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Por que a esquerda é tão intolerante e maligna?

Por que a esquerda é tão intolerante e maligna?

Um dos grandes problemas com o qual nos deparamos ao enfrentar a esquerda política vem do imensurável grau de doutrinação de que sofrem seus adeptos, que são não apenas completamente indiferentes à realidade, mas vivem imersos em um colorido e resplandecente mundo de fantasias, do qual é praticamente impossível despertar. Doutrinados em um grau absurdo e irreversível, eles não apenas foram ensinados a odiar profundamente todos aqueles que pensam de forma diferente, como acreditam insistentemente que estão certos em absolutamente tudo. Como proprietários da verdade absoluta, eles não acham necessário dialogar ou escutar pessoas com posicionamentos diferentes. É mais fácil chamar estas pessoas de fascistas e neoliberais e gritar, berrar, espernear e continuar acreditando na fantasia de que detêm o pleno monopólio da verdade, e todas as demais pessoas com crenças, convicções ou pensamentos divergentes estão automaticamente erradas. Foi este pensamento virulento que adoeceu e capturou plenamente parcela expressiva da população, corrompendo jovens, estudantes, professores, artistas, jornalistas e profissionais da comunicação, dentre muitos outros setores da sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, precisamos entender que o nível de doutrinação a que estas pessoas foram submetidas realmente está além de qualquer grau de normalidade. A lavagem cerebral é tão completa que estas pessoas enxergam políticos como sendo deuses, e sua doutrina de estimação é utilizada como o padrão de referência da verdade absoluta. O resultado que temos são grupos de fantáticos idólatras e arrivistas, que estão plenamente dispostos a praticar um colérico e absurdo nível de violência e agressividade irracional contra pessoas pacíficas, pelo simples fato delas possuírem convicções diferentes.

Um exemplo claro desse fanatismo cruel e satânico ocorreu em abril de 2018, quando o petista Manoel Eduardo Marinho tentou matar o empresário Carlos Alberto Bettoni em frente ao Instituto Lula, por este estar em uma manifestação antipetista. O empresário foi então agredido, levou um chute, caiu e bateu a cabeça no parachoque de um veículo. Posteriormente, teve de ser internado, em decorrência de um traumatismo craniano. Apesar de Marinho ter sido preso — juntamente com o seu filho, que o teria ajudado a perpetrar a infame, maligna e injustificável agressão — no final do ano, ambos foram soltos por uma liminar do STJ. No Brasil, os criminosos sempre se dão bem.

Este é o comportamento típico de militantes de esquerda. Fanáticos, irracionais e totalitários, não toleram qualquer tipo de divergência. Um petista, por exemplo, considera Lula — o dirigente e líder máximo da ORCRIM —, como uma verdadeira divindade, que deve ser apenas glorificada e venerada, jamais julgada ou criticada. Quando entendemos a profundidade da lavagem cerebral que estas pessoas sofreram, compreendemos também porque elas se tornaram completamente incapazes de pensarem por si próprias; foram adestradas para se tornarem cordeirinhos dóceis e subservientes, portanto permitem que a cúpula partidária pense por elas.

Partidos políticos, na prática, são seitas seculares autoritárias — de caráter escatológico — que dominam a mente dos seus integrantes, e alteram todos os seus condicionamentos mentais, de maneira a obter uma obediência cega e incondicional do coletivo. O que todo partido quer, sobretudo os de envergadura homogênea e totalitária como o PT, são massas de zumbis adestrados, uma espécie de tropa auxiliar disposta a tudo para ajudar a cúpula partidária a conquistar o poder político absoluto.

Isto explica porque os militantes são treinados para serem ferozes, coléricos e implacáveis com quem pensa de forma diferente. Quem não adota a cartilha da esquerda deve ser considerado um inimigo, pois estas pessoas não enxergam aqueles que dejesam ardorosamente o poder absoluto como seus senhores soberanos, então são inimigos a serem derrubados. Afinal, representam a resistência contra o despotismo fisiológico do partido e da militância, que almeja o poder acima de tudo. A militância, no entanto — em decorrência da sistemática lavagem cerebral a que é diariamente submetida — nunca é capaz de despertar e perceber que todos ali são usados como idiotas úteis de um projeto de poder. Isso porque acreditam na ficção da representatividade.

Os idiotas úteis realmente acreditam que quando os seus políticos de estimação chegarem ao poder, é como se fossem eles mesmos que lá estão. Afinal, seus políticos de estimação são anjinhos benévolos e puros, que cumprirão tudo aquilo que fora prometido durante a campanha. A verdade, no entanto, é que políticos prometem qualquer coisa para se eleger, especialmente psicopatas, demagogos e populistas. Quando o poder é finalmente conquistado, no entanto, os poderosos buscam apenas se locupletar. O único interesse passa a ser arregimentar poder e riquezas. Bodes expiatórios propícios — normalmente o capitalismo financeiro internacional —, serão constantemente usados como desculpa, para explicar porque esta ou aquela promessa de campanha não foram executadas ou atingidas. Os idiotas úteis, é claro, compram qualquer discurso que os seus políticos de estimação estão dispostos a regurgitar.

Infelizmente, pessoas com capacidade de raciocínio pequena, inteligência escassa, conhecimento zero e nenhum discernimento sempre serão presas fáceis para a esquerda, que sabe seduzir as massas frustradas, com um discurso que fala exatamente aquilo que elas querem ouvir. Que elas não são diretamente responsáveis por suas vidas, mas políticos puros e sacrossantos darão a elas tudo aquilo que elas desejarem, em troca do voto. A incapacidade de ver além deste panorama nefasto, e entender o que realmente acontece nos bastidores do jogo político, escancara a ingenuidade patológica do cidadão brasileiro. A falta de discernimento da população — que serviria para compreender as incompatibilidades entre a teoria e a prática na esfera pública —, é a base sólida que cristaliza a plataforma política de numerosos carreiristas demagogos, sádicos e oportunistas.

Artigo publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 21 de dezembro de 2019. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.