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Ponderações relevantes sobre a guerra cultural

Ponderações relevantes sobre a guerra cultural

A censura terrivelmente arbitrária que estamos sofrendo — principalmente em redes sociais como o Facebook — é um produto nocivo da tirania politicamente correta que sequestrou o debate político, e a todo momento tenta impor à força uma doutrina totalitária, que busca conquistar a hegemonia da narrativa cultural. Se para isso seus proponentes e financiadores tiverem que eliminar e silenciar arbitrariamente todos aqueles que se opõem à sua agenda tirânica, opressiva, restritiva e degradante, eles o farão sem problema nenhum.

Um dos agravantes nessa questão vem do fato de que as grandes corporações parecem ter incorporado a ideologia progressista politicamente correta em sua totalidade, e hoje são fervorosos opositores da liberdade de expressão. Várias companhias como Facebook, Tweeter e YouTube estão excluindo e deletando arbitrariamente de suas plataformas os usuários que se atrevem a publicar conteúdo que não esteja alinhado com a agenda progressista. Hoje, a censura está tão explícita que as grandes corporações nem se atrevem mais a esconder de que lado estão. Querem impor a sua agenda cultural despótica à força, contra a vontade do público e realmente não se importam com coisas sagradas e direitos inalienáveis, como a liberdade de expressão.

O que é possível fazer para reparar isso? No curto prazo, é muito difícil encontrar soluções que possam satisfazer a todas as pessoas que possuam opiniões políticas e visões de mundo que destoem da agenda politicamente correta, que busca consolidar uma hegemonia cultural e política maligna, à revelia da vontade da grande maioria da população. Portanto, o que podemos fazer efetivamente é buscar alternativas e opções viáveis, como redes sociais que respeitam a liberdade de expressão e não promovam ativamente a censura em suas plataformas.

A esquerda tomou o espaço público aos poucos, e gradualmente o foi monopolizando. Ao revelar sua total intolerância com relação a posições divergentes e posicionamentos contrários à sua ideologia, a esquerda política revelou seu caráter totalitário e despótico, além de suas pretensões de buscar a consolidação de uma hegemonia radical e tirânica, a ser imposta à força sobre toda a sociedade. Reagindo à tirania da esquerda, a resistência da população começou a se materializar na promoção de diversas escolas de pensamento econômico e político, que vão do liberalismo clássico ao conservadorismo tradicional. Essas diversas vertentes coletivamente conhecidas como direita estão na vanguarda da resistência ao totalitarismo despótico da esquerda política. A perda do monopólio da narrativa fez a esquerda entrar em desespero. Por isso ela luta ativamente para recuperar aquilo que perdeu e que julga ser seu por direito.

Como a censura está gradativamente tomando conta das redes sociais, caminhamos invariavelmente para a total criminalização do pensamento político de direita. As grandes corporações midiáticas, por sua vez, pretendem conquistar novamente o monopólio da narrativa política, para retornar à posição de "donos" da verdade.

Isso é terrivelmente perigoso, mas é o que a esquerda quer. A esquerda pretende consolidar uma hegemonia política, cultural e ideológica soberana e irreversível, que por sua vez eliminará filosofias, pensamentos e convicções divergentes. Naturalmente, a esquerda usará de todos os expedientes disponíveis para atingir os seus objetivos nefastos e degradantes.

É possível impedir que isso aconteça?

Há décadas a esquerda se tornou uma força política que estabeleceu uma hegemonia nunca antes conquistada por nenhuma ideologia política na história. E essa hegemonia foi tão forte que — em decorrência de diversos fatores políticos, culturais e sócio-econômicos —, a direita política jamais teve capacidade de igualar. Essa hegemonia foi estabelecida por oligarquias econômicas interessadas, por questões de poder, em promover a ascensão da esquerda. O financiamento global dos movimentos progressistas — das depravações LGBT, do aborto e de toda as ideologias de degradação, depravação e degeneração compulsórias promovidas pela esquerda — foi amplamente patrocinada por oligarquias sócio-econômicas, que lucravam financeira e politicamente com a ascensão da esquerda.

A esquerda também permite recrutar com facilidade militantes que servirão de idiotas úteis para a causa, algo muito mais difícil para a direta, visto que esta não é uma ideologia particularmente sedutora, ao menos para a juventude. Não obstante, ainda que as coisas pareçam difíceis sob o ponto de vista tanto político quanto cultural — e não devemos nos enganar, elas são — as coisas não estão totalmente perdidas. Não quero com isso, evidentemente, passar uma falsa ideia de otimismo, e dizer que mais cedo ou mais tarde a esquerda será vencida. Não é assim que as coisas funcionam. É mais complexo e mais difícil do que parece.

A premissa central de nosso objetivo atual é continuar lutando e não ceder o terreno conquistado. Manter aquilo que é nosso. Na verdade, manter o que temos não será fácil, é necessário um esforço hercúleo para continuarmos com aquilo que nos pertence. A esquerda política dispõe de canais de financiamento que faltam à direita. A grande força por trás do progressismo é o globalismo. Por essa razão a esquerda consegue permanecer relativamente coesa, mesmo quando parece estar perdendo. E é claro, não devemos esquecer que existem várias esquerdas. Elas brigam e discutem entre si às vezes; mas no fundo, todos os seus integrantes não passam de idiotas úteis dos globalistas, escravos involuntários dos senhores do mundo.

Embora possa ser difícil adquirir motivação, estamos travando uma guerra desigual e assimétrica. Isso deve nos motivar a sermos ainda mais enfurecidos, convictos e determinados em nossos ideais. Todos os sacrifícios inerentes à guerra política e cultural devem nos motivar a dar o nosso melhor. Em muitos sentidos, isso significa persistir e perseverar, não relaxar, não esmorecer, não desanimar. Embora não seja fácil e exija um esforço severo de nossa parte.

De qualquer forma, a luta contra a esquerda é tão fundamental que chega a ser uma questão de sobrevivência. Qualquer cenário que contemple uma vitória da esquerda significa uma vitória do genocídio, da escassez, da escravidão e do totalitarismo; no mínimo, uma queda brutal da qualidade de vida, especialmente para os mais pobres e para a classe média, que é obrigada a arcar com os custos de uma carga tributária excruciante para sustentar o estado onipotente e toda a elite de marajás que o compõe.

A cada dia, a guerra cultural deve ser levada adiante, ainda que isso possa acontecer com um certo nível de dificuldades. De qualquer maneira, devemos oferecer retaliação a todas as agressões que sofrermos. Deve ser olho por olho e dente por dente. Como uma perigosa depravação satânica hostil, cruel, agressiva e nefasta — cuja malevolência e destruição não encontram precedentes na história da humanidade —, a esquerda política cumpre o seu propósito ao destruir, aniquilar, matar e desmantelar. A nossa luta é para impedir isso. A luta contra a esquerda política pode ser tão inorgânica quanto heterodoxa, mas para vencer o inimigo não podemos medir esforços, tampouco oferecer clemência. Progressismo é destruição, satanismo, demonolatria, inversão patológica de valores, histeria e irracionalidade em massa, escravização social, tirania política e aniquilição de virtudes morais.

Combater toda essa tirânica e doentia malignidade bestial é uma questão de sobrevivência para toda a sociedade. Essa é uma guerra totalmente diferente de todas as outras que já combatemos. Aqui a persistência e a perseverança não são um luxo, mas um imperativo moral guiado pela necessidade de sobrevivência. Tampouco é uma luta política, nosso líder deve ser Cristo Jesus, o filho de Deus. Se a esquerda são imorais e iníquas trevas satânicas, nós devemos ser a luz que ilumina o mundo, com o esplendor de fraternal e sincera humildade. Não somos nada, somos meros mortais que resistem pela fé em Cristo e por seu papel como o único redentor, o salvador da humanidade. Se a esquerda representa Satanás, a destruição, nós seremos guiados por Cristo, tendo o espírito de resistência contra toda a depravação e iniquidade repulsivas que tornaram-se comuns nesse sistema onde a inversão de valores impera.

Sem dúvida nenhuma, em virtude do globalismo e do progressismo satanista, o ocidente tornou-se uma desgraça tão atroz quanto inconcebível. Mas não podemos nem devemos compactuar com essa desgraça. Está na hora de promover uma intransigente e ostensiva insurreição reacionária contra esta ordem satânica que ameaça a integridade dos valores tradicionais, da fé em Cristo e da ordem natural.

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.