças, há inúmeras gerações, possuem a tradição de ter armas em casa. Na verdade, a Suíça é um dos países mais seguros do mundo justamente por ser uma sociedade altamente armamentista e militarizada. É por isso que nunca foi conquistada por uma potência estrangeira, e permaneceu intocada até mesmo durante a Segunda Guerra Mundial. Nas ruas de Zurique, é extremamente comum ver militares, tanto da ativa quanto da reserva, andando com fuzis à tiracolo. A Suíça, juntamente com a Áustria, é responsável pela segurança de Liechtenstein, um microestado europeu de 36.000 habitantes, situado entre as duas nações. A Suíça também é responsável pelas relações externas do principado.      

A Suíça é um dos países com maior liberdade econômica do mundo. Um dos grandes êxitos da Suíça – entre muitos outros – deve-se ao fato desta ser uma democracia direta, e não uma democracia representativa. Na Suíça, políticos não se tornam celebridades, e não recebem salários obscenos. O mandato presidencial é de apenas um ano.  

Outro país que visitei na mesma viagem foi Luxemburgo. Um diminuto país que vem a ser o único Gráo-ducado que há no mundo, Luxemburgo é uma nação minúscula, com uma população de aproximadamente quinhentos e noventa mil habitantes – dentre as quais a metade é de estrangeiros –, localizada entre a Alemanha, a França e a Bélgica. Considerada uma economia desenvolvida e um dos países mais ricos e seguros do mundo, Luxemburgo ficou em 1º lugar na lista do Instituto Legatum de países com maior respeito pela liberdade. 

Uma das grandes vantagens de Luxemburgo para nós, brasileiros, é o fato do português ser um idioma amplamente falado no país (apesar de ser o português lusitano, e não o português brasileiro). Embora as suas línguas oficiais sejam o alemão, o francês e o luxemburguês, o português é um idioma relevante neste minúsculo país, em virtude da grande imigração portuguesa. Hoje, a comunidade luso-luxemburguesa conta com mais de sessenta mil expatriados e seus descendentes, que formam aproximadamente 16% da população total do país.

Sem dúvida nenhuma, Luxemburgo é um formidável lugar calmo e tranquilo, que pode ser um lar acolhedor e agradável para brasileiros ansiosos em deixar o país.

Estas duas opções que apontei estão entre as melhores alternativas para quem está fazendo planos de deixar o Brasil, e ter uma vida muito mais feliz, próspera e salutar no exterior, do que teria, caso permanecesse em nosso decadente, hostil, violento, corrupto e cada vez mais inóspito país.   

* Zurique é a maior cidade da Suíça, mas não é a capital. Para todos os efeitos, a capital é Berna, mas a constituição oficial da Confederação Helvética não reconhece a existência formal de uma capital.  

Compartilhe esse texto:

Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.