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João Dória — Mais um socialista fabiano?

João Dória — Mais um socialista fabiano?

Ao despontar no cenário governamental recente, não há dúvida nenhuma de que João Dória – o atual prefeito de São Paulo – parecia ser uma força renovadora no cenário político nacional. Engajado, expansivo e proativo, com energia, iniciativa e entusiasmo, ele mostrou ao povo paulistano, e por conseguinte – através da mídia e das redes sociais –, ao Brasil inteiro, que ele veio para fazer a diferença. Não espera absolutamente nada de ninguém, e busca resultados práticos com um nível máximo de eficiência. Mas em mundo falso, frio e vazio, que vive exclusivamente das aparências, será que João Dória é de fato tudo isso que aparenta ser?

Quando algo parece ser bom demais, é conveniente desconfiar, especialmente tratando-se da política nacional, não importa o contexto, governo federal, estadual ou municipal. Mas por que razão deveríamos desconfiar de João Dória? Existem motivos plausíveis para isso? Sim, existem. Em inúmeras entrevistas concedidas para os mais diversos órgãos midiáticos nacionais, ele tem demonstrado preocupantes tendências progressistas. E não devemos esquecer de um fator fundamental com relação ao socialismo fabiano: ao contrário do tradicional socialismo marxista, o fabianismo tem uma grande capacidade de travestir-se de algo bom, que à princípio parece construtivo, renovador e saudável, mas na verdade não é. João Dória vem a ser um caso para completa e detalhada análise, ainda mais pelo fato dele aparentar ser tão “extraordinário” e “fantástico”, fazendo muito mais do que o político comum normalmente faria.

Indubitavelmente, não podemos negar que existe em João Dória um cabedal de qualidades e características que não encontramos nos políticos convencionais. Como citado acima, ele é um homem de iniciativa. Busca resultados práticos, de forma rápida e efetiva, e os alcança, mesmo que depois acabe sendo invariavelmente acossado por enxurradas de críticas dos medíocres da oposição, que jamais teriam capacidade ou competência para fazer tudo o que ele faz. Um ponto positivo a ser ressaltado sobre João Dória diz respeito ao fato d’ele ser veementemente odiado e hostilizado por comunistas e socialistas – e não tem medo nenhum de enfrentá-los, e refutar as críticas a ele dirigidas –, o que é bom sinal. Mas isso, de maneira alguma automaticamente classifica João Dória como um antissocialista. O socialismo no Brasil possui tantas nuances diferentes, é tão multifacetado e tão interminavelmente compartimentalizado, que na verdade seria improvável – de fato impossível – esperar unanimidade de todas as vertentes socialistas que existem no país concernente a ele, seu governo, e ao seu estilo de governar. Não devemos nunca esquecer que no Brasil a esquerda possui inúmeras vertentes, o que está começando a manifestar-se também na direita.

Mas por que Dória é tão perigoso? 

Teorias da conspiração à parte, que tacitamente afirmam que a esquerda busca fomentar estratégias para garantir a sua ascensão global pelo mundo – sendo uma delas, adotar posições conservadoras de direita para arregimentar eleitores incautos (o que, convenhamos, é plausível) – Dória se define como social democrata, e seu partido, o PSDB (como a própria sigla esclarece, Partido da Social Democracia Brasileira) é de esquerda. Afirmou ser pró-Hillary Clinton, é contra a posse de armas – e, portanto, favorável ao estatuto do desarmamento –, e pretende ser rigoroso com relação a sonegação de impostos. Mas a lista de pressupostos ideológicos suspeitos não para por aí, sendo muito mais tendenciosa, vil e alarmante. Não obstante, esses dois últimos itens fazem de Dória um indivíduo muito perigoso para a política nacional. Mas sendo prefeito de São Paulo, que alcance suas políticas teriam sobre os demais brasileiros? Embora ele não tenha se pronunciado oficialmente, seu nome está sendo avaliado como um possível candidato para a presidência da república nas próximas eleições (embora possivelmente fosse considerado inelegível, em função de que ainda estará exercendo o seu mandato como prefeito de São Paulo). E ter mais um socialista na presidência, sem dúvida nenhuma, é uma receita inominável para a ruína total do país.

Evidentemente, precisamos da revogação do estatuto do desarmamento. O brasileiro suplica pela necessidade de defender-se da criminalidade que o sufoca e o torna refém do medo diariamente. Se o estado é incapaz de defender o cidadão, conceder-lhe o direito de portar uma arma para proteger-se é o mínimo da dignidade que o estado poderia conferir ao indivíduo para a preservação de sua vida. E, se imposto é roubo, após a dilaceração econômica que o país sofreu com o governo socialista do PT, precisamos do liberalismo econômico – e não de um sufocamento ainda maior sobre a iniciativa privada – para ressuscitar a economia, gerar riquezas e criar empregos.

Um socialista fabiano – como qualquer político socialista tradicional – jamais irá atender as necessidades da população. Muito pelo contrário: irá sufocá-la ainda mais, para suprir o custeio, a manutenção e a garantia dos privilégios da classe política. Precisamos estar profundamente atentos a João Dória. Nunca nada de bom vem do socialismo. E a melhor estratégia para um socialista – e os fabianistas tornaram-se especialistas nessa tática – é jamais parecer um.    

Artigo originalmente publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 21 a 23 de junho de 2017.    

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.