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Por que não existem companhias militares privadas no Brasil?

Por que não existem companhias militares privadas no Brasil?

Companhias militares privadas existem em aproximadamente cinquenta países, mas no Brasil, nunca ouvimos falar nada à respeito. O conceito jamais foi abordado, e ninguém, absolutamente ninguém, contestou isso, ou sequer teve a audácia de colocar a questão em pauta. Ninguém, —dentro do estatismo político, ou mesmo na sociedade civil —, abordou o conceito, e hoje temos disponível apenas o exército estatal, cuja prioridade, evidentemente, é defender o estado, e não a população.

Evidentemente, existem inúmeras razões pelas quais este conceito nunca foi debatido ou abordado. E todos eles são de caráter puramente especulativo. Pode ser que empresários do setor nunca tenham expressado interesse em montar empresas do segmento no Brasil simplemente porque não veem no país um mercado em potencial. Ou pode ser que o estado nunca tenha permitido, justamente por ter um histórico problemático, e deliberado, no exercício do monopólio da violência. Pode ser também que o estado não o permite — e jamais permitiria — por receio de que companhias militares privadas poderiam ser usadas como instrumento de uma eventual insurreição popular, que se insurge para um levante, com o objetivo de derrubar o corrupto establishment burocrático e político da nação. Assim, desta maneira, os integrantes das corruptas elites governamentais podem dormir sossegados e tranquilos, sabendo que a população não dispõe de formas, meios ou instrumentos para derrubá-los, e tirá-los do poder.

Como escrevi acima, todas estas questões são de caráter meramente especulativo. Ao contrário de muitas outras questões de caráter político ou partidário, com relação a este tema, absolutamente nada pode ser afirmado com certeza absoluta. No entanto, uma coisa é certa: para o estado, não é interessante que existam forças militares independentes, que estejam fora do seu controle. Especialmente se este estado em particular tem aspirações totalitárias. De qualquer maneira, a inexistência de companhias militares privadas em território nacional está intrinsecamente ligada ao mesmo fator motivacional do estatuto do desarmamento, que pretende retirar a posse de armas do cidadão comum, ao passo que não demonstra o menor constrangimento em permitir que criminosos tenham armas, não fazendo absolutamente nada pelo desarmamento de contraventores. A prioridade do estado está em desarmar apenas quem não representa perigo algum para a sociedade. Ou seja, tem algo muito errado neste cenário. 

Infelizmente, no atual panorama econômico, é tão inviável quanto improvável que companhias militares privadas possam existir, e — para a própria segurança da população — essa é uma grande desvantagem. Todas as forças de segurança estatais, de uma forma ou de outra, podem ser facilmente subvertidas para serem plenamente subservientes, sem quaisquer restrições ou objeções morais, a um prospectivo governo totalitário socialista. Como o atual panorama político não é nenhum pouco estável, a população ficará refém da insegurança, o que favorece tanto o estado como a esquerda. 

Na autocracia estatal brasileira, apenas em ocasiões muito raras as necessidades e urgências da população foram atendidas. Desta vez não será diferente. Os inimigos do cidadão comum — estado e partidos políticos — usarão todas as fraquezas da sociedade contra ela mesma. Afinal, todos os elementos que ela teria à sua disposição para se defender das agressões sistemáticas institucionalizadas já foram completamente eliminadas. Ou, como companhias militares privadas, nunca estabelecidas. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.