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Por que a esquerda possui uma visão de mundo tão simplória?

Por que a esquerda possui uma visão de mundo tão simplória?

Com toda a certeza, podemos afirmar com propriedade que a esquerda  defende uma visão de mundo muito simplória, ingênua e infantil, que não apenas não faz sentido nenhum para quem usa suas faculdades de raciocínio e discernimento, como contribui para a dilaceração da normalidade, e para a continuidade da decadência e da degeneração moral em que vivemos. 

Acredito que a política desarmamentista da esquerda é um dos melhores exemplos a ser examinado nesta questão. Afinal, a esquerda chega a ser quase histérica em sua insistência de desarmar todo mundo, afirmando incessantemente que "armas matam". Por isso a esquerda, de forma entusiástica, defende o desarmamento. Acredita que, assim, estaria contribuindo para uma sociedade mais segura. Mas para defender uma política deste tipo, é necessário ser muito ingênuo. Afinal, você deve acreditar, necessariamente, que todos os seres humanos são bons, e que absolutamente ninguém irá inciar uma agressão contra você, e que você, em nenhum período ou momento da sua vida, terá a necessidade de se defender de um agressor. Só que isso simplesmente não é verdade. Existem milhares de criminosos na sociedade, e você deveria ter o direito de ter armas em sua residência para se defender, defender a vida e resguardar a integridade física dos seus familiares, e proteger a santidade do seu lar. A esquerda é tão obtusa que, em sua completa e total negação da existência do mal, não se importa em colocar tantas pessoas quanto for possível em situação de vulnerabilidade total, arriscando sem nenhum pudor a vida de terceiros, ao tentar impor uma política desarmamentista para a sociedade. 

A verdade que a esquerda é completamente incapaz de ver é que vivemos em um mundo absolutamente perigoso, onde armas são uma necessidade, e podem fazer toda a diferença entre a vida e a morte. Ninguém que realmente se importa com você, e tenha você em alta consideração, irá desejar transformá-lo em um cordeirinho vulnerável, pronto para ser abatido, sem quaisquer recursos disponíveis para oferecer resistência contra um possível agressor. A esquerda não compreende que uma política desarmamentista promove a institucionalização da vulnerabilidade, e não da segurança. Para insistir em um posicionamento dessa categoria, o indivíduo deve, necessariamente, ser muito ingênuo, ou ter exacerbadas limitações cognitivas, que o impossibilitam de compreender plenamente a gravidade da situação, em sua totalidade. Afinal, ela implica em falaciosamente acreditar que todas as pessoas do mundo são boas, e por isso, não há necessidade do indivíduo portar armas. Mas isto simplesmente não é verdade. Pessoas más existem, e vão aproveitar políticas desarmamentistas — como a que vigora no Brasil, auferida pelo pernicioso e assassino estatuto do desarmamento — para assaltar pessoas de forma corriqueira e sistemática; afinal, os criminosos tem a certeza absoluta de que suas vítimas estarão desarmadas, e portanto, completamente vulneráveis aos seus ataques predatórios.

É necessário salientar também que, se os cidadãos de um país estão desarmados, é muito fácil para o governo implantar uma ditadura. Afinal, os cidadãos não terão como se insurgir, se rebelar, ou lutar pela sua liberdade. E ficarão completamente reféns de um estado totalitário. Hoje, a Venezuela sofre com a repressão violenta do governo tirânico de Nicolás Maduro, e com frequência, manifestantes são brutalmente espancados — até mesmo mortos — pelas milícias chavistas durante as conflagrações e os protestos populares. Além da questão da defesa pessoal, este é um argumento consistente contra o monopólio da violência e das armas pelo estado 

Em função de sua sistemática e intransigente negação do mal, a esquerda nunca atribui a ocorrência e a execução de crimes à maldade, mas considera tudo culpa da pobreza e da desigualdade, o que é um absurdo. Em função deste posicionamento ideológico terrivelmente distorcido, para a esquerda — na sua visão romântica, singela e nenhum pouco realista de mundo — criminosos nunca são realmente os responsáveis pelos crimes que cometem. Ela tem uma tendência a rejeitar completamente a questão da responsabilidade individual, considerando criminosos como sendo vítimas de um mundo injusto. E o criminoso, portanto, de acordo com este raciocínio, está simplesmente tentando sobreviver a um sistema deplorável e maledicente, que o escraviza e o asfixia.

Mas isto não condiz nenhum pouco com a realidade dos fatos. Alem da maldade existir, é ela que está por trás da motivação da grande maioria dos crimes praticados, e não a pobreza. A grande maioria dos pobres, na verdade, não rouba e nem mata. A esquerda incorre em uma grande falácia moral ao tentar atribuir a ocorrência de crimes à pobreza e a desigualdade. 

A esquerda nunca dá certo aonde se instala porque não desiste da sua sórdida receita de oferecer soluções simplórias para problemas complexos. Tudo o que ela se dispõe a fazer é oferecer uma visão terrivelmente infantil e imatura da vida, apoiada por pessoas que normalmente tem receio de crescer e assumir responsabilidades, e enfrentar a complexidade do mundo com resignação e flexibilidade. Ela simplesmente oferece aos seus adeptos a negação de realidades dolorosas, que eles são incapazes de aceitar ou enfrenta com resignação. 

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.