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Pela completa e total supressão do pluripartidarismo

Pela completa e total supressão do pluripartidarismo

Que o leitor não me entenda mal. Com o presente artigo, não pretendo de maneira alguma me posicionar a favor de regimes ditatoriais, mas tenho um posicionamento a defender, e este diz respeito às diversas falhas existentes na democracia, e que não são poucas.

Uma democracia pressupõe que todos devam ser igualmente ouvidos, que todos tenham – tecnicamente – direitos iguais. Até aí, tudo bem. Em teoria, tudo parece muito plausível e pertinente. Mas a ingenuidade desta prerrogativa infantil, que imediatamente assume que todas as pessoas são boas, e terão o mais profundo respeito pelos princípios democráticos, abre um precedente perigoso para doutrinas e sistemas políticos totalitários – como o islamismo e o comunismo –, que são completamente hostis à democracia. Tão hostis que usam-na a fim de conquistar posições de poder, para depois subvertê-la. Foi o que Nicolás Maduro fez na Venezuela, e é exatamente o que Lula pretende fazer, em sua luta desesperada para reeleger-se em 2018, mesmo tendo sido condenado por diversos crimes de corrupção, e estar respondendo a muitos outros processos. criminais Como o grande deus do PT – venerado como um messias político imaculado e sacrossanto, o que caracteriza-se como idolatria e culto de personalidade, algo extremamente comum à doutrina comunista –, Lula é encarado por seus discípulos, adoradores e sicofantas como o único possível governante do Brasil, afinal, ele está destinado a oferecer uma pura e majestosa redenção ao proletariado. Algo a respeito do qual Lênin – outro deus do panteão socialista – tanto pregou, e que finalmente há de tornar-se uma “realidade”.  

Determinados países, no entanto, não correm os riscos oferecidos pelo extremismo. O Japão, para citar um exemplo, é um país definitivamente mais seguro nesta questão, justamente por ter proscrito estas duas cosmogonias totalitárias – o comunismo e o islamismo –, que não toleram a convivência pacífica com outros sistemas políticos, econômicos, filosóficos ou religiosos. Em resumo, que odeiam a liberdade.

Mas outro enorme problema da democracia é justamente este: o pluripartidarismo, e é precisamente neste ponto que eu queria chegar. Em um país tão corrupto quanto o Brasil, partidos políticos invariavelmente servem de fachada para coalizões e organizações criminosas, que sempre estarão articulando interesses próprios. Interesses que, sempre egoístas e visando exclusivamente os benefícios de um determinado cartel parasitário, irão buscar ganho material, financeiro e político para os seus articuladores. O bem-estar comum, o progresso e a segurança da população jamais entram em alguma pauta partidária, sobretudo em reuniões auferidas exclusivamente pelos mandatários do partido. E é completamente desnecessário discorrer a respeito deste fato. Que brasileiro não sabe disso? 

Dois partidos, um de situação e outro de oposição, são mais do que suficientes para a articulação da democracia em qualquer país. Como o era, de fato, na época do regime militar, onde vigorava o bipartidarismo.

É necessário reconhecer os fatos. Partidos políticos são organizações criminosas. Servem apenas como fachada para o aparelhamento do estado, são agressivas e ditatoriais fontes extorsivas de recursos financeiros, desperdiçam dinheiro público, articulam toda a sorte de favores e interesses escusos, são prostíbulos de maledicência, permissividade, esquemas fraudulentos e negócios ilícitos, exercem uma demagógica, virulenta e periférica influência nociva sobre o estado, são verdadeiras escolas de corrupção e doutrinação satânica, envenenam e parasitam a sociedade e vivem da dissensão e do esgotamento que tão arduamente infligem sobre a população, que sobrevive profundamente exaurida, exasperada e extenuada, em sua maior parte por culpa direta de toda a malevolência nefasta e criminosa perpetrada pela classe política brasileira.

Inegavelmente, o pluripartidarismo alimenta vícios e malefícios a respeito dos quais a democracia não consegue se curar. Partidos políticos fortalecem o surgimento de cartéis, coalizões e oligarquias criminosas, que sempre estarão dispostas a aparelhar o estado a seu favor, para a conquista de propósitos e objetivos bem específicos, que serão, via de regra, perpetuar-se no poder, alargar esferas de influência centralizadoras ou periféricas e acumular riquezas ilícitas em paraísos fiscais.        

A crise que a sociedade brasileira sofre hoje é consequência direta de toda a corrosiva malignidade que foi deliberadamente planejada nos sótãos e nos porões destas organizações criminosas legalmente estabelecidas, e ridiculamente toleradas. Debaixo da prerrogativa hipócrita de que partidos políticos permitem o "livre exercício" da "democracia", os parasitas que se alimentam deste sistema querem dilacerar o país ainda mais. Afinal de contas, a enorme quantidade de riquezas que circula livremente em uma democracia torna todos estes parasitas, através do capitalismo de estado, homens extremamente ricos.  

Infelizmente, o pluripartidarismo contribui muito mais para a destruição da sociedade do que para o seu progresso. E hoje, estamos tendo que aprender a lidar com as amargas consequências deste trágico equívoco, que é ter diversas organizações criminosas – partidos políticos – não apenas planejando livremente a extorsão da população, mas usufruindo de salvo conduto para todas as suas operações e atividades ilícitas.  

Artigo originalmente publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 11 a 14 de novembro de 2017. 

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.