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Por que o estado é um antro de depravação e sodomia?

Por que o estado é um antro de depravação e sodomia?

O estado é uma estrutura de poder, e como tal, ofertará aos indivíduos que o integram inúmeras possibilidades de perseguir interesses escusos, que vão desde projetos de poder à tentadoras oportunidades de enriquecer ilicitamente. No entato, o que a grande maioria das pessoas não compreende é que para o estado, a corrupção é um meio, um fim e um objetivo, um propósito em si mesmo. O estado não vive apenas de corrupção, mas a alimenta diariamente, e todo o sistema é devidamente estruturado para perpetuá-la. O estado é uma instituição egocêntrica, que existe unicamente para atender aos seus próprios interesses. O estado não pode existir sem corrupção, sem peculato, suborno, prevaricação ou formação de quadrilha. Como o estado não difere em absolutamente nada de uma organização criminosa, é óbvio que a criminalidade será a força motriz de todas as suas ações, em todas as ressonâncias de sua megaestrutura.  

Infelizmente, a desmesurada ingenuidade do brasileiro não conhece limites, e ele continua acreditando que o estado é uma coisa boa, que existe para servir à sociedade e atender as necessidades da população, quando na verdade, este não será, não é, nem jamais foi o caso, em qualquer tempo, período ou momento da história. O estado é um grande antro de depravações, uma arena onde diferentes facções criminosas se hostilizam mutuamente, em uma perpétua, árdua e corrosiva disputa pelo poder.

Recentemente, Jacques Wagner — um dos criminosos do PT, que em uma reunião da coligação satânica, afirmou que o grande erro da organização criminosa da qual ele é integrante foi não ter transformado o Brasil em um análogo de Cuba — passou a ser investigado pela Polícia Federal, por ter recebido oitenta e dois milhões de reais em propina e caixa dois, de obra superfaturada referente à construção do estádio Arena Fonte Nova, em Salvador, quando ele foi governador da Bahia. Não obstante, sabemos que no Brasil essas ocorrências são diárias, corriqueiras, fazem parte da pútrida e insalubre política nacional. Consequências de um estado máximo com poderes plenipotenciários, que oferecerá aos seus integrantes infinitas oportunidades de esquemas de enriquecimento ilícito. 

Estas ocorrências, no entanto, longe de serem o problema, são sintomas de uma anomalia muito maior, que está diretamente relacionada à própria estrutura do estado. O estado é uma organização criminosa, e sua função primordial é perpetuar este estado de coisas. Se todos os políticos que estão na máquina pública se tornarem saqueadores, todos ficarão satisfeitos, todos terão sua fatia do bolo, e a lógica deste pensamento mostra que assim ninguém denunciará ninguém, e todos poderão viver felizes roubando. Por isso, uma das primeiras coisas que o estadoi faz quando alguém ingressa na política é corrompê-lo, para que o indivíduo não dê uma de moralista. Se destruírem sua integridade, o "político honesto" — cuja existência não passa de ficção —, não ficará tentado a fazer uma limpa na máquina pública, tampouco irá denunciar indivíduos envolvidos em corrupção. Ele não ousará denunciar ninguém, se fizer parte do esquema. Portanto, é fundamental incluí-lo na festa. Então, corrompê-lo, colocando-o como partícipe da farra, enriquecendo-o com dinheiro ilícito, é uma estratégia segura para manter o status quo. Por isso, o estado de coisas na política nunca muda. 

Na política, não existe absolutamente ninguém que é contra a corrupção. Partidos políticos que acusam outros partidos políticos de corrupção o fazem simplesmente por vingança, porque não foram incluídos em algum saque financeiramente vantajoso, ou porque não foram convidados a participar de algum formidável desfalque em alguma empresa estatal. 

Sempre que vemos uma campanha anticorrupção em andamento, podemos ter certeza de que — se ela parte de um político — ela ocorre com o objetivo de eliminar rivais, e, acima de tudo, promover a imagem daquele que está por trás da campanha. Fernando Collor, por exemplo, quando concorreu à presidência da república, foi descrito por seus assessores publicitários e por veículos de imprensa como "caçador de marajás". Ele teria supostamente realizado uma grande campanha contra funcionários públicos que tinham dividendos exorbitantes quando foi governador de Alagoas. A verdade, no entanto, é que ele próprio criou estes cargos com altos salários, quando foi prefeito de Maceió. É o legítimo criar o problema, para depois vir com a solução. A população brasileira, claro, acreditou na falácia. 

Mas, evidentemente, isso não é exclusividade da política nacional. Na China, o presidente Xi Jinping está realizando uma grande e ostensiva campanha anticorrupção dentro do PCC. Isso, no entanto, não passa de um grande pretexto para eliminar rivais políticos. Como o ativista chinês Bao Taong afirmou:

“É uma seletiva campanha anticorrupção. Sua natureza é a seletiva proteção da corrupção. Quando você expurga alguns oficiais corruptos, você está protegendo outros. Você protege o sistema corrupto, e você protege pessoas corruptas que apoiam você.”

É assim que funciona a política. Qualquer coisa fora disso, é devaneio fantasioso de idealista que não compreende a realidade. 

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.