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Política causa muito mais malefícios do que benefícios

Política causa muito mais malefícios do que benefícios

Política — muito mais do que gerenciamento de conflitos —, é sobre quem está no poder, e realmente tem capacidade para tomar decisões, e determinar quem será o beneficiado e quem serão os prejudicados em uma área específica. Ao regulamentar um determinado setor da economia, por exemplo, e oferecer subsídios para uma companhia de sua preferência neste setor, o estado, e não os consumidores, está determinando quem será o vencedor e quem serão os perdedores. Ao erodir a possibilidade de competitividade, impedir o mercado de se autorregular por um sistema de preços e qualidade, e provocar distorções na ordem da oferta e da demanda, o estado está contribuindo não apenas para dissolver os alicerces da prosperidade dos indivíduos, como enriquecer um determinado grupo de pessoas, os beneficiados, em detrimento de todas as outras, os prejudicados.

No Brasil, a resistência da intervenção estatal no mercado ainda é relativamente nova. No entanto, é absolutamente irrelevante quem está no poder; afinal, o modus operandi do estado não muda. O estado está sempre disposto a subsidiar grandes empresas e megacorporações, que prejudicarão de forma quase sempre irreversível as pequenas e médias empresas — sempre ignoradas pelo estado —, e via de regra, assaltadas de maneira excruciante através de impostos tão absurdos quanto abusivos, e regulações ostensivamente rígidas e tirânicas.

Política não é sobre ordem e progresso, longe disso; na verdade, não tem a menor relação com estes elementos, pelo contrário. É irônico ver pessoas associando política a coisas positivas, ou criando expectativas com relação a possíveis mudanças. A política do mundo real é sobre controle, rapinagem e poder discricionário absoluto. Palavrinhas e discursos bonitinhos, no entanto, são componentes essenciais da doutrinação que o estado tem necessidade de aplicar continuamente sobre a sociedade, para cometer os seus crimes de forma a permanecer impune, e impedir que a validação subjacente do estado, bem como a suposta legitimidade dos poderes constituídos — reforçada por uma disposição vertical do sistema em subornar a racionalidade dos indivíduos aos seus condicionamentos internos, devidamente domesticados por fatores externos como subserviência compulsória e coletivismo patriótico —, sejam questionadas pela população. Resumindo, política é a arte do roubo, da parasitagem e da rapinagem institucionalizada, que perpetua a existência de um estrutura de poder, que tem por objetivo único subjugar e espoliar a população. A política é a sórdida e perversa arte da manipulação demagógica das massas, a estratégia oportunista do coletivismo de natureza totalitária, que busca unicamente manter todas as pessoas em um determinado perímetro escravas de um nocivo e virulento sistema parasitário, sujeitando-as a um processo de doutrinação tão maciço, que elas se tornam completamente incapazes de reconhecer a sua própria condição de escravidão.

As pessoas que ingenuamente julgam que a política é uma coisa boa precisam urgentemente rever os seus conceitos. É fundamental entender que o estado não passa de uma estrutura de poder, que usa artíficios diversos — como o positivismo legalista da burocracia constitucional, que é um arbitrário ente externo de natureza subjetiva e artificial — para controlar todos os assuntos que são do seu interesse. Apenas aqueles que fazem parte da estrutura de poder, no entanto, serão beneficiados. Aqueles que não fazem parte serão extorquidos, para enriquecer todos aqueles que fazem parte do sistema de parasitagem. Imposto, por exemplo, nada mais é do que transferência de renda, sempre dos mais pobres para os mais ricos. Política é a arte da manipulação, da falácia retórica, da irracionalidade econômica. Controlar a população é a única verdadeira preocupação de todos os indivíduos que fazem parte do sistema político. Ademais, o sistema é tão brutal, tão irracional, tão beligerante, tão cínico, que engole de forma voraz e implacável todos os ingênuos "bem intencionados" que ingressam na política com o "nobre" objetivo de mudar o sistema.

É ingênuo enxergarmos a política como o caminho para mudanças efetivamente corretas e benévolas para conquistarmos uma sociedade que usufrua de progresso, desenvolvimento e prosperidade; achar que burocratas podem fazer qualquer coisa com um nível razoável de competência, ou que podem fazer isso melhor que o mercado, que o indivíduo, que o cidadão especialista em determinada questão, é algo tão fantasioso quanto infantil. Além do mais, burocratas estatais não fazem nada de graça, não fazem absolutamente nada por "altruísmo", "abnegação" ou "benevolência". Além de custarem mais caro do que o mercado cobraria por qualquer serviço, tratam-se de indivíduos completamente incapazes de entender como funciona o mercado, e como este se autorregula pela lei da oferta e da demanda. E como apenas um ambiente competitivo se transforma em um ambiente salutar, seguro para investimentos e capaz de agregar qualidade aos produtos e serviços prestados. Na política, a qualidade é absolutamente desnecessária, e vista por todos os seus componentes como irrelevante, visto que o estado detém o monopólio de muitos serviços, como "segurança" e "justiça"; e por essa razão, não precisa se preocupar com a concorrência, pois não há nenhuma.

Desta maneira, a mediocridade e a precariedade dos serviços prestados pelo estado, ainda que prejudiquem muito a população, são irrelevantes para este. Por não haver concorrência — pelo fato da sociedade produtiva custear compulsoriamente o estado através de impostos, sem ter opções, sem poder escolher se deseja pagar por esses serviços ou não —, o estado se isenta da possibilidade de prestar um serviço de qualidade, e assim naturalmente negligencia as demandas legítimas dos cidadãos em questãos como segurança e justiça, que poderiam ser áreas ostensivamente mais eficazes em um sistema policêntrico, onde inexiste o monopólio estatal.

A quantidade de empresas destruídas pela burocracia estatal, e aquelas que nem sequer chegam a operar ou existir — em decorrência do exacerbado nível brutal de burocracia que o estado deposita sobre a livre iniciativa, além dos custos exorbitantes para se abrir uma empresa — é algo impossível de ser devidamente quantificado, tamanhas as distorções causadas pelo nível colossal de intervenção do estado na economia; ainda mais em um país como o Brasil, onde a burocracia, o positivismo legalista do estado e a ditadura do judiciário inibem a criação de riquezas através de maciças e arbitrárias intervenções discricionárias, que não dão trégua nenhuma para a liberdade. A agressão ininterrupta e contínua perpetrada pelo estado contra a livre iniciativa é tão aterradora que criar riquezas no Brasil tornou-se um empreendimento praticamente impossível. Essas são consequências naturais de anos de social-democracia, a tragédia de décadas de parasitários e deploráveis governos populistas, que doutrinaram seu curral eleitoral a ver o trabalho como algo sórdido e repugnante, e que ensinaram aos seus sicofantas que tudo deve ser fornecido pelo estado paternalista, pois este tem o "dever" de oferecer tudo a todos de graça; afinal tudo deve ser "público, gratuito e de qualidade".

Agora, cabe a nós ensinarmos às gerações estragadas pelos governos-babá que nada na vida é de graça, elas devem trabalhar para conseguir o que desejam. Ninguém tem a obrigação de custear absolutamente nada para elas. Por outro lado, o estado hiperburocrático não nos deixa abrir empresas, produzir, inovar, gerar empregos. Se ao menos o estado saísse do caminho, aqueles que desejam ser úteis e construtivos seriam catalisadores de considerável desenvolvimento material e econômico. O estado, no entanto, tem a ambição de manter toda a população em uma condição de pobreza e dependência. Também pudera, o estado sabe que se permitisse à sociedade conquistar progresso e prosperidade, em pouco tempo as pessoas despertariam para a realidade, e perceberiam que o estado — a política em si —, mais atrapalha do que ajuda. E isso seria o início do fim para os burocratas, indivíduos que nada produzem, mas vivem exclusivamente daquilo que roubam, confiscam e expropriam da sociedade produtiva. Ou seja, vivem do roubo legalizado. A verdade é que vivemos em uma condição de servidão compulsória e escravidão institucionalizada, mas em decorrência de brutal e avassaladora doutrinação estatal, a grande maioria das pessoas ainda não foi capaz de perceber isso. Mas se a verdade for continuamente proferida, sempre existe a possibilidade de despertar ao menos algumas pessoas da sua condição de torpor e letargia.

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.