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Estamos perdendo a luta contra o estatismo e a burocratização da sociedade?

Estamos perdendo a luta contra o estatismo e a burocratização da sociedade?

Por que estamos perdendo sistematicamente a luta contra o estatismo e a burocratização da sociedade? Essa é uma pergunta pertinente a ser feita no presente momento de crise que o país atravessa, principalmente quando constatamos que definitivamente não vivemos em uma sociedade onde somos livres, muito pelo contrário. Somos prisioneiros do sórdido aparato legalista, positivista e constitucionalista de um estado onipotente, escravagista e totalitário, rigidamente arbitrário, tirânico e intrusivo.


No decorrer das últimas quatro décadas, o mundo testemunhou a ascensão e a rápida aceitação das massas por movimentos políticos autoritários, que buscam deliberadamente destroçar e suplantar as liberdades individuais, bem como estender a autoridade do estado e o seu poder de intromissão na vida e nos empreendedimentos dos indivíduos para prejudicá-los e extorqui-los sem qualquer tipo de restrição; essas ideologias políticas nefastas deveriam ser ostensivamente combatidas de forma mordaz e implacável, mas frequentemente suas ideias nocivas são promovidas com entusiasmo por hordas de militantes histéricos e irracionais, que querem implementar a sua ideologia de ódio e destruição de maneira discricionária sobre a sociedade, à revelia desta.


Ainda que exista de fato uma resistência contumaz de muitos cidadãos contra a impiedosa e tirânica autocracia estatal, ela é deveras insuficiente para fomentar a desobediência civil na sociedade, a ponto das autoridades governamentais despertarem para a insalubridade da sua própria existência, criando consciência e compreensão de que os cidadãos podem gerenciar de forma competente suas próprias vidas, e que a descentralização — assim como a autonomia e a independência que vem agregadas a ela — é o melhor elemento para a geração de progresso e prosperidade de uma sociedade. Muitos cidadãos ainda não despertaram para o fato de que estamos travando uma luta acirrada contra o totalitarismo de estado e a tirania. E isso não tem relação nenhuma com o atual governo Bolsonaro, mas é um problema que está profundamente arraigado à estrutura do estado brasileiro, desde que este veio a existir. Porém como uma doença terminal, o problema fica muito pior conforme o tempo passa.


Apenas para falar na questão econômica, o estatismo e seu principal sintoma, a hiper-burocratização da sociedade, são os verdadeiros responsáveis pelo atraso do Brasil. A produtividade do país é demasiadamente irrisória se comparada com a de países desenvolvidos, porque as exigências e os encargos que o estado coloca sobre o setor privado são simplesmente excruciantes. O custo, o esforço e o trabalho que a grande maioria das empresas brasileiras tem que despender simplesmente para atender as impraticáveis exigências do estado são verdadeiramente exorbitantes, o que gera um enorme desperdício de recursos, que poderiam ser alocados para manutenção, produtividade e desenvolvimento profissional dos indivíduos, caso o soviético estado brasileiro não expropriasse de forma contumaz e violenta os empresários e empreendedores brasileiros, com a finalidade única de enriquecer políticos e burocratas.


Em virtude dos custos proibitivos, a burocracia aviltante criminalizou o empreendedorismo no país. Lidamos com a autocracia estrutural de uma ditadura legalista-positivista, que escraviza os setores produtivos da sociedade, para que estes sustentem os setores parasitários, como os governos municipais, estaduais e o governo federal. Atualmente, a carga tributária que pesa sobre a livre iniciativa é tão absurda, que a produtividade do país tornou-se irrisória. Muitos empresários não tem escolha nenhuma a não ser recorrer a sonegação — o que vem a ser um ato de resistência legítima e justa defesa contra a tirania tributária do estado onipotente — para conseguir sobreviver. Como um senhor escreveu uma vez, o nível de tributação que o estado brasileiro impõe à sociedade "é um crime contra a economia popular".


Infelizmente, não podemos jamais subestimar a voracidade destrutiva do estado autoritário, que realmente condena quem deseja ser ativo e produtivo, relegando à paralisia por meio da tirânica burocracia legalista todos os indivíduos que poderiam contribuir muito para o desenvolvimento da sociedade.


O nível de intervenção estatal que toleramos em nossas vidas e em nossos negócios há muito tempo ultrapassou todos os limites razoáveis. Hoje, o cidadão é brutalmente sacrificado pelo Leviatã das formas mais excruciantes e desumanas possíveis, para sustentar a máquina pública. Tal situação é no mínimo tão absurda quanto deplorável. Quando deixarmos de tolerar os aviltantes abusos que o estado brasileiro comete contra nós, então seremos capazes de resistir com maior eficiência à dilacerante brutalidade do intrusivo estado autoritário. Enquanto isso não ocorrer, continuaremos em uma deplorável condição de sórdida escravidão e degradante subserviência, reféns de um sistema terrivelmente agressivo, nefasto brutal, que se alimenta do sangue, das vísceras e da vitalidade de suas vítimas.

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.