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Quais são os países que priorizam a liberdade?

Quais são os países que priorizam a liberdade?

Evidentemente, quando abordamos o assunto liberdade, devemos levar em consideração não apenas a liberdade econômica de uma nação, mas também o quanto ela respeita as liberdades individuais de seus cidadãos. Singapura, por exemplo – uma cidade-estado que vem a ser o segundo lugar do mundo com maior liberdade econômica, ficando atrás apenas de outra cidade estado, Hong Kong (coincidentemente, ambas ex-colônias britânicas, e ambas de maioria étnica chinesa) – não atende a estes critérios de forma satisfatória. Enquanto existe muita liberdade econômica, as liberdades individuais são severamente restritas por um sistema político autoritário e draconiano. Uma de suas facilidades vem do fato de um dos quatro idiomas oficiais de Singapura ser o inglês. Portanto, para quem domina o idioma, esta facilidade seria, sem dúvida nenhuma, uma grande vantagem inicial. Não obstante, mudar-se para um local com uma legislação ostensivamente autoritária é algo a ser ponderado com sensatez. Deve-se levar em consideração os prós e contras, evidentemente.

Mas existem diversos países no mundo com legislação e constituição bem mais limitadas do que Singapura, e, definitivamente, infinitamente mais livres, do que estas que somos obrigados a tolerar, no purgatório socialista que é o Brasil. De acordo com o Instituto Legatum, por exemplo, que avalia a tolerância de governos com relação às liberdades individuais, os dez países mais livres do mundo são Luxemburgo, Canadá, Nova Zelândia, Islândia, Irlanda, Uruguai, HolandaFinlândia, Bélgica e Portugal

Não obstante, se o seu objetivo é trabalhar e fazer negócios, a liberdade econômica, indubitavelmente, será a sua prioridade. De acordo com o Economic Freedom of the World Index, do Fraser Institute, os dez países com maior liberdade econômica são Hong Kong, Singapura, Nova Zelândia, Suíça, Irlanda, Reino Unido, Maurício, Geórgia, Austrália e Estônia (Canada e Estados Unidos, nesta lista, ocupam o 11º e 12º lugares, respectivamente). 

Repare que se compararmos as duas listas, Nova Zelândia e Irlanda são os únicos países que se repetem, e mantém elevados os seus índices de liberdade, tanto na questão das liberdades individuais e sociais, como na liberdade econômica, ocupando, em ambas as listas, o 3º e 5º lugares, respectivamente. O que não significa, de maneira alguma, que os demais países listados não sejam excelentes lugares para se viver. Se priorizam a liberdade – o maior ativo do ser humano, depois da vida –, então, definitivamente, são lugares para os quais brasileiros que desejam sair do país devem cogitar se mudar, se estiver dentro das suas possibilidades.  

Evidentemente, não devemos ficar limitados a estas listas. Existem mais de duas centenas de países no mundo, boa parte dos quais vale a pena pesquisar como são. Se o seu desejo, no entanto, é simplesmente sair do país, e se refugiar em algum lugar calmo e tranquilo, não se limite aos continentes. Você deve considerar também ilhas isoladas – e existem centenas de milhares delas espalhadas pelos oceanos –, onde o caos da civilização continental não chega.

As ilhas de Santa Helena, Tristão da Cunha e Pitcairn são ótimos exemplos de lugares formidáveis, bastante isolados, com populações muito pequenas, cuja calmaria e isolamento propiciam grande tranquilidade a quem está buscando uma vida com mais serenidade. Evidentemente, você deve verificar se a ilha-nação para a qual está se mudando é independente, ou é colônia de algum país. As ilhas citadas acima – Santa Helena, onde Napoleão foi exilado, e Tristão da Cunha, apesar da distância uma da outra, estão politicamente agrupadas com uma outra ilha, Ascensão, e atendem pela nomenclatura de Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha – são todas possessões territoriais britânicas ultramarinas, o que significa que você provavelmente deverá estar com o seu passaporte em dia, e com um carimbo de autorização do governo do Reino Unido, deferido na embaixada mais próxima de você.  

Na América Central, no Caribe e no Atlântico, há uma formidável quantidade de ilhas-nações, como Trinidad e Tobago, São Vicente e Granadinas e Barbados, para onde não seria tão inviável se mudar. As duas últimas fazem parte do Commonwealth, o que significa que são protetorados britânicos (Trinidad e Tobago também foi, mas obteve sua independência em 1962).

O oceano pacífico também não fica atrás quando o assunto em questão são países insulares. Kiribati, os Estados Federados da Micronésia e a Nova Caledônia, são alguns formidáveis exemplos de locais distantes da civilização, que, apesar de seu ostensivo isolamento, são capazes de oferecer às suas respectivas populações um grau de conforto e uma qualidade de vida satisfatória, para não falar da segurança, muito superior ao Brasil. 

Se você não se importar em levar uma existência mais frugal e modesta, evidentemente desprovida dos luxos que são abundantes nos continentes, e possui os meios para ir até uma ilha isolada, e se manter, até arrumar um trabalho, então você levará uma vida muito mais tranquila, calma e salutar, do que a que leva aqui no Brasil, sem dúvida nenhuma.  

Embora todas estas ilhas-nações não ocupem os lugares mais elevados das pesquisas que medem o nível de liberdade das nações, elas também não são ditaduras, e possuem, impreterivelmente, em sua maioria, níveis de liberdade econômica e individual maiores do que as que usufruímos aqui no Brasil. A questão principal é que, antes de se mudar, você deve levar inúmeros fatores em consideração, e analisar meticulosamente cada um deles. Qual é (ou quais são, no caso de ser mais de um [o que é o caso de boa parte das nações aqui citadas, até mesmo as ilhas-nações]) o(s) idioma(s) falado(s) no seu lugar de destino, se você possui fundos financeiros suficientes para a mudança, se você está disposto a trabalhar em alguma ocupação mais humilde, talvez muito diferente da profissão que você exerce aqui no Brasil, e, se for uma ilha-nação, se é independente, ou propriedade territorial de outro país, entre muitas outros fatores a serem ponderados.   

É verdade que o Brasil está se tornando um país cada vez mais difícil para se viver, tanto política quanto economicamente. Se você está pensando em se mudar, com certeza, o momento é mais propício do que nunca. Chegamos a um ponto onde ficou cada vez mais fácil compreender que o Brasil não possui solução. Nem de longo, muito menos de curto prazo. É hora de abandonar o barco, antes que afunde de uma vez.   

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.