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A política é uma extensão do crime organizado

A política é uma extensão do crime organizado

Senão todos, quase todos os partidos estão comprometidos com a criminalidade política institucionalizada que está profundamente arraigada em todas as esferas e níveis da sociedade. A verdade é que, no Brasil, há muito tempo a política tornou-se uma extensão do crime organizado, e a população não encontra nela nenhum legítimo ou efetivo resquício de genuína representatividade política. Há muito tempo a classe política governa em benefício próprio, e encara a população como uma grave anomalia a ser erradicada. E, ainda que para muitos não pareça tão grave assim, é exatamente isso o que ela é.   

Devemos compreender – e parece que a maioria da população não é capaz de entender isso – que a classe política faz parte de uma organização criminosa chamada estado. A sociedade e o cidadão jamais serão uma prioridade para qualquer governante, não importa quão sincero ou dedicado ele pareça. São constantemente ludibriados por burocratas que prometem a elas o mundo, tudo para que estes possam ser eleitos, e desta maneira ocupar as posições de poder que tanto desejam. E assim, ter acesso a um número ilimitado de recursos financeiros e influência política, para oferecer o seu poder a quem pagar mais. E assim se formam cartéis, corporações clientelistas e oligarquias que não existiriam, se o estado não existisse.

Em virtude da ingenuidade de boa parte dos brasileiros, não devemos nos surpreender por encontrarmos pessoas que ainda acreditam em políticos. Demogagos mestres na arte da dissimulação, os populistas, em especial, conseguem cativar seu público falando exatamente o que querem ouvir. No final do seu mandato, tendo feito pouco ou quase nada do que se propuseram a fazer, podem representar o papel de vítimas, e colocar a culpa de todos os seus fracassos na oposição, conquistando assim o perdão do seu eleitorado, que votará novamente neste mesmo candidato. E, assim, políticos profissionais se perpetuam no poder, distribuindo migalhas à população, enquanto tornam-se ostensivamente ricos, à medida que vão se servindo do estado e da máquina pública, para beneficío próprio. O importante é que, enquanto estiverem no poder, poderão desfrutar de todos os privilégios e benefícios do sistema, por vias tanto legais quanto ilegais. Se no decorrer deste processo a população sofrer – com muitos indivíduos chegando a morrer, em determinadas situações, porque os recursos financeiros destinados a um grupo de hospitais e ambulatórios, por exemplo, foram surrupiados –, tanto para os envolvidos como para aqueles que não estavam envolvidos, tudo não passará de um deplorável e insignificante detalhe irrelevante. Na equação do estado, a população é o algarismo zero.

Como o estado é uma organização que permite enorme concentração de riquezas – além de formação de cartéis e grupos de interesses, em sua maioria escusos –, ele sempre acabará atraindo indivíduos questionáveis, de moral duvidosa, além de oportunistas, psicopatas e criminosos, para o seu eixo, que aproveitarão com mordaz voracidade a abundância de recursos e conexões propiciadas pelo arranjo governamental, para enriquecer, beneficiar organizações que ofereçam algo em troca, arregimentar monopólio para dominar determinados segmentos do mercado, e consolidar organizações criminosas, que farão do estado um grande reduto de ilegalidade e maledicência. Um verdadeiro prostíbulo de interesses sinistros, ganhos ilícitos e criminalidade em larga escala, com engrenagens prontas para saciar a voracidade de criminosos profissionais. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.