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O que é Neocomunismo?

O que é Neocomunismo?

Neocomunismo — apesar de não ser uma designação acadêmica, mas uma vaga definição política— é um termo que se refere a governos de caráter ditatorial e totalitário, que anteriormente foram comunistas, ou que dessa maneira eram categorizados, mas que progressivamente tornaram-se capitalistas na economia. Não obstante, politicamente, continuam autoritários e autocráticos. Os melhores exemplos a serem citados são China, Rússia, Vietnã e Laos. Diversos países que eram nações constituintes da extinta União Soviética, como Bielorrússia, Cazaquistão, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão, para citar apenas alguns exemplos, podem ser incluídos nessa mesma definição. Aliás, alguns desses países, apesar de eleições periódicas, que evidentemente são de caráter fraudulento, são governados pelos mesmos indivíduos desde a independência.   

Apesar de uma transição para o capitalismo, lenta porém gradual, nenhum destes países — que anteriormente eram ditaduras comunistas —, tornou-se uma democracia. Todos eles permaneceram com governos brutalmente autoritários. Não obstante, todos eles, sem exceções, esforçam-se para ostentar uma fachada de democracia, que, na prática, não existe. Os ditadores, disfarçados de presidentes, fazem o que for necessário para manterem-se no poder. Inclusive, usam de violência e brutalidade, sempre que necessário.   

Alexander Lukashenko, para citar um exemplo, é o dirigente da Bielorrússia desde 1994. Ainda que "eleições" ocorram periodicamente — neste caso, em 2001, 2006, 2010 e 2015, respectivamente —, Lukashenko "ganhou" todas elas. Evidentemente, todas as eleições foram fraudadas, e não existe uma limite constitucional para o número de mandatos presidenciais, justamente porque o ditador Lukashenko quer manter-se indefinidamente no poder. Para tanto, ostentar uma fachada de democracia, de "campeão popular", é politicamente conveniente para ele.  

A mesma situação se aplica a quase todas as antigas repúblicas soviéticas. Nursultan Nazarbayev é presidente do Cazaquistão desde 1990. Emomali Rahmon é presidente do Tadjiquistão desde 1992. Saparmurat Niyazov foi presidente do Turcomenistão de 1985 até a sua morte, em 2006, quando foi então substituído por Gurbanguly Berdimuhamedow, que permanece no poder até hoje. No Uzbequistão, Islam Karimov permaneceu no poder de 1991 até a sua morte, em 2016, quando foi então substituído por Shavkat Mirziyoyev

Estes indivíduos são tiranos, que não hesitam em esmagar dissidentes, matar opositores e destroçar todas e quaisquer rebeliões populares, formadas por cidadãos que exigem um retorno salutar e legítimo à democracia. Indivíduos ávidos em manter o poder a quaquer custo, o nivel de repressão, brutalidade e hostilidade destes ditadores é impreterivelmente cruel, maligno e depravado. Apesar de apresentarem-se como presidentes, na prática, são ditadores convencionais, que deixam o poder apenas quando morrem.  

Uma exceção na região é a Quirguízia, anteriormente chamada de Quirguistão, cuja população inquieta e aguerrida, através de revoltas e sublevações, conseguiu depor dois presidentes; o primeiro deles foi Askar Akayev — deposto em uma rebelião popular que ficou conhecida como Revolução da Tulipa —, em 2005, e o segundo foi Kurmanbek Bakiyev que, em 2010, foi obrigado a fugir do pais. Hoje, a Quirguízia tem um sistema governamental que funciona com uma democracia altamente eficaz. se comparado aos demais países vizinhos. Almazbek Atambayev foi o presidente de 2011 a 2017, sendo sucedido em novembro último por Sooronbay Jeenbekov

O comunismo não pode, nem tem como durar indefinidamente. Países como China e Vietnã — e mais recentemente o Laos —, perceberam que, para existir expansão, progresso e desenvolvimento, deve existir livre mercado. O comunismo é plenamente incapaz de ser qualquer coisa, além de um gritante e corrosivo gerador de estagnação econômica, que inevitavelmente produz escassez, que invariavelmente se converte em pobreza e miséria sistemáticas. Ao contrário do que acreditam os militantes comunistas, o estado não pode ser o dínamo da geração de riquezas de um país, até porque o estado — principalmente um estado centralizador, como o socialista — consegue ser, na melhor das circunstâncias, um parasita, que se apropria indevidamente das riquezas que são criadas pela classe produtiva da sociedade, para sustentar uma elite governamental; o que faz o estado ser, de fato, um pragmático gerador de pobreza.

A condição mais fundamental para a existência da prosperidade é a liberdade. Países que já vivenciaram a experiência da miséria comunista acolheram de braços abertos um salutar e vigoroso retorno ao capitalismo. Para a liberdade ser plena, no entanto, e a qualidade de vida ser ainda melhor, é necessário que também exista liberdade individual e política.     

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.