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Por que o brasileiro faz política com emoção e sentimentalismo, ao invés de empregar lógica e racionalidade?

Por que o brasileiro faz política com emoção e sentimentalismo, ao invés de empregar lógica e racionalidade?

Um fato não pode ser negado com relação ao brasileiro mediano: a sua paixão por política. O brasileiro trata-a com fervor quase religioso, têm seus partidos favoritos, seus políticos de estimação, suas coalizões preferidas, seus comentaristas prediletos, e julga-se um competente e profundo erudito no assunto. Um analista da mais elevada sapiência. Seria um elemento notável na vida do brasileiro, se o tratamento que o mesmo confere ao tema fosse mais realista e objetivo, ao invés de utópico e messiânico. Em não raros casos, quase infantil.

A verdade é que o brasileiro não encara a política como deveria, com maturidade, com seriedade, com relevância, com astúcia, com inteligência, com racionalidade. O brasileiro deixa-se levar por paixões notadamente irracionais, e jamais questiona se suas convicções estão corretas ou não. Como um animal irracional guiado por instinto e condicionamento, o brasileiro adora ser o capacho do seu político favorito, defendendo-o mesmo quando ele está errado, mesmo quando ele é acusado de corrupção – ou, talvez, principalmente por conta disso –, mesmo quando ele é um criminoso, um dissimulado psicopata facínora, um réu condenado pela justiça.

Nada é mais instigante com relação a este assunto do que a idolatria do PT por Lula, seu grande deus e líder. Para esta gente, não importa se o seu grande e venerado messias é um criminoso, um réu condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em todas as instâncias do judiciário brasileiro, o que importa é a falaciosa e fantasiosa narrativa deliberadamente construída para mitificá-lo. O importante é propagar e difundir o mito de que Lula é um “perseguido” político de um sistema corrompido, uma “pobre vítima” das elites, que querem defenestrá-lo, porque ele “matou a fome e a sede de milhões de brasileiros”. De todas as narrativas, a mais hilariante. Por mais deplorável que pareça, para os sicofantas e integrantes desta tenebrosa seita criminosa chamada PT, é mais fácil se apegar a uma lenda urbana desta espécie do que procurar compreender a verdade: que Lula é um membro da elite, que se locomove de um canto a outro do país em seus comícios ilegais de jato particular, fica hospedado nos melhores hotéis das cidades em que prega o seu messianismo populista, tem diversos assessores, leva uma vida de suntuoso luxo e esplendor, é um criminoso responsável por um projeto de poder continental, é um dos pilares da ORCRIM e é o maior contraventor na história política do Brasil. A verdade, afinal, não é tão açucarada, doce e cremosa como o delirante mundo de fantasias petistas. Um mundo de crianças crescidas, que buscam no colinho de um demagogo corrupto a solução para todos os seus problemas.

Infelizmente, o brasileiro não tem o que é necessário para amadurecer nesta questão. O brasileiro, desde o princípio de sua existência, é ensinado a venerar e idolatrar o deus-estado. O estado, para o brasileiro, é uma entidade abstrata, onisciente e onipotente, da qual deriva toda a sua graça e todo o seu lastro sentimental. Domesticado desde o momento em que nasce – envergado pela tirania da democracia, do estado, do governo e da política – o brasileiro não tem maturidade, tampouco consistência moral para resistir aos avanços do controle estatal sobre sua psique; e, portanto, é estatizado desde a infância, tornando-se uma presa fácil para os demagogos populistas que surgirão no decorrer de sua vida, e que o domesticarão de maneira ainda mais feroz, audaz e escravagista.

O brasileiro tem medo de despertar para a liberdade, tem medo do que ela pode oferecer. O brasileiro, para se sentir bem consigo mesmo, precisa desesperadamente do deus-estado para carrega-lo no seu colo, e dizer que tudo ficará bem. Em todo o seu torpor e em toda a sua letargia, o brasileiro é incapaz de perceber que é exatamente isso o que os integrantes do deus-estado querem: eles habitam o topo da pirâmide, com seus salários monumentais, benefícios e privilégios adicionais vivem como monarcas em um mundo paralelo repleto de luxo e suntuosidade, e a população é aquele bando de coitados que eles escravizam com impostos, tributos e tarifas exorbitantes, que pagam pela vida de luxo que os burocratas no poder desfrutam.

O brasileiro, além de ser imbecil, adora ser um escravo voluntário da classe política, completamente subserviente. Como a um cordeirinho, ele está não apenas disposto a escravizar-se pelo bem do seu político favorito – ou da sua seita partidária –, como sacrificar seu futuro, sua integridade e sua prosperidade em benefício de alguém que não dá a mínima para ele. 

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.