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Por que o socialismo não funciona?

Por que o socialismo não funciona?

O socialismo é um sistema político irremediavelmente fatalista, e impreterivelmente fadado ao fracasso. Para existir, requer um governo enorme – essencialmente paternalista e patrimonialista – que se encarregará de planejar, remanejar, deferir e reforçar de forma autocrática e discricionária absolutamente todos os aspectos da vida em sociedade, especialmente no que tange à produtividade. Como o indivíduo desaparece, sendo absorvido e anulado pela brutal e sórdida tirania coletivista, ele é completamente destituído de liberdade, independência e autonomia. Essa é uma das razões pelas quais governos socialistas sempre se transformam em ditaduras. O estado centralizador é um vórtice imperativo de decisões verticais, que absolutamente todos devem seguir, sem questionar. A intransigência sempre resultará em morte, desterro ou encarceramento, em alguma cruel, hostil e brutal prisão estatal.

Não obstante, por mais opressivo e totalitário que possa ser um governo socialista, a grande maioria das vítimas do socialismo morre de inanição. Esta consequência inevitável ocorre porque as diretrizes ditatoriais do sistema – onde partido, estado e governo se fundem e se confundem de maneira insuspeita e monolítica – são extremamente perversas com relação a tudo o que provém do mercado, regulando de forma arbitrária todos os aspectos concernentes à produtividade, não deixando espaço algum para a liberdade, ou para as leis naturais de oferta e demanda.

Como o governo acaba tornando-se obtuso para a sua própria ignorância, a alocação irracional de recursos se torna uma realidade irremediável, e a produtividade natural do mercado acaba sendo dilacerada por nacionalizações, expropriações, tarifas protecionistas, impostos exorbitantes, regulações absurdas, legislação onipotente e autoritarismo discricionário. Como consequência, o mercado vai sendo paulatinamente dilacerado, e a nação que tiver empregado estas medidas destrutivas – em questão de pouco tempo –, se tornará um antro de fome, pobreza e excruciante miséria. Carestia, privações e a completa e total erradicação de tudo aquilo que viabiliza a produtividade e a geração de riquezas em uma sociedade sadia e salutar tornam-se baluartes do morticínio e da escravidão. Possivelmente, o exemplo mais pragmático que temos nesta questão é o país vizinho, Venezuela. É impossível falar da destruição socialista, sem fazer referência ao deplorável inferno totalitário – e suas nefastas consequências – pelo qual passam os venezuelanos.

Como qualquer utopia infantil, é absolutamente impossível que o socialismo funcione. Quando colocado em prática, ele sempre será mortalmente destrutivo. Não obstante, este sistema irremediavelmente fadado ao fracasso continua sendo alardeado por pessoas ignorantes e destituídas de conhecimento como sendo a solução para os problemas da humanidade. Ele é, acima de tudo, a prerrogativa perfeita para indivíduos frustrados, que atribuem suas incapacidades e fracassos ao capitalismo. A verdade é que em todas as ocasiões nas quais o socialismo foi colocado em prática, ele gerou apenas morticínio, genocídio, degradação e miséria absoluta. O problema é que boa parte dos empedernidos socialistas contemporâneos continua tentando convencer as pessoas de que um sistema que não funciona, pode funcionar. Afirmam – ingenuamente – que todas as experiências anteriores não eram representativas do “verdadeiro” socialismo. Afinal, a doce ilusão do “paraíso socialista” que perpetuam em suas cabeças vazias, não raro completamente divorciadas da realidade, não corresponde ao socialismo prático. Aparentemente, são indivíduos que não se importariam em exterminar mais dois milhões de pessoas, em uma nova tentativa de aplicar na prática sua tão idolatrada utopia. Afinal, são militantes arrivistas mais dedicados à uma ideologia do que ao bem-estar de seres humanos.   

Artigo originalmente publicado na revista Atualidades, de Santa Rosa (RS), edição nº 101, de março de 2019. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.