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Por que a mídia possui um viés ideológico tão evidente?

Por que a mídia possui um viés ideológico tão evidente?

Sejamos francos, honestos e diretos: sabemos que a mídia global é completamente contaminada com um viés político de esquerda, e isso é bastante evidente em países como Estados Unidos e Brasil. No caso do Brasil, por exemplo, parte considerável da mídia maninstream depende de verbas do governo federal. Evidentemente, em decorrência disso, toda a mídia nacional corporativista tenderá a publicar pautas e matérias que favoreçam o governo, pois não morderá a mão que a alimenta. Se o governo as sustenta com verbas robustas e polpudas, o grande público não terá jornalismo informativo à sua disposição, mas um arroubo de corporações midiáticas cuja função é fazer publicidade para o governo. O PT se especializou nisso. Financiou um número colossal de órgãos de imprensa, como Carta Capital, para difundir sua perniciosa e funesta agenda política, e dirigir a opinião pública para um determinado lado. Esta é uma das razões pelas quais devemos apoiar jornais, revistas, sites e blogs independentes. Como eles não estão subordinados ao governo – ao menos ainda – a verdade dos fatos será a sua prioridade; algo que não é, nunca foi e possivelmente jamais será uma prioridade para a mídia mainstream.

O governo não deveria financiar a imprensa, pois isso compromete a veracidade da profissão jornalística, e das informações divulgadas ao público. Quando o jornalismo vira uma sucursal dos dirigentes políticos, ele fica reduzido a uma dissimulada ferramenta de propaganda governamental.  Governos que normalmente controlam a mídia possuem inclinações autoritárias; quando o governo pretende influenciar a opinião pública em uma determinada direção, nossa desconfiança deve ser aguçada. Em países livres, o governo raramente se importa com as pautas midiáticas, pois tem urgências muito mais altruístas e construtivas com as quais se ocupar. 

Esta situação não irá mudar enquanto não tivermos um presidente que não corte o pernicioso financiamento governamental para a grande mídia. Caso contrário, continuaremos a ter publicidade estatal, ao invés de genuíno jornalismo. Os Estados Unidos, atualmente, enfrenta uma situação muito similar. Embora tenham uma imprensa conservadora relativamente consistente e muito bem consolidada,na televisão, com a possível exceção da Fox News, todas os demais conglomerados midiáticos, como ABC, NBC e CNN, divulgam abertamente pautas progressistas. 

Para verificarmos esta questão, basta que analisemos de forma objetiva o tratamento diferenciado que a grande mídia corporativista norte-americana sempre concedeu à Barack Obama, e como menospreza de forma aviltante o atual presidente, Donald Trump.

Barack Obama, sem dúvida nenhuma, foi o pior presidente da história contemporânea dos Estados Unidos. Como todo socialista, tudo o que fez foi difundir a miséria, a pobreza, a precariedade e a escassez em seu país. Durante a sua gestão política, americanos de classe média ingressaram na pobreza, e americanos pobres tornaram-se paupérrimos, como nunca antes havia acontecido na história recente do país. Ao deixar a presidência dos Estados Unidos, o legado mais consistente de Barack Obama foi de 47 milhões de pobres.   

No entanto, raramente vimos a mídia mainstream tratar Barack Obama como aquilo que ele realmente foi: um incompetente oligarca socialista que vivia no luxo e no conforto, completamente indiferente ao bem-estar dos americanos comuns. Como se isso fosse pouco, sua covardia deve ser enfatizada. Obama nada fez de prático ou efetivo para conter a ameaça nuclear representada pela Coréia do Norte, a não ser engajar-se com proficuidade em uma miríade de discursos inúteis. O que ele fez foi deliberadamente deixar o problema para o próximo presidente. 

Obama sempre foi o queridinho da mídia justamente por ser socialista. Como quase toda a mídia americana mainstream é de esquerda, evidentemente, iriam exaltá-lo com adoração e reverência, ao passo que sempre foram indiferentes à sua incompetência, covardia, negligência e displicência.

Como pode averiguar quem acompanha de perto estes fatos, exatamente o contrário acontece com Donald Trump, que é constantemente criticado pela mídia, às vezes pelo simples fato de existir. Isso acontece porque Donald Trump, um conservador, sempre será um anátema para a grande mídia progressista, que irá tratá-lo com inflexível hostilidade, pelo simples fato dele ser conservador. E isto vem acontecendo desde o momento em que Trump anunciou sua candidatura à presidência dos Estados Unidos. No entanto, é interessante ver como Trump foi implacável com a mídia, desmentindo com sagacidade boatos, rumores e falácias difundidas à seu respeito, dando notoriedade ao pejorativo, mas merecido, termo "fake news", e vinculando-o de forma ostensiva às grandes corporações midiáticas americanas. 

Quando Trump implementa políticas que beneficiam o indivíduo, e a nação, de uma forma geral, a grande mídia se mantém apática. Há quase um ano, Donald Trump anunciou o maior corte de impostos da história americana, mas isso não foi o suficiente para fazê-lo cair nas graças da imprensa. Ora, evidentemente, não há nada que um conservador possa fazer para agradar uma mídia majoritariamente progressista, a não ser que ele próprio se torne um progressista. O que está completamente fora de cogitação, é claro.

Com a grande mídia completamente comprometida com a difusão de uma agenda ideológica, é fácil constatar que – como o próprio Trump certa vez afirmou – estas grandes corporações midiáticas não mais pratcam jornalismo; elas são ferramentas arregimentadas para a difusão de um agenda política. Isso se deve ao fato de que a esquerda mundial conseguiu conquistar a hegemonia dos meios de comunicação globais, aplicando a teoria da ocupação dos espaços, de Antonio Gramcsi. Até mesmo a wikipédia, que, à princípio, por ser uma enciclopédia, deveria ser neutra, está saturada de inclinação ideológica em artigos políticos.

Isto aconteceu porque a esquerda assimilou e aplicou de forma magistral a lição da hegemonia cultural. A esquerda ocupou espaços na televisão, na mídia, na grande imprensa, nos jornais, nas escolas, nas universidades, na política federal, estadual e municipal, de um grande número de países, principalmente nos continentes europeu e americano. No entanto, essa estratégia não é uma exclusividade deles. Se quisermos reverter o jogo, e posicioná-lo a nosso favor, devemos aprender a lição, e aplicá-la hoje, ocupando espaços em todas as áreas possíveis.

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.