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Quem foi João Amazonas?

Quem foi João Amazonas?

João Amazonas – cujo nome completo era João Amazonas de Souza Pedroso – foi um político e militante comunista brasileiro. Apesar de sua limitada notoriedade, foi uma das figuras mais emblemáticas dos primórdios do comunismo no Brasil, bem como uma das lideranças do Partido Comunista do Brasil.

Nascido em 1912, em Belém, Amazonas era um daqueles indivíduos ingênuos que tinha profunda convicção no marxismo, sendo completamente incapaz de vê-lo por aquilo que ele realmente é: uma ideologia sanguinária, violenta, genocida e assassina, que a partir da revolução bolchevique de 1917, só traria dor, desgraça, sofrimento e morticínio para o mundo, e que destruiria aproximadamente quatro dezenas de países no decorrer do século 20. Fatos que ficariam cada vez mais evidentes com o passar do tempo, especialmente quando Amazonas iniciou suas atividades políticas.

Seu envolvimento no movimento começou muito cedo, em 1935, quando Amazonas filiou-se a Aliança Libertadora Nacional. Pouco tempo depois, ao aprofundar seus estudos sobre marxismo, Amazonas filiou-se ao PCB – o Partido Comunista do Brasil –, que apesar de existir desde 1922, foi oficialmente registrado apenas em maio de 1996. Pouco tempo depois, o aguerrido militante tornou-se também um ardoroso sindicalista.

Preso diversas vezes por suas atividades subversivas, na segunda vez no cárcere Amazonas começou a ministrar cursos de marxismo-leninismo para os detentos. Ele acreditava na consciência de classes apregoada pela filosofia comunista, e tentava despertar seus conterrâneos para a causa operária.

Amazonas foi instrumental na reformulação pela qual o Partido Comunista passou algum tempo depois. Quando Getúlio Vargas aplicou o golpe que implantou o regime fascista do Estado Novo, Amazonas e seus correligionários políticos passaram a ser duramente reprimidos pelo novo governo. Durante esta época, a Comissão de Repressão ao Comunismo ficou encarregada de livrar o país da influência marxista pelos meios que fossem necessários. Pouco tempo antes, militares marxistas haviam deflagrado a Intentona Comunista, uma efêmera e malfada rebelião de cunho político que – rapidamente suprimida por militares legalistas – foi a primeira tentativa oficial de transformar o Brasil em um regime totalitário de matriz soviética.

A nova onda de represália aos comunistas resultou em mais um período de cárcere para João Amazonas, que acabou novamente preso no final de 1940. Nesta época, ele era uma parte relevante do Partido Comunista em sua terra natal, Belém do Pará, atuando como um dos responsáveis pelo recrutamento de novos integrantes através da produção de propaganda partidária, além de ser um membro ativo do comitê do partido.

Depois que foi solto, Amazonas continuou sua luta com convicção, parecendo completamente incapaz de compreender a verdadeira natureza da ideologia nefasta que defendia, e que durante este período já havia causado milhares de mortes na União Soviética, embora estes fatos até então fossem altamente ignorados. Continuando a galgar degraus na hierarquia do partido, em 1945 Amazonas ingressou na política, elegendo-se deputado federal.

Em decorrência de divergências ideológicas que emergiram durante o 20º Congresso do Partido Comunista soviético – organização que ditava as diretivas para os demais partidos comunistas no resto do mundo –, Amazonas acabou sendo destituído da posição que ocupava no comitê executivo do partido em 1957. Quatro anos depois, foi oficialmente expulso do partido. Ele e alguns outros colegas discordavam profundamente do enquadramento reformista que estava substituindo as proposições ideológicas marxista-leninistas. Por essa razão, Amazonas, juntamente com outros integrantes que haviam sido exonerados, formaram um novo partido, o PCdoB.

Com o passar dos anos, Amazonas continuou a difundir o marxismo-leninismo, mantendo-se extremamente dedicado ao partido, exercendo funções como secretário-geral. Durante o regime militar, manteve suas atividades na clandestinidade – como a maioria dos seus correligionários – e chegou a ter uma participação na Guerrilha do Araguaia, embora seja totalmente desconhecida a natureza de suas operações na região. A partir do regime militar, no entanto, suas atividades foram ficando cada vez mais esparsas e difusas, até que acabaram perdendo relevância histórica e partidária.

João Amazonas morreu em São Paulo, em 27 de maio de 2002, aos 90 anos de idade.

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.