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Política — a crença irracional de que porcos podem voar

Política — a crença irracional de que porcos podem voar

Não há nada mais cômico, ou trágico, no mundo do que a política, uma insólita e dissimulada ferramenta de poder, criada deliberadamente para iludir e enganar. A população paga impostos extorsivos e exorbitantes para deixar burocratas ricos, e para que estes tenham ilimitado poder sobre elas. E na época das eleições – período em que todo político finge se importar com o eleitor – o aspirante a bandido profissional promete para a população tudo aquilo que ele prometeu na gestão anterior, mas que, por alguma razão muito conveniente para ele, não conseguiu realizar.

O que as pessoas não entendem sobre política é que ela foi feita para ser ineficiente. Políticos são demagogos oportunistas que vivem para explorar as esperanças, fraquezas e expectativas dos ingênuos. Políticos não possuem incentivos para ser produtivos, quiçá honestos, pois ganham muito dinheiro, mesmo sem fazer absolutamente nada. Por isso políticos profissionais são, em sua vasta maioria, carreiristas inúteis que ao longo de décadas no governo – seja ele municipal, estadual ou federal – não realizaram absolutamente nada, senão alguns poucos feitos medíocres. Tudo pode ficar sempre para a próxima gestão. Então, por que fazer agora? Se o político em questão fizer tudo que ele prometeu, ele não terá uma plataforma sobre a qual se reeleger. Mas se ele não fizer absolutamente nada, ele sempre terá motivos para permanecer no governo, e continuar a parasitar a sociedade produtiva, recebendo um salário descomunal, mais benefícios adicionais, que são injustificáveis para alguém em sua posição, que nada produz, e tem todos os seus dividendos oriundos de espoliação via impostos.

Infelizmente, enganar a população sempre será um artifício relativamente fácil. Políticos são sociopatas ardilosos, estão sempre prontos para pregar suas demagogias nefastas e infantis sobre os seus eleitores; quanto mais desesperados estes estiverem, melhor e mais fácil será para o oportunista de plantão explorar suas fraquezas e vulnerabilidades. Infelizmente, a população, ao invés de despertar – e tentar entender as verdadeiras causas do problema – não percebe como é manipulada. Não atenta para o fato de que, a cada dia que passa, elas ficam mais pobres, enquanto a classe política fica mais rica. A população é subjugada pelo estatismo político, escravizada de formas degradantes e impolutas, para que os oligarcas, os gestores governamentais e os barões da política possam viver nababescamente e suntuosamente, como monarcas europeus.

O que aumenta a tragédia é o fato de vivermos em um dos países mais pobres e miseráveis do mundo, fato que está diretamente ligado ao estado regulador, que centraliza e monopoliza todas as riquezas sobre a classe política, o que acaba gerando uma deplorável espiral de improdutividade que expande ainda mais pobreza. A pobreza, por sua vez, é elementar para a existência do estado. O estado sempre poderá usar a pobreza como pretexto para realizar as mais sórdidas e agressivas intervenções. Em uma sociedade efetivamente próspera, o estado perderia relevância. Consequentemente, a classe política perderia poder, algo que eles jamais poderiam aceitar. Políticos estão aonde estão e ocupam as posições que ocupam justamente porque são indivíduos extremamente ambiciosos, e estão sempre muito ocupados em arregimentar poder.

Por ser uma ferramenta de espoliação, o estado sempre irá se servir da sociedade produtiva de maneira perversa, aumentando impostos, criando novas tarifas, implementando novas regulações, e assim vai exacerbando os grilhões da escravidão que aflige a sociedade. As pessoas ainda não despertaram para o fato de que o estado é problema, e não solução. A ilusão da integração do cidadão na política – deliberadamente vendida pela democracia – é uma degradação moral que depende da ficção da representatividade para existir. A verdade é que nós não governamos as nossas vidas, quem faz isso é a classe política. E a não ser que você goste de ser roubado, seria impreterivelmente fundamental lutar contra a servidão estatal compulsória a que somos submetidos desde que nascemos, contra a nossa vontade, pois isso são formas de escravidão e tirania.

Da política nunca virá nada de bom, porque a política é inerentemente maligna, e coisas boas não nascem daquilo que é intrinsicamente perverso. A política é, fundamentalmente, a crença de que porcos podem voar, ou seja, a crença inútil e irracional de que algo que em sua matriz já é inerentemente imoral e maléfico pode algum dia dar certo, ou gerar resultados positivos.

Artigo publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 12 a 14 de junho de 2019. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.