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Entenda — Alianças comerciais, políticas ou diplomáticas com a China são uma imoralidade

Entenda — Alianças comerciais, políticas ou diplomáticas com a China são uma imoralidade

Recentemente, Mourão foi a China para restabelecer relações comerciais e diplomáticas que serão possivelmente concretizadas em um futuro próximo, quando o presidente Jair Bolsonaro for pessoalmente até Pequim, para uma viagem que está marcada para o próximo semestre. 

No entato, é fundamental entender que isto, muito mais do que um erro, é um equívoco gravíssimo por parte do governo. E não apenas porque a China pretende exportar o seu insólito sistema de crédito social para o resto do mundo; não apenas porque as tecnologias de reconhecimento facial já estão sendo implementadas em diversas cidades brasileiras, mas porque a China é a pior, a mais tirânica, a mais mortífera e a mais depravada ditadura totalitária que existe. E possui planos e projetos ambiciosos para consolidar total controle sobre o restante do mundo. 

Não podemos ignorar o fato de que hoje um deplorável e desumano morticínio está em andamento naquele país. Não podemos renunciar à ética e a moralidade em nome do pragmatismo econômico. O bem-estar de seres humanos deve sempre vir em primeiro lugar. Não há diferença fundamental entre fazer negócios com a Alemanha Nazista e a China contemporânea. Se o governo não cortar relações com a China de forma irrevogável e incondicional, significa que esta administração é condescendente com o sórdido processo de democídio que o estado totalitário está praticando contra a população. Atos sórdidos e deploráveis de agressão são corriqueiramente cometidos pelo estado, contra pessoas inocentes e pacíficas. 

Nunca existiu liberdade religiosa na China, mas desde que Xi Jinping tornou-se o mandatário, em 2012, as coisas pioraram dramaticamente. Hoje, integrantes e membros de todas as religiões estão sendo sistematicamente perseguidos. Cristãos, budistas, muçulmanos, falun gongs, estão todos sofrendo na pele o terror feroz e escaldante do governo totalitário chinês. O governo despótico pretende erradicar todas as religiões — e se para isso, tiver que eliminar fisicamente os adeptos de cada crença, assim o fará — para instituir o ateísmo marxista-leninista como a política oficial de estado. 

Acontece que as coisas são muito piores do que as pessoas pensam. Na verdade, a maioria das pessoas não tem noção da dimensão da crueldade e da brutalidade que é executada diariamente como política de estado. Membros da crença falun gong, por exemplo, são sequestrados pelo estado para serem deliberadamente assassinados, para terem seus órgãos internos extraídos à força, para alimentar o mercado negro do tráfico de órgãos. Hoje, a China é o grande centro mundial do tráfico ilegal de órgãos humanos. Recentemente, o ativista americano Steven Mosher afirmou que descobriu que o governo chinês recentemente passou a retirar os órgãos com as vítimas ainda vivas. É importante enfatizar que isso é executado deliberadamente como política de estado. Basicamente, o governo chinês encara membros da crença Falun Gong como "estoque", para abastecer a sempre crescente demanda por órgãos humanos "fresquinhos". No passado, turcomenos uigures eram usados para a mesma finalidade. Aparentemente, o governo trocou estes pelos praticantes da crença Falon Gong, porque — por não fumarem nem beberem — são pessoas bastante saudáveis.  

O destino dos turcomenos, no entanto, não melhorou nenhum pouco; continuam sendo alvos da crueldade estatal institucionalizada. Hoje, mais de um milhão deles estão em campos de concentração na região de Xinjiang, e são sistematicamente torturados, sendo forçados a renunciar às suas crenças religiosas, para jurar lealdade absoluta ao governo chinês. Também são forçados a violar a sua objeção de consciência e cometer violações contra as suas crenças, como comer carne de porco. Crematórios foram instalados nas dependências, para incinerar os cadáveres dos indivíduos que morrem em decorrência de maus tratos e tortura, o que também visa impedir que a família reclame o corpo, e dê ao mesmo um funeral religioso.

O governo também infiltrou indivíduos da etnia Han em famílias uigures para dilacerar suas tradições, e implementar à força árduos e perniciosos processos de assimilação cultural. Estas famílias muitas vezes tem suas crianças e filhos sequestrados pelo estado, para impedir que os país passem a religião e as suas tradições adiante. O governo usa como pretexto para estas sádicas e maledicentes arbitrariedades o combate ao terrorismo, apesar de não existir histórico de atividades terroristas cometidas por muçulmanos uigures. 

Cristãos, da mesma forma, lidam com restrições religiosas cada vez maiores. Muitas igrejas são destruídas, missionários são presos ou deportados, Bíblias são confiscadas, e o culto religioso — aonde ainda é permitido — foi sequestrado por símbolos pátrios e nacionalistas, que são compulsoriamente inseridos nas liturgias religiosas. Na China, a cada dia o governo implementa uma nova restrição aos cristãos.O governo totalitário afirmou recentemente que pretende reinterpretar a Bíblia, para torná-la compatível com os princípios do socialismo chinês. E não podemos esquecer dos budistas, na região do Tibete, que continuam a ser duramente massacrados e perseguidos pelo governo. 

A lista de atrocidades praticadas pelo governo contra pessoas religiosas e pacíficas aumenta diariamente. Isto é resultado direto do nível imensurável de poder que o atual, despóta, Xi Jinping, foi capaz de acumular. Xi Jinping é o novo Mao. Quanto mais seus poderes aumentam, mais ele os expande, em um processo infindável de centralização e concentração de atribuições. Recentemente, ele apagou da constituição a cláusula que limitava o exercício da presidência a dois mandatos, abrindo caminho para se manter indefinidamente no poder. Em adição a isto, ele também incorporou a sua filosofia política pessoal — intitulada de O Pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma nova era — à constituição. 

Xi Jinping está interessado em acumular um incomensurável nível de poder, e tornar-se um soberano absoluto. Este pensamento é derivado diretamente de uma filosofia autóctone conhecida como Tianxia, que — dentre seus muitos postulados — afirma categoricamente que os chineses (da etnia Han) são seres superiores, porque não partilham de ancestrais comuns com o restante da humanidade. Por esse motivo, também estariam destinados a se tornar os governantes naturais de toda a humanidade.

Sua arrogância, prepotência e ambições cada vez maiores por poder absoluto — possivelmente influenciado pela filosofia da Tianxia, cujos dogmas são visivelmente aplicados em suas políticas de comunicação ideológica — tem levado Xi Jinping a proferir absurdos cada vez mais autoritários e ameaçadores, como "ninguém está em condições de ditar ao povo chinês o que deve ou não ser feito", e que a China é "o único estado soberano do mundo", o que mostra como o dragão asiático, sob o regime do atual déspota, não está nenhum pouco disposto a reconhecer o sistema limítrofe de estado-nação como estabelecido e reconhecido por acordos no ocidente.

Recentemente, as relações entre a China e a Austrália — que foram parceiros comerciais por décadas —, ficaram abaladas, quando agentes do governo australiano descobriram que o governo chinês não apenas os estava espionando, como influenciando a política doméstica de acordo com os seus proprios interesses, através de lobby e financiamento de campanhas.

A China está se revelando uma mortífera máquina totalitária de expansão global, sedenta por poder e controle. A fisiologia política do Partido Comunista Chinês, sob o comando do nefasto imperador Xi Jinping, tem se revelado uma excruciante máquina de terror e violência, que não vê problema nenhum em conquistar seus objetivos por meio da força, se necessário. A guerra é um instrumento para a expansão de poder, e ela pode ser fundamental para a consolidação da autocracia chinesa. 

Fazer negócios com a China, portanto, é ser condescendente com toda a brutalidade e violência que são institucionalizadas pelo governo como política de estado. Diariamente, pessoas inocentes são presas, torturadas e agredidas, pelo simples fato de terem uma religião. Não podemos aceitar ou tolerar isso. Neutralidade é covardia. Pragmatismo econômico é flagrante falta de respeito e consideração pela vida. Não podemos ignorar o genocídio que acontece hoje na China, tampouco ignorar o fato de que o governo chinês é um sistema cruel de tirania, terror e violência.   

O governo "conservador" de Jair Bolsonaro foi eleito para consolidar alianças políticas com ditaduras socialistas? Este governo foi eleito para agir como um governo petista? Os integrantes do governo são indivíduos covardes, dispostos a ignorar o democídio que o implacável governo chinês comete contra a própria população? O governo se interessa mais por acordos econômicos do que pela vida? O governo de Bolsonaro — toda a sua entourage, incluindo Mourão — será condescendente com as chacinas e depravações perpetradas pelo despótico regime genocida chinês? 

Além do mais, a China não está diposta a fazer favores a ninguém. Ela possui um coeso plano de colonização global, e fará tudo o que for necessário para atingir os seus objetivos. Em primeiro lugar, devemos rejeitar toda e qualquer interação com a China em função de princípios. É imoral fazer negócios com uma ditadura totalitária, cujo governo está envolvido no extermínio da própria população. Em segundo lugar, toda e qualquer aliança que façamos com os chineses servirá — na melhor das hipóteses — para nos escravizar amargamente, deixando-nos de joelhos como meros serviçais do projeto russo-chinês, mais cedo ou mais tarde, 

Não podemos abandonar a ética e a moralidade, jamais. Nem mesmo pelos melhores acordos comerciais e econômicos do mundo. A China deve ser reconhecida por aquilo que ela realmente é: a pior ditadura totalitária que já existiu. Muita gente pode estar disposta a ignorar o que acontece hoje na China em nome de ganhos materiais e financeiros. Eu não estou. Essencialmente, não há diferença nenhuma entre fazer acordos com a extinta Alemanha Nazista ou com a China contemporânea. 

Não há dúvida, a China é o novo Terceiro Reich

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.