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Por que estão acontecendo tantas revoltas, protestos e conflagrações políticas na América do Sul?

Por que estão acontecendo tantas revoltas, protestos e conflagrações políticas na América do Sul?

Sem dúvida nenhuma, a América do Sul anda em polvorosa. A rebelião no Chile, os protestos no Equador e a crise constitucional no Peru atestam o fato de que as coisas andam demasiadamente turbulentas na região. De positivo, podemos citar o fato de que recentemente, o cocaleiro Evo Morales — que pretendia se perpetuar como ditador da Bolívia no mínimo até 2025 —, foi escorraçado por militares patriotasJeanine Áñez assumiu como presidente interina, e tenta normalizar a situação do país. De negativo, podemos citar a eleição do progressista Alberto Fernández como presidente da Argentina. Que, a julgar pelas oscilações da bolsa de valores, ao que tudo indica, muito em breve o segundo maior país da região se tornará um análogo da Venezuela. E então começará o fluxo migratório de argentinos para o sul do Brasil.  

Sendo totalitária como de fato é, a esquerda pretende voltar ao poder em todos os países onde perdeu espaço. O Grupo de Puebla — uma espécie de Foro de São Paulo repaginado e recauchutado — foi organizado exclusivamente para isso. A esquerda não dorme no ponto. Desde que perdeu o poder, ela está desesperada para recuperar a hegemonia absoluta, e está disposta a fazer tudo o que for necessário para conseguir isso. Aonde ela não estiver no poder, ela vai se esforçar ao máximo para causar todo o tipo de turbulências, com plena disposição para lançar sociedades inteiras no caos, com o objetivo de criar um enorme cenário de plena instabilidade. 

Ainda que nem todas estas conflagrações estejam necessariamente interligadas, a Teoria dos Dominós — vigente durante a Guerra Fria — afirmava que quando uma nação se tornava comunista, todas as demais nações ao redor também se tornariam comunistas, em consequência do efeito dominó. A teoria estava correta, depois que o Vietnã se tornou comunista, nações como Laos e Camboja muito rapidamente também se tornaram ditaduras totalitárias comunistas (embora a ditadura cambojana tenha durado pouco menos de quatro anos, e mesmo assim, exterminou aproximadamente 25% da população). Da mesma maneira, assim como vemos deploráveis rebeliões de esquerda em um determinado país, não é impossível de todo que conflagrações similares estourem nos países vizinhos. Muito pelo contrário, elas são bem prováveis.

Embora protestos em si não sejam errados, especialmente quando reivindicam causas legítimas, o que realmente deve ser levado em consideração são as motivações dos seus integrantes. Rebeliões que clamam por soluções populistas para determinados problemas — ou coisas que não são necessariamente problemas, mas são erroneamente percebidas deta maneira, como a desigualdade, por exemplo (a pobreza é um problema, mas não a desigualdade) —, não raro se tornam caóticas e violentas. E evidentemente, pouco ou nada resolvem. Diversos indivíduos juntam-se às multidões de protestantes com objetivos nada altruístas, como roubar lojas e saquear estabelecimentos. Além do mais, é notório que desde que começou a perder hegemonia, e com esta, o monopólio da narrativa de uma suposta verdade, todos sabemos que a esquerda anda colérica, furiosa, virulenta e disposta a tudo para voltar ao poder.   

Ainda que seja complicado afirmar que as rebeliões na América do Sul estejam todas conectadas —, a saber, que exista um comando central que determina para vários núcleos de atuação como eles devem proceder, o que é improvável, embora não impossível — a verdade é que podemos estar simplesmente testemunhando o efeito dominó em ação. Uma rebelião em estoura, e então outras acabam eclodindo, como uma reação em cadeia. Nesta questão, podemos especular que a revolta no Equador, deflagrada em três de outubro, ajudou a provocar o estopim nas demais revoltas e crises constitucionais que estão acontecendo pela região. Quando os protestos no Equador cessaram, no dia 14 de outubro, com a promessa do retorno de subsídios para combustíveis, começaram no mesmo dia os protestos no Chile.

A verdade, no entanto — o que realmente devemos levar em consideração — é o fato de a esquerda jamais dormir no ponto; coletivamente, jamais desiste dos seus objetivos de domínio, poder político absoluto e a submissão e a escravidão de terceiros ao seu projeto ideológico. Aonde ela não esta no poder, a esquerda estará ansiosa, desesperada e afoita para conquistá-lo. Ao menos algumas das insurgências que estão acontecendo neste exato momento em países da América do Sul são conflagrações progressistas, compostas por integrantes de coletivos e partidos de esquerda, que estão exigindo o retorno das políticas populistas e assistencialistas que lhes foram retiradas. Acostumaram-se com as benesses estatais, e realmente acreditam que elas são dadas de "graça" pelo governo, e portanto podem ser distribuídas à vontade para todos que delas necessitam. Uma crença tão ingênua quanto infantil, mas palatável para quem não vive na realidade. Compreensível, afinal, no mundinho de fantasias progressista, a escassez é algo que não existe.  

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.