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O estado como bandido estacionário, monopólio totalitário e depravação positivista

O estado como bandido estacionário, monopólio totalitário e depravação positivista

A doutrinação sistemática do estado imposta a população tem diversos objetivos. O principal deles é distorcer a realidade objetiva e impedir as pessoas de enxergarem as coisas como elas realmente são.

O estado tem muitas facetas, todas elas igualmente depravadas, autoritárias e manipuladoras. O estado é um consórcio de máfias organizadas, um bandido estacionário, um monopólio totalitário, uma aberração jurídica e positivista, uma religião secular. Não obstante, o estado deve ser entendido por aquilo que ele realmente é, assim como seus objetivos — sempre sórdidos, sorrateiros e perniciosos —, que consistem basicamente em controlar, manipular, doutrinar e escravizar a população, em um sórdido e aviltante processo de arbitrariedades e rapinagem contínuas, as únicas coisas que o estado realmente sabe e pode fazer. O estado não é uma instituição moralmente coesa, não produz riquezas e existe basicamente para apaziguar conflitos, contendas e discórdias que ele mesmo promove em caráter permanente.

Vamos começar por um exemplo básico.
O estado pratica roubo, extorsão e estelionato; no entanto, por utilizar outras denominações para a prática da contravenção institucionalizada — imposto, taxa, tarifa — confunde a população deliberadamente através de um jogo de distorção semântica. Apesar da simplicidade e da obviedade da constatação, não é tão simples despertar as pessoas que foram condicionadas pela natureza legalista da burocracia governamental a agir como cordeirinhos subservientes, e aceitar como soberana toda e qualquer decisão oriunda da autocracia estatal.

Outra coisa que as pessoas geralmente não conseguem entender é a natureza parasitária do estado. O estado — não apenas em caráter epistemológico, mas acima de tudo em um sentido prático — é uma grande ferramenta de transferência de renda, que rouba dos pobres para dar aos ricos. Imposto é um grande esquema de transferência de renda; é dinheiro arbitrariamente confiscado da sociedade produtiva para ser transferido aos burocratas do estado, uma nababesca e oligárquica elite de parasitas, que trabalha unicamente para garantir que a máquina de expropriação e espoliação continue funcionando de maneira impecável. Ou seja, o brasileiro pobre trabalha para sustentar políticos ricos.

Para não ser identificado por aquilo que realmente é, o estado precisa, no entanto, doutrinar as pessoas, convencê-las de que ele — o estado — está trabalhando em benefício delas, agindo de acordo com os seus melhores interesses. O estado alega ter as melhores intenções, mas, paradoxalmente, está permanentemente engajado em confiscar 70% da renda da sociedade produtiva através de agressiva taxação e tributação, que vem na forma de impostos municipais, estaduais e federais, tanto diretos quanto indiretos. O estado também rouba ativamente a população através de formas mais sutis, porém não menos degradantes, como manipulação das taxas de juros e inflação, que não raro é chamada de "imposto oculto".

O estado, por exemplo, afirma que pode oferecer segurança para a população. No entanto, não podemos esquecer que ele detém o monopólio da força, e não permite a existência de competição nesta — ou em qualquer outra — área.

O que muitas pessoas não entendem — e aqui compreendemos o verdadeiro modus operandi do estado —, é que o bandido estacionário cria o problema para depois oferecer a solução.

Por exemplo, na questão da segurança, o estado desarma os cidadãos, sabotando arbitrariamente sua autonomia e independência; em decorrência disso, todos os cidadãos, — por terem sido desarmados —, são obrigados a viver em uma condição de vulnerabilidade compulsória, totalmente dependentes do estado para ter segurança. Segurança, esta, que o estado não oferece. O máximo que o estado pode fazer é transmitir uma falsa sensação de segurança. A criminalidade não é reduzida pela ação do estado. Mesmo que fosse, é imoral sequestrar a autonomia e a independência dos cidadãos, e deixá-los reféns de um gigantesco leviatã autocrático, que só existe porque é um grande monopólio totalitário, e se perpetua espancando, prendendo, matando, roubando, espoliando e extorquindo todos os indivíduos produtivos em uma determinada área geográfica.

Outra coisa que o estado sempre usa a seu favor é o positivismo legalista, que serve tanto para doutrinar a população, como para distorcer a ordem natural, e implementar leis artificiais que sempre beneficiam o estado e o consórcio de máfias organizadas que ele protege. Essa é uma das razões pelas quais é impossível existir livre mercado em qualquer lugar onde exista um estado — a principal argamassa do estado sempre serão aviltantes negócios escusos. A corrupção é a verdadeira engrenagem, o combustível que impulsiona tudo o que o estado faz.

Todas as grandes empresas e megacorporações que existem no país cresceram e prosperaram porque compraram e subornaram políticos. Foi o caso da JBS, Odebrecht, Camargo Correa, para citar apenas algumas. Por que corporativistas irão competir de forma justa no mercado, se com algumas malas de dinheiro eles podem comprar todos os políticos que quiserem? Em troca, eles ganham generosas concessões e benefícios — geralmente através de uma agência reguladora —, que transformará a companhia que está comprando favores em um grande monopólio na sua área de atuação. Para citar só mais um exemplo, a Delta Construções de Fernando Cavendish comprava licitações para faraônicas obras públicas em todos os níveis, municipal, estadual e federal.

Em resumo, qualquer pessoa inteligente consegue ver o estado por aquilo que ele realmente é. Um grande monopólio totalitário, que beneficia uma pequena minoria, prejudicando a grande maioria. O estado é a ferramenta que existe para enriquecer ainda mais os ricos e empobrecer ainda mais os pobres.

Estatistas são pessoas imorais, que acham que você deve ser pobre, porque seu dinheiro deve ser arbitrariamente confiscado para sustentar políticos ricos, custear todos os privilégios e benefícios dos quais eles usufruem e também deve pagar por todos os "direitos" de militantes mimados que não querem ter que trabalhar para usufruir de certos bens.

Termino essa breve dissertação com uma frase de Hans-Hermann Hoppe, que nos remete ao início do texto: "Eu queria apenas que as pessoas reconhecessem as coisas como elas são: os impostos como roubo, os políticos como ladrões e todo o aparato e burocracia estatais como uma quadrilha de proteção. Uma instituição como a máfia, só que muito maior e mais perigosa."

Artigo publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 07 a 10 de dezembro de 2019

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.