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Podridão, corrupção e degradação no paraíso socialista

Podridão, corrupção e degradação no paraíso socialista

Como em qualquer regime socialista, apesar das promessas que seus dirigentes faziam, o socialismo chavista serviu, antes de tudo, para deixar seus dirigentes e gestores extremamente ricos, ao mesmo tempo em que destruiu a economia, e mergulhou os habitantes do país na mais deplorável miséria que a América Latina já viu. Atualmente, a justiça americana colabora com Alejandro Andrade – que ocupou diversos cargos importantes no governo de Chávez, como o de guarda-costas e gerente do Tesouro Nacional – como delator, para revelar esquemas bilionários na administração governamental venezuelana.

Andrade foi capturado no final do ano passado pelas autoridades americanas. Envolvido em inúmeros esquemas de corrupção – mas com uma posição de liderança em lucrativas operações de compra e venda ilegal de dólares no mercado negro – o contraventor foi forçado a devolver tudo o que adquiriu através de corrupção. Em troca de uma pena mais moderada, Andrade aceitou revelar tudo o que sabia sobre a corrupção no governo do falecido ditador socialista Hugo Chávez, que morreu em 2013, depois de 14 anos consecutivos no poder.

As informações reveladas por Andrade até o momento colocaram diversas figuras da PDVSA – a estatal petrolífera venezuelana, e maior fonte de renda do governo, excetuando atividades ilícitas – na mira dos investigadores.

Com contas em paraísos fiscais, como na Suíça, usados para lavar dinheiro e adquirir propriedades e imóveis, além de outros bens materiais caríssimos – inacessíveis para a grande maioria dos venezuelanos – o quadro que se desenha é o de burocratas preocupados unicamente com os seus desejos de enriquecimento ilícito, completamente alheios e indiferentes às necessidades da população.

Com o foco das investigações sobre um esquema que manipulava as taxas de câmbio através de dólares adquiridos ilegalmente, boa parte dos dividendos acabou concentrando-se na Suíça, e Andrade acabou sendo o encarregado da administração do tesouro venezuelano, resguardado em cofres suíços. As autoridades americanas estimam que o montante possa chegar a estratosféricos quatorze bilhões de dólares. Em questão de pouco tempo, esquemas similares respingaram para outros países da América Latina. 

Considerado homem de confiança, Andrade galgou posições no governo de Hugo Chávez, e passou a gerenciar o banco estatal venezuelano. Todos os esquemas de corrupção – embora já fossem investigados pelos Estados Unidos, porém à distância – iam de acordo com o planejado; todos os envolvidos nadavam em grandes fortunas, e tinham a garantia da impunidade. Até que Chávez morreu, e então todo o esquema ruiu. A oposição foi para a cima de Andrade, e denunciou seus crimes para as autoridades competentes. Sem Hugo Chávez para protege-lo, Alejandro Andrade seria obrigado a pagar pelos seus crimes, que lesaram a economia doméstica em bilhões.

Como todo socialista, no entanto, Andrade fugiu para os Estados Unidos, onde passou a viver uma vida regada à muito luxo e suntuosidade na Flórida, indo e vindo clandestinamente com seu jato particular, sempre que tinha negócios pendentes. Atualmente, o governo venezuelano exige sua extradição; no entanto, é improvável que as autoridades americanas liberem o criminoso enquanto as investigações estiverem em andamento.  

A podridão e a corrupção sistemática do governo bolivariano, no entanto, não para por aí. Muito pelo contrário. Promete ir mais além. Recentemente, o governo da Suíça enviou a autoridades brasileiras o extrato de contas bancárias que mostram como funcionários públicos venezuelanos estenderam suas atividades ilícitas ao Brasil, em um grande esquema de desvio de verbas, que acabavam – que grande surpresa – em bancos suíços. As atividades criminosas incluíam o envio de produtos superfaturados para a Venezuela, e a diferença do valor era embolsada por figurões da PDVSA. No entanto, é forte a suspeita de tudo isto pode ser apenas a ponta do iceberg em um grande esquema de corrupção, que envolvia um círculo de operações ilícitas muito mais amplo da estatal venezuelana no Brasil, que tinha a cooperação de empresas nacionais. É esperar para ver. Conforme as investigações forem se desdobrando, muito mais crimes serão conhecidos e a podridão será escancarada.

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.