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Por que o socialismo naturalmente conduz a sociedade à miséria e a servidão?

Por que o socialismo naturalmente conduz a sociedade à miséria e a servidão?

Como explicado em artigo anterior, o socialismo é um sistema monolítico e totalitário, fundamentalmente hostil ao livre mercado e ao livre comércio. Por essa razão, a população fica impossibilitada de trabalhar, de agregar valor e de gerar riquezas. Invariavelmente, a pobreza e a miséria acabarão se proliferando, visto que apenas um regime de livre mercado, livre comércio e livre criação de riquezas é capaz de gerar prosperidade. 

No socialismo, um estado forte, onipotente e altamente repressivo sempre será necessário para coibir rebeliões e manifestações populares, com o objetivo primordial de impedir a sociedade de expressar seu descontentamento e insatisfação. Vimos isso acontecer em Cuba recentemente, com uma onda de revoltas, protestos e manifestações populares contra o governo totalitário que há décadas exerce um tirânico e despótico controle discricionário sobre toda a ilha. Evidentemente, o governo de Miguel Díaz-Canel — o sucessor de Raúl Castro — reprimiu as manifestações com desmesurada e cruel brutalidade.  

Em um regime declaradamente socialista, o governo reprime a população com o objetivo de manter as aparências e fingir que está tudo bem. Quando é impossível ocultar totalmente uma conflagração popular, a narrativa oficial do regime tenta cooptá-la na tentativa de responsabilizar inimigos externos — geralmente, algum bode expiatório conveniente, como o "imperialismo americano". Esse inclusive é o culpado favorito de praticamente todos os militantes socialistas. No caso de Cuba, é exatamente isso o que acontece. O famoso embargo econômico americano é responsabilizado por tudo o que há de negativo na ilha caribenha, sendo considerado o grande culpado pela miséria e pela pobreza que afligem o povo cubano há décadas. 

Isso, no entanto, é uma grande fantasia. Depois que Fidel Castro e seu grupo de guerrilheiros revolucionários tomaram o poder, em 1959, o novo governo formado por eles nacionalizou todas as indústrias e empresas americanas que existiam na ilha caribenha. Antes — durante a ditadura de Fulgencio Batista — Cuba não apenas comercializava com os Estados Unidos, como era estratégica para determinados segmentos da economia americana. A produção de cana-de-açúcar e sua subsequente exportação para os Estados Unidos em muito dependia das áreas cultiváveis existentes em território cubano. Inclusive o pai de Fidel Castro, Ángel Castro y Argiz, enriqueceu muito durante esse período justamente por ser proprietário de inúmeras terras onde era cultivada a cana-de-açúcar (o que mostra efetivamente que Fidel Castro tinha origem burguesa, e não proletária). 

Depois que os laços comerciais com os Estados Unidos foram rompidos, a miséria se acentuou, como seria fácil prever, visto que apenas um regime de liberdade econômica é capaz de produzir prosperidade. O embargo econômico que os Estados Unidos posteriormente impôs à Cuba foi realizado unicamente com o objetivo de tentar enfraquecer a ditadura castrista, e exigir que o governo estabelecesse um regime democrático na ilha, concedendo aos cubanos o direito de escolherem os seus representantes políticos.   

Além do mais, o embargo cubano proíbe apenas os Estados Unidos de comercializar com Cuba. Cuba pode realizar transações com todas as demais nações do mundo com as quais ela tenha desejo de estabelecer relações comerciais, de maneira que a desculpa do embargo americano não justifica de maneira alguma o nível de miséria, pobreza e atraso de Cuba. Durante anos, inclusive, Cuba recebeu auxílio da Venezuela — tanto financeiramente, como por meio de commodities, visto que centenas de milhares de barris de petróleo eram enviados periodicamente à ilha caribenha — e também do Brasil, especialmente dos governos petistas, via BNDES, com o qual o governo cubano construiu o Porto de Mariel. 

Ou seja, culpar o embargo econômico americano pelos problemas de Cuba é uma atitude irracional. Cuba é livre para comercializar com todos os demais países do mundo. Sua pobreza vem do fato de que o socialismo não funciona, o que mostra que é justamente a ausência de um regime de livre mercado que vem a ser o grande responsável pela miséria e pela pobreza que aflige os cubanos há décadas. Além do mais — ao culparem o embargo americano pela situação de Cuba —, os militantes socialistas estão indiretamente afirmando que é impossível o socialismo cubano funcionar sem o capitalismo americano.

A situação miserável de Cuba mostra, impreterivelmente, como e porquê o socialismo sempre irá conduzir a sociedade a uma precária e lastimável condição de miséria e sevidão irreversíveis. A ausência de liberdade econômica sempre será, fatalmente, catalisadora de incomensurável miséria e pobreza. É impossível uma sociedade prosperar onde não existe liberdade econômica. O socialismo — enquanto sistema político e econômico — sempre será um sistema que invariavelmente irá causar um deplorável nível de pobreza na população. E o estado sempre se tornará totalitário, porque tentará coibir violentamente a insatisfação popular, bem como todas e quaisquer tentativas de insurreição. 

Atualmente, os cubanos estão lutando ostensivamente para se libertar da tirania que os escraviza há décadas. Depois de muito tempo sendo castigados pela depravação, pela miséria e pela escassez do socialismo, é compreensível que os cubanos estejam saturados. Agora, sedentos por liberdade, eles buscam a sua emancipação política, social, cultural e econômica. Algo inerente a todos os povos que já experimentaram a brutal, feroz e opressiva escravidão do socialismo. 

 

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.