Blog

Motivação para empreender

Motivação para empreender

Ser empreendedor é muito mais do que simplesmente abrir uma empresa. É muito mais do que pagar contas e contabilizar lucros (ou prejuízos) no final do mês. É muito mais do que procurar um escritório de contabilidade, e falar “eu quero abrir uma empresa”. Ser empreendedor — entre tantas outras coisas —, é ser ousado, corajoso e destemido, é abrir mão do conforto de um salário fixo mensal, e de inúmeras garantias e benefícios, para ir atrás de algo que é exclusivamente seu, mesmo que isso exija um certo sacrifício. Por isso, é muito interessante você avaliar as motivações que o levaram a querer abrir o seu próprio negócio, fazendo isso esporadicamente, por uma série de razões que poderão ajudá-lo como empreendedor, profissional e ser humano.

Quando optamos por abrir o nosso próprio negócio, muitas vezes nós o fazemos por querer suprir uma carência ou uma determinada ramificação no mercado que estava sendo mal explorada, ou totalmente negligenciada. Ser empreendedor, entre outras coisas, é enxergar além — ver o que muitos não estão vendo —, ter ousadia para explorar possibilidades, e perceber oportunidades para oferecer o que as demais empresas do ramo não estão oferecendo. Portanto, ser empreendedor é, acima de tudo, estar impregnado por uma forte vontade de inovar, o empreendedor tem o paradigma da inovação fortemente arraigado ao seu DNA, tendo o desejo de ser pioneiro, de alguma forma, em sua área, e assim adquirir relevância. Em outras palavras, ser um verdadeiro empreendedor é ser um visionário que pondera e avalia todos os riscos relacionados ao cálculo das probabilidades. Afinal, ninguém abre uma empresa só por abrir, para ser igual a todas as outras, e fazer exatamente o que todas elas estão fazendo. Se você se tornou empreendedor, é porque viu a possibilidade de agregar ao produto ou serviço que você deseja oferecer no mercado o fator mais fundamental para um empreendedor, em qualquer tempo, época ou lugar: o diferencial. 

O ponto aqui é o seguinte: avaliar de tempos em tempos o que levou você a se tornar empreendedor é fundamental para reciclar as ideias a respeito do seu negócio e sobre você mesmo, e não cair na mesmice. Como não somos robôs, é extremamente natural, depois de um tempo, perder o entusiasmo, e simplesmente cair na rotina, “no piloto automático”, como falamos normalmente, e desta maneira passamos a executar nossas tarefas e atividades diárias completamente destituídos daquela fagulha inicial que nos motivara à princípio. Portanto, essa pergunta — o que me motiva a empreender? —, é tão fundamental para nosso negócio quanto vital para a nossa competência profissional. Essa é uma pergunta que você evidentemente não precisaria fazer a si próprio se tivesse permanecido na tranquila e confortável trilha da vida de empregado assalariado – e não que exista algo de errado em ser um trabalhador assalariado, afinal, nem todos nasceram para empreender – mas uma vez que você decidiu ser empreendedor, a sua audácia, esforço, desempenho e excelência profissional dependem da constante renovação que você dá para aquela motivação inicial que levou você a trilhar a satisfatória, mas laboriosa trilha do empreendedorismo.

Como escrevi algumas linhas acima, não somos robôs, portanto é muito fácil cairmos em uma rotina sem nos darmos conta disso, o que torna necessário uma avaliação periódica. Como exemplo, é interessante usar a seguinte figura de linguagem: não basta que tomemos banho uma única vez, assim achando que ficaremos limpos pelo resto de nossas vidas, não é mesmo? É necessário que tomemos banho todos os dias. Algo muito similar acontece com a nossa motivação, e se pudermos renová-la diariamente, por assim dizer, melhor. Como seres humanos, temos uma tendência relativamente forte a cair em uma paralítica zona de conforto — pautada por comodidade e hábitos pré-estabelecidos —, que podem nos conduzir a uma rotina bastante obtusa e medíocre. Portanto devemos realizar, periodicamente, uma séria e pertinente auto-avaliação, que nos permita enxergar as coisas não necessariamente como as vemos, mas como elas realmente são. Especialmente se isso vai refletir no desempenho do nosso negócio.

É claro que ao abordar esse assunto, não estou defendendo o perfeccionismo, o controle exacerbado ou absoluto sobre tudo, excessivas e meticulosas análises com relação a tudo que estiver relacionado à sua empresa, ou qualquer labor excessivo que faça você pensar — ou ter a falsa ilusão —, de que tudo está exatamente como você quer. As coisas nunca serão perfeitas o tempo inteiro, não importa o quanto você tente. É necessário ter equilíbrio, autocontrole e autodomínio, para nunca perder tempo com coisas fúteis, inadequadas, desgastantes ou desnecessárias, e assim estar plenamente concentrado nos pontos fundamentais, aquilo que realmente importa, e faz uma empresa realmente ser uma empresa funcional, ativa e bem-sucedida: ter clientes, conquistar mais clientes, aprimorar constantemente o seu produto ou serviço, ter uma identidade sólida e coesa, que permita ao público rapidamente reconhecer a sua empresa, e possuir um fantástico trabalho de acompanhamento final e pós-venda, capaz de fazer o seu cliente sentir-se satisfeito, seguro e amparado. Afinal, clientes satisfeitos voltam sempre que precisam, e além do seu esforço pessoal, lembre-se de que é o cliente que garante a continuidade do seu empreendimento. Sem clientes, você pode ter as melhores ideias do mundo, mas é o dinheiro com o qual ele compra o seu produto, ou paga pelo seu serviço, que assegura a perpetuidade do seu negócio.

Não obstante, estar constantemente lembrando sua motivação inicial, aquilo que fez com que você trocasse a confortável vida de empregado assalariado pelas incertezas da vida de empreendedor, não apenas lhe permitirá repaginar seus ideais profissionais, como vai injetar novo ânimo, fôlego e vigor aos objetivos do seu negócio, consequentemente agregando solidez e maturidade à própria diretriz do seu empreendimento. Desta maneira, sua empresa conservará a personalidade da identidade que você conferiu a ela, jamais sendo descaracterizada. O que não significa, obviamente, que você deve refrear-se de toda e qualquer mudança: repaginar o seu negócio, se reinventar quando for preciso, ou implementar inovações quando necessário — evidentemente pesando as implicações e possíveis consequências de toda e qualquer decisão —, pode ser fonte de inúmeros benefícios, e em não raras ocasiões pode ser a diferença entre manter ou fechar o seu negócio.

Evidentemente, ser empreendedor exige ir muito além disso. Não obstante, nós, pequenos e médios empreendedores, muitas vezes aprendemos as coisas na prática, ou seja, fazendo, errando, consertando e aprendendo. Como muitos de nós nos tornamos empreendedores muitas vezes em função das circunstâncias, sem ter frequentado universidades ou um curso de administração — ou muitas vezes nos formamos em algum curso que não têm vínculo ou relação aparente com o empreendedorismo — acabamos literalmente forjados no calor da experiência, e, muitas vezes, nada como recorrer àquela primordial fagulha inicial, para revitalizar o empreendimento que se tornou a razão de nossos laboriosos esforços profissionais. Ser empreendedor, antes de tudo, é raciocinar, racionalizar e pensar, pensar e pensar muito, e não é à toa que certa vez Henry Ford, ele próprio um dos mais notórios e renomados empreendedores de todos os tempos, falou: “Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por isso tão poucos se dediquem a ele”. Essa é uma das características fundamentais do empreendedor. O empreendedor é um livre pensador, alguém que explora circunstâncias e possibilidades, de acordo com aquilo que ele tem a oferecer. E o livre pensamento, aliado à iniciativa, são definitivamente os ingredientes mais fundamentais para o nascimento de qualquer empresa. Isso, aliado à sua motivação pessoal, constitui o alicerce dos elementos primordiais que poderão garantir o sucesso, a expansão e a continuidade do seu negócio.

Compartilhe esse texto:

Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.