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Por que a esquerda idolatra ditadores, criminosos e assassinos?

Por que a esquerda idolatra ditadores, criminosos e assassinos?

Stálin, Mao, Fidel, Che Guevara. O que todos eles têm em comum?

Primeiramente, antes de criticar a esquerda, é necessário compreender o que ela defende. Ou melhor, o que ela afirma defender. Porque, na verdade, suas inconsistências e discrepâncias ideológicas são tão monumentais, que seu viés totalitário torna-se mais claro à medida que compreendemos o que a esquerda realmente representa. A esquerda gosta de apresentar-se como a defensora dos oprimidos e dos esquecidos, mas não expressa nenhuma tolerância com indivíduos deste grupo quando ousam pensar diferente, quando cometem o sacrilégio de questionar os seus “valores” e pensar fora dos padrões rigidamente estabelecidos, deixando de ser simples integrantes da manada, para exercerem a plenitude de suas faculdades de raciocínio. Mas quando compreendemos o viés totalitário esquerdista – centralizado em uma desmesurada idolatria estatal – é muito fácil entender o que eles de fato são.  

Com a contundente e totalitária retórica de que possui o monopólio por direito de defesa do pobre, a esquerda revolta-se profundamente quando encontra indivíduos de classes desfavorecidas que cometem o “erro” de não aderir aos seus “princípios”. Enfim, quando percebe que o seu real objetivo de exercer controle sobre tudo e sobre todos não está se concretizando. Isso ocorre porque a esquerda não possui compromisso algum com o ser humano ou com o indivíduo. A real intenção da esquerda é a implementação de uma agenda política. Quem discorda deve ser convertido, senão voluntariamente, então à força. A esquerda não tem absolutamente nada a ver com democracia. Isso não apenas explica o fato de ideologias totalitárias como comunismo e socialismo serem oriundas da esquerda, como boa parte dos esquerdistas as apoiarem de forma indelével, incontestável e incondicional.

A idolatria que muitos militantes e simpatizantes da esquerda nutrem por indivíduos como Mao, Stálin, Fidel e Che Guevara – ícones, de fato, incontestes da esquerda a nível mundial – entre muitas outras figuras históricas de deplorável, insalubre e depreciável calibre, se deve pelo fato de que estas ignóbeis figuras não apenas alegavam “lutar” pelos pobres, pelos oprimidos e contra a desigualdade, mas principalmente porque concretizaram seus intuitos políticos à força. Não obstante, na verdade sacrificando todos aqueles que eles hipocritamente afirmavam defender.

O Che Guevara histórico, do mundo real, por exemplo, foi um indivíduo muito diferente do “maravilhoso” e “fascinante” ícone revolucionário dos contos de fadas em que foi convertido pela esquerda, para servir aos seus propósitos ideológicos e políticos. Che Guevara ordenou milhares de execuções, tendo executado, no mínimo, centenas de indivíduos pessoalmente. Na verdade, era homem tão cruel, imoral e covarde, que em determinada ocasião afirmou não precisar de provas ou evidências para executar qualquer pessoa. E na mordacidade de sua impreterível e empertigada hostilidade, foi levada boa parte da tal “revolução” cubana. Assim, é possível compreender como e porque razão o totalitarismo faz parte do DNA esquerdista, tanto que resolver impasses de forma educada, civilizada e democrática nunca está entre as suas atribuições. O que interessa é impor os seus objetivos à força, custe o que custar.

Possivelmente, a mais ignóbil atribuição da esquerda é perpetuar um fantasioso e falacioso mundo particular de contos de fadas, que rejeita completamente a realidade como ela é. Isto explica a pungente e feérica rejeição em aceitar um homem cruel e malévolo como Che Guevara como ele realmente foi, para vislumbrá-lo e contemplá-lo de uma forma completamente idealizada. Tendo sido um indivíduo terrivelmente opressivo, brutal, hostil e egocêntrico, a esquerda perpetua em Che Guevara a imagem de um homem liberal, honesto, correto, rebelde e repleto de convicções, que lutou por um ideal de justiça, igualdade, liberdade e fraternidade, e que por fim deu à própria vida pelos ideais em que acreditava, quando na verdade tratava-se de um indivíduo extremamente covarde, que ameaçava e executava indivíduos na segura posição de vantagem e poder. Quando foi capturado na Bolívia, no entanto, morrendo de medo de ser executado, Che Guevara gritou “Não atirem! Eu sou Che Guevara e tenho mais valor para vocês vivo do que morto.”

Evidentemente, a esquerda odeia quem se atreve a comprometer o mundinho fantasioso no qual perpetuam suas falácias, na tentativa de inserir elevadas doses de realidade em contraposição aos contos de fadas que eles insistem em perpetuar, para corromper a juventude, e através dela diluir a ordem estabelecida, de maneira a facilitar a implementação de sua agenda globalista. Não obstante, eles sempre venerarão os seus idolatrados ícones, que fizeram tudo aquilo que eles pretendiam fazer, mas através da força, utilizando-se dos mais ardorosos e virulentos requintes de crueldade que poderíamos imaginar, fingindo, é claro, que eles fizeram todas as coisas que fizeram com objetivos altruístas e sem ferir ninguém. Pois, como dizem, manchar a sacrossanta reputação destes “incríveis” e “magníficos” “heróis” é ultrajante desdém da oposição.   

Artigo originalmente publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 20 a 23 de maio de 2017. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.