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Por que o Brasil é um país pobre?

Por que o Brasil é um país pobre?

O exacerbado estatismo é o grande problema do Brasil 

Entenda como a Nova Zelândia passou — e superou — este mesmo problema

O Brasil é um país terrivelmente pobre por culpa do estado, e de sua intransigente mentalidade anti-empreendedora. Como o estado está sempre despejando uma quantidade deplorável e absurda, imensurável de obstáculos sobre a livre iniciativa, ela fica completamente sufocada, saturada, e consequentemente, impossibilitada de crescer e se desenvolver. Agora — mais do que nunca, nesse ambiente de crise pungente e beligerante — o estado deveria desregulamentar o mercado, para dar-lhe folga, e propiciar à livre iniciativa a possibilidade de voltar a crescer. 

Mas isso não ocorre, porque o estado não está nem um pouco preocupado com a livre iniciativa. O estado — como o parasita que é — está preocupado única e exclusivamente com a sua própria existência, bem como tudo aquilo que está relacionado à sua manutenção; por exempo, arrecadação de impostos. 

A mentalidade anti-empreendedora do estado — aliada ao sempre crescente custo Brasil —, acabou com todas e quaisquer possibilidades de um ambiente salutar para os negócios e para o empreendedorismo. Empreender incorre em amargos e indeléveis prejuízos financeiros. Portanto, quem vai se arriscar? 

Para efeitos de comparação, vale a pena citar dois exemplos: no Chile, é necessário apenas um dia para se registrar uma empresa, e o processo é gratuito. Na Nova Zelândia, é ainda mais rápido. O empreendedor pode registrar a sua empresa em apenas três horas, e tudo pode ser feito online, sem que o indivíduo tenha que sair de casa para ir até uma repartição governamental. Na Nova Zelândia, isso também é gratuito.

No Brasil, por outro lado, o empreendedor, desde o princípio, é soterrado por um manancial de custos e burocracia. Para registrar uma empresa, o processo pode demorar até três meses, e o custo inicial pode chegar a R$ 2 mil. Como se isso fosse pouco, o ousado empreendedor terá que desperdiçar uma parte expressiva do seu tempo e de seus recursos em repartições públicas, cartórios e escritórios de contabilidade para regulamentar tudo. Saciar a voracidade extorsiva e burocrática do estado consome tempo e dinheiro

É por isso que o Brasil é um país pobre. O estado, além de ser um fardo brutal e excruciante por si só, coloca virulentos obstáculos perniciosos — além de custos exorbitantes — no caminho de quem deseja empreender, criar e ser produtivo. 

Chile e Nova Zelândia são nações extremamente desenvolvidas porque estão no caminho contrário, o caminho correto, simplificado, rápido e prático de fazer as coisas. Como nestes países o estado não coloca obstáculos ao empreendedorismo, muitas empresas são abertas. Consequentemente, muitos empregos são gerados. Desta maneira, muitos negócios são realizados, e a produtividade destes países é muito alta. É o indivíduo que traz prosperidade a uma nação, e não o estado. O estado deveria não atrapalhar. Como Ayn Rand certa vez disse, "A única maneira de um governo estar a serviço da prosperidade nacional é mantendo suas mãos fora dela”. Totalmente verdadeiro. 

Sobre o fato incontestável de que são indivíduos que geram prosperidade, e não o estado, vale a pena ressaltar uma frase de Roberto Campos: "Os esquerdistas, contumazes idólatras do fracasso, recusam-se a admitir que as riquezas são criadas pela diligência dos indivíduos e não pela clarividência do estado". Tudo o que o estado deveria fazer para permitir ao país que se desenvolvesse seria não se intrometer, não fazer absolutamente nada, não interferir, não perturbar, não incomodar. No entanto, com o exacerbado nível de intervencionismo praticado pelo estado brasileiro — através de uma quantidade monumental de taxas, burocracia, regulações e alíquotas —, a sociedade acaba ficando paralisada por uma drástica, inflexível e veemente estagnação, enquanto o diagrama corporativista de nossa economia fascista faz com que todas as riquezas sejam direcionadas única e exclusivamente para o estado.

Todo este maledicente esquadrinhamento econômico gera muita, muita pobreza. Cidadãos brasileiros ignorantes e desavisados — não necessariamente mal-intencionados, porém mal-informados — acabam pedindo por mais estado, como uma solução para este problema, sem atentar para o fato de que o problema foi gerado, desde o princípio, pelo próprio estado. A solução seria, evidentemente, menos estado, e não mais. É o exacerbado e desenfreado crescimento do estado que acaba estrangulando e sufocando a economia. E, consequentemente, acaba comprometendo o desenvolvimento do país e o progresso individual dos cidadãos.     

Evidentemente, isso acontece porque somos controlados por um estado gramcista, completamente contaminado com o socialismo fabiano, implantado com força aqui no Brasil a partir do sórdido governo de FHC. O socialismo fabiano — assim como o socialismo  marxista tradicional —, busca destruir completamente o livre mercado, porém utilizando outros métodos, silenciosos e não violentos. O fabianismo busca suprimir a livre iniciativa por meio de regulações, taxas, tarifas e burocracia, através de um processo gradualista, que pode até demorar, mas acaba, por fim, com a vitoriosa supremacia do estado sobre o mercado.   

E o que podemos fazer? 

A Nova Zelândia, um dos exemplos citados acima, foi uma nação que — até o princípio dos anos 1980 — estava nas mesmas condições do Brasil atual. Era um país de exacerbada e dramática mentalidade estatista, onde praticamente tudo pertencia ao estado. Até mesmo hotéis e companhias aéreas eram estatizadas. A intervenção estatal na economia era máxima, todos os aspectos da vida do cidadão neozelandês estavam sujeitos ao escrutínio minucioso do estado. Invariavelmente, a Nova Zelândia atingiu um deplorável nível de estagnação econômica, que culminou em protestos, comícios, greves, inflação, desemprego e turbulências políticas e sociais dramáticas, que, literalmente, levaram o país a um inevitável colapso, bem próximo do nível em que estamos hoje. 

Atentos para este fato, alguns indivíduos da classe política perceberam que o país precisava mudar urgentemente. Para o bem da sociedade neozelandesa, para a consecução de um desenvolvimento salutar, era necessário reduzir o estado, ampliar a liberdade e dar espaço para a livre iniciativa florescer e atuar sem ser perturbada.

Para tanto, um governo de centro-direita foi eleito em 1984. Imediatamente, eles começaram uma série de reformas, que conduziram a sociedade neozelandesa ao nível de progresso em que se encontra hoje. Uma guerra à burocracia foi declarada, e toda as regulamentações consideradas inúteis, desnecessárias ou exacerbadas foram sumariamente eliminadas.

Sir Roger Douglas, na época Ministro das Finanças, afirmou: "Nós fomos, provavelmente, da nação mais regulada do mundo desenvolvido, para a menos regulada". Quando todos os obstáculos à produtividade foram erradicados, a Nova Zelândia pôde finalmente se tornar uma sociedade próspera e salutar. Até mesmo a carga tributária — ao ser drasticamente simplificada — fez com que o governo aumentasse a arrecadação. O que é uma consequência natural. Com menos regulações e burocracia, as pessoas ficaram livres para trabalhar. Isso contribuiu para que uma grande quantidade de empresas fossem estabelecidas, e entrassem em atividade. Desta forma, muitos empregos foram criados. A sociedade, portanto, tornou-se muito mais produtiva, e isso invariavelmente levou a uma abundante criação de riquezas. 

A Nova Zelândia é um grande exemplo a ser seguido. Sofrendo do mesmo problema que nós — exacerbado estatismo, responsável pela estagnação econômica — ela reduziu e simplificou o estado, e hoje é simplesmente o melhor país do mundo para fazer negócios

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.