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Em defesa de uma burocracia socialista?

Em defesa de uma burocracia socialista?

Slavoj Žižek é um renomado acadêmico esloveno, apreciado em todo o continente europeu, e também nos Estados Unidos - onde é professor emérito em diversas universidades - por seus inúmeros livros sobre filosofia, cultura e teoria política, que tem feito um sucesso estarrecedor entre a mais recente geração de adolescentes e universitáios, indivíduos jovens, idealistas e facilmente impressionáveis, que buscam em Žižek a figura de um mentor redentor, habilmente convertido na equivocada fonte de inspiração para suas vidinhas torpes, vazias e insípidas. Em um ciclo de palestras recentemente realizadas por Žižek na Europa, o tema abordado era o socialismo; seu pomposo título, “em defesa de uma burocracia socialista”, expõe o que realmente precisamos saber sobre Žižek, o que ele expõe em suas análises, o que ele defende, e quais são os verdadeiros propósitos e os reais objetivos por trás de sua doutrina. Que qualifico como inerentemente fatídica, nefasta e corrosiva. 

A verdade, quando falamos em Slavoj Žižek, demonstra claramente que, quando removemos o incipiente verniz de intelectualidade por ele ostentado, percebemos um indivíduo que não possui absolutamente nada de diferente dos demais pensadores marxistas. É excessivamente concentrado no campo teórico, e sua prioridade é explorar as incongruências analíticas da política no campo filosófico. O que seu público é incapaz de perceber, no entanto, é que ele não passa de mais um pensadorzinho contemporâneo, que organiza em um novo diagrama argumentativo os mesmos velhos e deploráveis conceitos arcaicos do marxismo, debaixo de um elaborado - e não raras vezes tergiversante - arcabouço de inveterados sofismas, emasculados pela sua própria incapacidade de conferir real valor prático a tudo aquilo que ele pretende “ensinar”. São velhas ideias, com uma estética acadêmica mais sofisticada e elegante. Mas isso é tudo o Slavoj Žižek possui: uma dissimulada estética moderninha que serve apenas para ludibriar quem é carente de conteúdo. Quando analisamos a verdadeira estrutura dos seus conceitos, dissecando-os por aquilo que realmente são, temos apenas um grande vazio que flerta com as deficientes ideias obsoletas da filosofia continental. Em resumo, Žižek é uma celebridade contemporânea que não passa de mais um embuste muito bem elaborado pela sua própria imagem de “rebelde” barbudo pós-romântico: apenas mais um pensadorzinho da esquerda pós-moderna neo-analítica, que desperdiça o seu tempo escrevendo redundantes e perfunctórias baboseiras, completamente destituídas de valor prático. E todas elas podem ser desmontadas uma por uma, com a lógica dos argumentos corretos. A começar pelo título que é tema de sua famosa palestra: em defesa de uma burocracia socialista. Que pretende sustentar a falaciosa, porém hilariante ideia de que um estado, devidamente estruturado para essa finalidade, pode “cuidar” das pessoas.  

Nós, brasileiros, conhecemos muito bem o outro lado da moeda: a realidade da teoria sustentada por Žižek. Afinal, vivemos na pavorosa ressaca de uma burocracia socialista. Depois de treze anos de desgoverno petista, lutamos arduamente para manter o pouco de capitalismo que ainda nos resta, e que nos permite tentar sobreviver. Como o socialismo defende um estado robusto, enorme, gigantesco, repleto de ministérios, departamentos e repartições, evidentemente, o estado se tornará excessivamente burocrático, e com isso invariavelmente se tornará letárgico e deficiente. Ao se tornar excessivamente burocrático, a apatia e a ineficiência dos órgãos públicos se tornarão patentes. Ao se tornar altamente ineficiente, o estado não mais servirá aos interesses e às necessidades da população, mas aos seus próprios interesses. E obviamente, quanto maior for o estado, mais funcionários ele terá. Quanto mais funcionários e repartições o estado tiver, mais corrupção ocorrerá. Quanto mais corrupção ocorrer, maior será a formação de cartéis nos setores governamentais. Consequentemente, os esquemas arregimentados para desviar verbas públicas serão executados em escala monumental, como hoje hoje no Brasil. E quanto maior for o estado, mais impostos recairão sobre a população para sustenta-lo. Hoje, o brasileiro trabalha cinco meses por ano apenas para contrabalançar as despesas do governo. E, evidentemente, todas essas questões expõem apenas uma pequena parcela dos problemas auferidos por um estado muito grande. Os escândalos de corrupção política no Brasil ocorrem em uma base quase diária. Resultado da burocracia socialista na qual vivemos. O estado altamente regulador asfixia o indivíduo, e o mantém refém de uma aristocrática e perversa plutocracia política frívola e egocêntrica, que jamais ousa manifestar interesse pela população, salvo em período de eleições. 

Os conceitos defendidos por pensadores moderninhos como Slavoj Žižek são completamente ocos. Não possuem real consistência ou substância, são facilmente refutados e esfacelados pela realidade. Žižek, como inúmeros marxistas, claramente nunca estudou o que aconteceu em países que estabeleceram formas de governo defendidas por ele em seus livrinhos e em suas palestras. O grande problema de Žižek é que ele faz parte de um grupo de idiotas úteis que infelizmente tem enorme influência sobre outras pessoas. A grande maioria delas, sem cultura ou conhecimento - e completamente destituídas de uma veraz percepção da realidade - fica altamente suscetível a tanta porcaria, e esse tipo de “conhecimento” acaba inadvertidamente se disseminando. Isso invariavelmente formata um enorme grupo de indivíduos profundamente alienados, que refutam a realidade com argumentozinhos fictícios, supérfluos e idealistas, pelo simples fato de que sujeitaram-se a um sardônico e dilacerante processo de deseducação, que os tornou completamente incapazes de assimilar a realidade como ela realmente é. Ainda que não se abstenha de criticar a esquerda, em essência, Žižek não passa de mais um acadêmico deslumbrado com o próprio sucesso, que joga astutamente com o princípio da vaidade que permite a ele ser adorado e reverenciado como mais um ícone da intelligentsia global marxista, que nada fez pelo mundo, a não ser deseducar os jovens, subjugando-os à mentalidade escravagista estatal, ao invés de ensiná-los a serem senhores do seu próprio destino. Felizmente, apesar de ter diversos livros que foram traduzidos e publicados em português, Žižek não é muito conhecido no Brasil. E que nunca se torne!

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.