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Militar patriótico X Militar estatal

Militar patriótico X Militar estatal

Militares – e isso vale também para policiais–, podem ser os melhores, ou os piores, indivíduos de uma sociedade. Tudo depende de quais serão os valores intrínsecos de sua bússola moral, que acabarão por definir os parâmetros inerentes de sua conduta. 

Por exemplo, um policial que apreende mercadorias de um ambulante que está trabalhando honestamente, tentando sobreviver de forma correta com o labor do seu trabalho digno, não é um indivíduo íntegro, com verdadeiros e coesos princípios morais. Se o ambulante, por acaso, não possui o alvará, a autorização ou o maldito papel com carimbo e assinatura que um deputado, um senador ou um político qualquer homologou como necessário para o exercício desta atividade, a suposta irregularidade do ambulante não é necessária para criminalizar a sua atividade honesta. Qualquer pessoa com o mínimo de benevolência e bom senso seria capaz de atestar isso. 

Na verdade, na grande maioria dos casos, é bem provável que o ambulante foi atrás do suposto documento "necessário", obrigatório por lei, para o exercício de sua atividade, mas em função de excessiva burocracia – e muitas vezes, dos custos exorbitantes, que cartórios mafiosos suscitam deliberadamente, mancomunados com políticos satânicos, para a obtenção de lucro indevido –, ele não conseguiu obter o maldito papel, que o habilitaria a exercer a sua função em caráter "legal".

Apreensões de mercadorias de ambulantes que estão supostamente irregulares tornam-se cada vez mais corriqueiras no país inteiro. Mas policiais que se prestam a cumprir leis arbitrárias criadas por burocratas facínoras, deploráveis e malignos, para confiscar as mercadorias que fornecem  o sustento de um indivíduo – e possivelmente, também de sua família –, que está trabalhando honestamente, são, na verdade, cachorrinhos de um sistema corrompido e deturpado. Policiais devem perseguir criminosos, bandidos, assaltantes e delinquentes, e não individuos que estão trabalhando honestamente, e que tornaram-se supostamente ilegais por não possuírem um papel, que um burocrata estatal vagabundo julga necessário para o ambulante exercer a sua atividade comercial.  

Se policiais tivessem o mínimo de integridade, hombridade, honra e senso de dever, exterminariam a classe política. Ela é a grande responsável por quase todos os malefícios que acometem a nação, além de empenhar-se arduamente na criação de dificuldades que impedem a sociedade de ter êxito em seus empreendimentos, e de viver e existir de forma tranquila e pacífica. 

Militares são exatamente a mesma coisa. Em sua grande maioria, são cachorrinhos do estado, capachos de burocratas velhos, cardíacos e viciados, que não tem a menor capaciade de discernir entre estado e nação. 

Infelizmente, hoje podemos atestar, de forma inequívoca e resignada, que o bom e velho militar patriótico é uma criatura que encontra-se em franca extinção. Aquele indivíduo aguerrido, que tinha valores e princípios inextricáveis, como anticomunismo, pátria, nação, família, senso de honra e dever, e um zelo primordial pelo bem-estar do cidadão, defnitivamente tornou-se raro. Em sua grande maioria, os militares foram sendo progressivamente adestrados, para agirem como cordeirinhos, que rolam, deitam e abanam o rabinho, sempre que os burocratas estatais ordenam.

Em basicamente todos os seus pronunciamentos oficiais, Eduardo Villas Bôas – ou Vidas Bôas, de acordo com os seus entusiastas –, comandante máximo do exército e ovelhinha do sistema, profere com frequência grotescas e estapafúrdias imbecilidades, do tipo "somos uma instituição de estado" ou "somos legalistas", sempre que solicitado. Em diversas ocasiões, ele se mostrou um entusiástico adorador de políticos, um exímio lambedor dos sapatos de burocratas. Dizem que ele nem dorme, se não receber um beijo de boa noite do ministro das forças armadas, Raul Jungmann, que o embala no colinho depois de cantar uma catiga de ninar.

Vidas Bôas simplesmente não mede esforços para dizer que, mesmo que o país estiver desmoronando sob a ameaça de um colapso cataclísmico, não existe a menor hipótese do exército brasileiro realizar uma intervenção militar, a não ser que os seus adorados burocratas solicitem. E é óbvio que jamais o farão. Vidas Bôas é o exemplo clássico de militar estatal. Ele não tem a menor consideração ou respeito pelo seu país, e se contenta em ser um obediente e submisso capacho de burocratas.  

Em certa ocasião, no congresso nacional, respondendo à uma pergunta da senadora Ana Amélia – que, como qualquer político, teme uma intervenção, pois assim perderia os ordenados e os colossais dividendos, bem como todos os suntuosos benefícios e privilégos que recebe na condição de parlamentar –, que afirmou ver com frequência nas redes sociais solicitações constantes da população por intervenção militar, após esta inquirir qual era o posicionamento do general. Vidas Bôas, como bom cordeirinho submisso que é, disse que "as pessoas até já não percebem mais que isso está absolutamente anacrônico, haja visto o que aconteceu na Turquia" – fazendo referência a uma malfadada intervenção militar, executada pelo exército naquele país, em uma tentativa de livrar a população das garras do tirânico e autoritário Erdoğan –, complementou dizendo: "então essa hipótese é absolutamente afastada". Sempre que lhe pedem um posicionamento à respeito desta questão, a resposta de Vidas Bôas é sempre a mesma. Nada de intervenção. Suas desculpas podem ser as mais variadas, mas a mensagem que ele transmite é sempre a mesma. Deixa implícito que o Brasil que se exploda. Ele não está nem aí. Em determinada ocasião, chegou a declarar coisas absurdas, afirmando que as instituições brasileiras são "maduras", e que estão "funcionando".   

Vidas Boas sofre de uma doença neurodegenerativa, e deve deixar o comando das forças armadas em breve. Seu estado de saúde é péssimo, e ele se locomove em uma cadeira de rodas. Existem rumores de que a alta cúpula governamental está segurando ele no cargo, justamente porque temem que ele possa ser substituído por algum general aguerrido, verdadeiramente patriótico, que – diante da absurda, caótica e lastimável situação em que o país se encontra –, possa se sentir tentado a tomar alguma atitude. Neste interím, evidentemente, a classe política irá avaliar e selecionar quem, dentre os militares, é igualmente dócil e subserviente, para substituí-lo no cargo.

É verdade que, recentemente, o governo fez cortes dramáticos no orçamento das forças armadas. Cerca de 592 milhões de reais foram subtraídos do exército, da marinha e da aeronáutica. Ainda que isso implique necessariamente em uma drástica redução de sua capacidade de ação e mobilização, não serviria como prerrogativa para displicência, negligência e inatividade, se as forças armadas fôssem lideradas por verdadeiros patriotas.

O militar patriótico, ao contrário do militar estatal, não vê os burocratas do estado como seus superiores, mas a nação, a quem ele jurou proteger e defender. As urgências da pátria são a única referência primordial de sua bússola moral, e a sua diligência para com o bem-estar geral da nação é a força intrínsceca que motiva todas as suas ações em caráter militar. Isso não significa, evidentemente, que ele é um rebelde que não respeita princípios hierárquicos ou disciplinares. Mas ele estará disposto a infringir estes princípios, quando estiver em jogo a sobrevivência da nação.      

A domesticação das forças armadas é um dos componentes fundamentais do projeto comunista gradualista de Gramsci. As forças armadas foram subjugadas e domesticadas, justamente para não agirem em defesa da população, e vir assim a comprometer a execução do grande projeto de poder comunista. Desde muito antes de assumir o governo federal, o PT estudou maneiras diversas de  neutralizar as forças armadas, justamente para impedir que a população acionasse os militares e, assim, os depusesse do poder, quando estivessem próximos de concluir a implementação do comunismo no Brasil, com a PNDH3.

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.