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Governo — uma coalizão de psicopatas e ditadores

Governo — uma coalizão de psicopatas e ditadores

Os estatistas, infelizmente, alimentam a doce ilusão de que o governo existe para eles, de que os políticos existem para resolver os problemas da sociedade, de que eles são — senão todos, ao menos em sua grande maioria — santos honestos, puros e repletos de benevolência, que cuidarão de todos nós, ordinários cidadãos comuns, e nos conduzirão para um mundo de progresso, paz e prosperidade, onde todos viveremos felizes. 

Só que esta não chega nem perto de ser uma representação da realidade. É uma ilusão, e o estado vive para perpetuar e difundir ilusões. As pessoas nem mesmo questionam as principais motivações que levam indivíduos a envolverem-se em política, e, em sua vasta maioria, tais motivações não são nem um pouco altruístas. Muito pelo contrário. Políticos tem toda a sorte de motivações para se envolver em política, excetuando-se todas as corretas.  

A verdade, dita de forma clara e simples, é que a política é uma ocupação ideal para psicopatas. A maioria dos políticos possui um desejo obsessivo-compulsivo por poder e controle, e a possibilidade de fazer fortuna e acumular um grande patrimônio que será roubado de terceiros sem ter que realizar o menor esforço é tentadora para todos eles. 

Infelizmente, apesar de vivermos em um dos países mais corruptos do mundo — e a Operação Lava Jato escancarou, de fato, a natureza pútrida, fétida, torpe, vil, desprezível, maligna, grotesca, maledicente, satanista, egoísta, hostil, cruel, deplorável, depravada, detestável, clientelista, assassina, da política nacional — em sua ignóbil letargia, a população prossegue acreditando na política, achando que os formidáveis e iluminados santos milagrosos que ela produz irão estancar as deturpações cometidas por eles mesmos, em um ambiente criminoso, que se perpetua sobre um sistema igualmente criminoso, criado para gerar deliberadamente a criminalidade patológica e sistemática. A lógica e a racionalidade, no entanto, não permitem contemplar a política como uma solução para problemas que são inerentes à própria política. A verdade é que não existe solução política para problemas políticos. A solução mais lógica é o fim da política. O filósofo libertário Hans-Hermann Hoppe declarou:

"O conflito não é inevitável. No entanto, é absurdo considerar o estado como uma solução para o problema do possível conflito, porque é precisamente o estado que primeiro torna o conflito inevitável e permanente". 

Na política, é natural que indivíduos disputem o poder. E isso ocorrerá sempre, para benefício deles próprios, que tendem a se vangloriar ou se vitimizar, dependendo da situação em que se encontram. E a grande maioria deles, em seu desmesurado egocentrismo, genuinamente consideram-se merecedores dos cargos mais elevados, pois a população não pode ser privada da iluminação benévola que eles — e apenas eles — podem trazer ao mundo. Não obstante, as depravações estatistas seguem contaminando um número cada vez maior de conservadores; em sua maioria, indivíduos incapazes de atentar para a verdadeira natureza do estado, que é inerentemente agressiva, violenta e antihumana. A propaganda estatal — e o estado gasta bilhões em propaganda justamente por conta disso — é elaborada justamente para induzir as pessoas a acreditarem que sem o estado, elas estariam perdidades e sem opções. Sem o estado e sem a política, nós estaríamos todos perdidos. Aliás, essa foi uma frase da comunista chique Manuela D'ávila, não há alternativa fora da política. Socialistas adoram quando as pessoas pensam assim. Como uma forma de disseminar o seu veneno, o estado perpetuará conflitos continuamente e jogará uns indivíduos contra os outros, resguardando para si o papel do conciliador generoso. . 

A verdade que muitos indivíduos parecem ser incapazes de perceber é que o estado é uma entidade autônoma e orgânica como qualquer outra, e terá sempre os seus próprios interesses, aos quais perseguirá avidamente, com fervor maléfico, pungente, agressivo e autocrático. É uma grande ingenuidade pensar que existem ou existirão indivíduos, dentro da esfera política, que estarão de fato interessados em responder ou atender às necessidades da população. O estado, na verdade, não passa de uma grande organização criminosa, e defender uma organização criminosa como o estado é indicador de uma grave deficiência moral, especialmente entre conservadores. A incapacidade de enxergar o estado como um anátema para o indivíduo, para a sociedade, para a liberdade, para a própria vida, nos torna reféns de um sistema escravagista, que existe para destruir, usurpar, espoliar e dominar, não para auxliar e ajudar.  

Não há absolutamente nada de errado em defender a moralidade e a ordem — muito pelo contrário, além de ser totalmente correto, é uma obrigação —, e é esta a questão central da deficiência presente entre os estatistas: eles enxergam o estado como o grande eixo axial da ordem e da moralidade, e não conseguem vislumbrar uma alternativa de organização social fora do estado. Além desta visão estar errada — pois o estado sempre se empenhará de forma indefectível e intransigente pela destruição da moral e da ordem — ela permite que, diante de qualquer circunstância ou adversidade, o estado tenha as prerrogativas que ele tanto deseja para expandir o seu ditatorial e coercivo aparato de poder, o que ele estará continuamente empenhando-se em fazer, de forma permanente.   

Infelizmente, boa parte dos conservadores, ao defenderem o estado de forma radical e inflexível, são obtusos para o fato de quão próximos estão do socialismo, e como as consequências do estatismo — sempre trágicas, não importam as circunstâncias — contribuem para arruinar de forma sistemática a vida do indivíduo, da sociedade, da população como um todo. Conforme o estado se expande, a miséria, a pobreza, a escassez e o sofrimento aumentam proporcionalmente. O estado é o eixo axial de um pernicioso e nefasto sistema escravagista, e não é à toa que socialistas o idolatram de forma obssessiva e contundente. 

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.