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Estamos vivendo em uma corporatocracia?

Estamos vivendo em uma corporatocracia?

Países de proporções continentais como o Brasil e os Estados Unidos invariavelmente se tornam corporatocracias. Isso é inerente ao sistema político dominante, a saber, a tendenciosa, extorsiva e beligerante democracia representativa, que traz consigo uma grande diversidade de malefícios. Mas o que é uma corporatocracia? Uma nação governada por grandes corporações, que procuram dominar o mercado através de monopólio, e para tanto, fazem lobby junto ao governo para consolidar o seu poder, e assim acabar com a livre concorrência e a livre inciativa, ao menos no seu respectivo ramo de atuação. 

No Brasil, está prática é corriqueira, e existe há muito tempo. O clientelismo entre o estado e grandes corporações é lugar comum na política nacional, e poderíamos citar inúmeros exemplos nesta questão, sendo JBS, Delta Construções e Odebrecht apenas os mais notórios, em virtude do fato da enorme repercussão que geraram na imprensa, quando estes cartéis foram descobertos. A verdade, no entanto, é que todo governo será sempre, invariavelmente, uma organização que estará à venda para o grupo de lobistas que pagar mais. No mundo real, o dinheiro manda, e grandes grupos usam a sua influência – e acima de tudo, o seu dinheiro – para conquistar seus objetivos, e consolidar sua supremacia. Apenas indivíduos inerentemente ingênuos pensam que políticos serão leais às ideologias infantis que ostentam em seus sonolentos discursinhos envolventes, ou que se preocupam genuinamente com a população.  

No caso da JBS, por exemplo, que envolve inclusive o criminoso Michel Temer, atual presidente da república socialista brasileira, os irmãos Wesley e Joesley Batista compraram o governo para auferir o monopólio do mercado de carnes no Brasil. Desta forma, o governo estabelece uma agência reguladora, que dificulta a entrada de empresas concorrentes no mercado, possibilitando à corporação de lobistas que consolidem o monopólio do produto. Assim, desmantelam a livre concorrência, e formam um cartel poderoso de interesses, cuja função única é enriquecer e expandir sua esfera de atuação cada vez mais, oferecendo ao consumidor produtos de qualidade duvidosa. 

Conforme vai adquirindo influência, notoriedade, e acima de tudo, poder político e financeiro, a corporação vai absorvendo marcas concorrentes, até que todas elas pertençam a um único grande grupo. A iniciativa desta prática muitas vezes parte do próprio governo, que ativamente financia suas empresas "favoritas". No nosso caso, com dinheiro do BNDES, que na verdade, é dinheiro público, oriundo dos impostos exorbitantes cobrados da população. Por isso, o governo sempre se sentirá estimulado a cobrar uma carga tirbutária extorsiva por tudo aquilo que é comercializado – tanto em impostos diretos quanto indiretos –, pois o governo terá igual interesse em financiar as corporações lobistas, para garantir o êxito no monopólio do mercado. Isso promove ainda mais desigualdade e desequilíbrio, pois a competividade injusta e mordaz que acaba se estabelecendo faz inúmeras pequenas e médias empresas encerrarem as atividades, e decretarem falência, o que diminui a diversidade disponível no mercado, até restarem apenas os produtos da empresa monopolística. Como o governo jamais se habilita e assumir margens de risco, acaba investindo apenas em grandes corporações – nunca em pequenas e médias empresas –; afinal, podem compensar o investimento nelas realizado. O principal motivador da consolidação de cartéis mercantis, no entanto, é o fator corrupção: grandes corporações podem servir de fachada para uma grande diversidade de esquemas ilícitos, até mesmo no mercado de ações. Pequenas e médias empresas, por sua vez, não teriam como justificar em seus balanços contábeis receitas de milhões ou bilhões de reais. Como ficam impossibilitadas de servir de fachada para as falcatruas governamentais, o governo não tem interesse nenhum em pequenas e médias empresas, que devem sobreviver por conta própria, sem contar com o auxílio de subsídos do estado, o agente que contribui para a dilaceração do livre mercado, da livre concorrência e da livre iniciativa e, consequentemente, pelo empobrecimento da população, aumento do desemprego e supressão da variedade de produtos no mercado. 

Foi assim que o "empresário" Eike Batista, do grupo EBX, fez sua companhia tornar-se uma "campeã nacional" da noite para o dia. Mas como sempre, tudo não passava de uma falaciosa fachada sustentada por um governo corrupto, oligárquico e elitista, comprado por uma corporação de lobistas gananciosos e monopolistas.

Via de regra, o estado sempre será um agente da destruição. Monopólios são inerentemente destrutivos, pois conseguem erradicar o livre mercado, onde quem sempre sai ganhando é o consumidor final. Em um ambiente de livre mercado, as empresas devem prestar o melhor produto ou serviço que podem oferecer, pelo menor custo possível. Elas possuem uma motivação intrínseca em servir o público consumidor. Sua sobrevivência deve-se à sua capacidade de oferecer um excelente produto, a um valor acessível. Corporações monopolistas acabam com a vicejante força natural do mercado, através de sua associação nociva com o estado. Desta forma, consolidam o monopólio do produto que fabricam, e este nem precisa ser de boa qualidade. Afinal, em questão de pouco tempo, torna-se a única marca disponível nas prateleiras dos mercados. E podem cobrar o valor que desejarem, pois eliminaram a concorrência, e tornaram-se a única opção do consumidor. Corporações e grupos lobistas existem para empobrecer a sociedade e enriquecer às custas da população. Neste processo, o estado é a ferramenta fundamental que habilita a corporação em questão a consolidar o monopólio do produto que ela fabrica. Por isso, a associação de grandes empresas e megacorporações com o estado sempre será inextricavelmente benéfica para os envolvidos, e prejudicial para a população. Quando corporações de lobistas monopolistas e centralizadores estão abraçados ao estado, a sociedade está sendo assaltada.  

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.