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A produtividade do capitalismo versus a inércia do socialismo

A produtividade do capitalismo versus a inércia do socialismo

A história das duas Coreias, Coreia do Sul e Coreia do Norte, mostra de forma ostensiva os inefáveis contrastes entre socialismo e capitalismo, entre uma sociedade livre e uma sociedade coagida a ser escrava do arcaico, obsoleto e tirânico sistema de planejamento central, onde um grupo de burocratas iluminados, liderados por um supremo e onisciente líder, conduzirá toda a sociedade rumo ao progresso e à prosperidade. Todas essas definições teóricas dos propósitos socialistas, no entanto, não passam de mera fantasia quando observamos a realidade de perto, e percebemos o enorme distanciamento existente entre suas promessas e a sua realidade prática. A verdade é que o socialismo promete na teoria tudo aquilo que só o capitalismo é capaz de realizar efetivamente. Isso tudo ocorre porque o socialismo, de forma intransigente, porém muito discreta, nega o valor mais caro e fundamental ao ser humano: a liberdade. 

A história e a evidência empírica nos mostram que as nações que melhor souberam praticar e aplicar a liberdade, sobretudo a liberdade de mercado — como Suíça, Chile, Nova Zelândia, Hong Kong e Cingapura — conquistaram um nível de prosperidade e um padrão de desenvolvimento que nações repletas de regulações e restrições econômicas, como o Brasil, por exemplo, jamais foram capazes de igualar. Uma sociedade que vive pelas leis de mercado, onde a liberdade é respeitada como o maior e mais fundamental de todos os princípios, será indubitavelmente a mais salutar. Um sistema descentralizado, que não asfixia o indivíduo nem compromete suas potencialidades, obrigando-o a ser submisso a um estado onipotente, inflexível e escravagista, tenderá a desenvolver-se, e o progresso naturalmente acontecerá. 

O socialismo, por outro lado, por interferir em praticamente todos as interações da sociedade humana, em todos os níveis, do mais básico ao mais elementar — e principalmente por parasitar a economia com um número absurdo de regulações, tarifas, tributos, taxas, impostos e execrável burocracia —, irá invariavelmente sacrificar a produtividade de toda a sociedade. O jornalista americano Henry Hazlitt, com muita propriedade, certa vez afirmou: "Praticamente todas as tentativas do governo de redistribuir riqueza e renda tendem a sufocar incentivos produtivos e levar ao empobrecimento geral". Como o melhor exemplo desta verdade irrefutável, podemos citar a Venezuela.

A diáspora de venezuelanos para os países vizinhos, longe de terminar, é uma consequência inevitável do socialismo. Para escapar do deplorável, totalitário e precário purgatório coletivista, o desespero leva suas vítimas a abadonarem seu país, sem olhar para trás. Mesmo completamente destituídas de tudo, para elas ainda é muito mais viável e vantajoso tentarem a vida em um país onde não sejam privadas de sua liberdade, tampouco do básico necessário para viverem suas vidas com o mínimo de decência e dignidade, do que continuar vivenciando diariamente as agruras, as privações e as humilhações da brutalidade socialista.

O sistema capitalista sempre oferecerá condições superiores aos seres humanos, porque não abre mão do elemento mais fundamental para a vida: a liberdade. O pensador e filósofo americano Henry David Thoreau certa vez afirmou: "O melhor governo é o que menos governa". Esta é uma verdade cara e fundamental a felicidade humana. O melhor governo é o que menos interfere na sociedade humana, e deixa os seus cidadãos livres para buscarem, cada um a seu modo, a sua própria felicidade, sem impor nenhum obstáculo ou adversidade em seu caminho. O socialismo, com sua obsessão voraz e assassina por regulações, inclinado a controlar e regulamentar cada aspecto da vida humana, tanto de forma coletiva quanto individual, jamais poderá dissociar-se do totalitarismo. O igualitarismo, tão arduamente defendido por militantes socialistas, só causou ao mundo miséria, empobrecimento, desespero e morticinío em larga escala. Como Nelson Rodrigues muito bem colocou, "A Rússia, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento."    

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.