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Em defesa do armamento civil

Em defesa do armamento civil

Recentemente, o senado conseguiu derrubar o decreto promulgado pelo presidente Jair Bolsonaro, que tornava mais flexível a posse de armas para o cidadão brasileiro. Logicamente, a pior coisa que pode acontecer em um país é a restrição das armas para a população. Isso torna tudo muito pior em termos tanto de segurança coletiva quanto individual.

Em primeiro lugar, bandidos e criminosos sempre estarão armados. Restrições afetam unicamente o cidadão comum, que segue as leis e obedece a burocracia legalista do estado, o que nunca é uma atitude positiva; temos a obrigação e o dever moral de desobedecer decretos letais e famigerados — especialmente estes, de natureza deletéria —, que busca privar o cidadão do direito inalienável de defender a sua própria vida, e consequentemente, confere vigência a um amplo, sórdido e nefasto projeto de democídio.

Proibir o cidadão de ter armas é institucionalizar a vulnerabilidade, e não a segurança. Como mencionado acima, criminosos não obedecem leis, são completamente indiferentes ao positivismo legalista do estado, e a tudo aquilo que está impresso no papel. Bandidos, delinquentes, malfeitores, vão adquirir armas para praticar seus delitos e contravenções, não interessa que o estado os proiba de terem armas. O que não podemos permitir é a vulnerabilidade compulsória do cidadão comum, deferida por aqueles que deveriam ter o mínimo de respeito pela vida, ao invés de desprezo. É necessário entender que desarmar a população beneficia unicamente os criminosos. Eles sabem que poderão assaltar, roubar e matar à vontade, e não encontrarão nenhuma resistência por parte da população, pois a vulnerabilidade compulsória da sociedade os beneficia. Cidadãos armados, por outro lado — além da possibilidade de se defenderem, caso sejam atacados ou ameaçados — inibem a execução de crimes, pois sabendo que a sociedade está armada, criminosos hesitarão, pelo fato de que confrontar cidadãos armados colocará em risco suas vidas. E, embora muitas pessoas não saibam disso, criminosos não gostam de levar tiros.

Proibir ou dificultar a posse de armas para cidadãos comuns é um ato imoral, nefasto e criminoso. Algo tão inacreditavelmente maligno e abominável é simplesmente inaceitável, ainda mais partindo dos pérfidos e depravados burocratas de Brasília, que usufruem da proteção de carros blindados e de seguranças armados, privilégios inacessíveis para o cidadão comum.

Não podemos jamais permitir que os burocratas do estado nos digam o que podemos ou não fazer. A tirania totalitária do estado pode ser contida unicamente com cidadãos devidamente armados, resguardados e protegidos pelo direito sagrado de possuirem armas de fogo, para exercer o seu direito pleno à legítima defesa. Inibir, limitar ou restringir o acesso da sociedade à armas de fogo é um passo perigoso em direção ao totalitarismo. Possivelmente, é por essa razão que os burocratas do estado tentam de forma tão implacável restringir à população o acesso à armas de fogo. Não abdicam do seu ensandecido desejo por poder e controle, e temem que uma população armada possa desafiá-los, e tirá-los do poder.

Além da segurança pessoal, e de um recurso fundamental para resguardar o lar de intrusos e criminosos, o armamento civil possui essa prerrogativa fundamental: proteger a sociedade do totalitarismo de estado. A Venezuela se tornou uma ditadura porque — antes do regime bolivariano consolidar-se como um tirânico governo brutal e opressivo —, os cidadãos foram todos previamente desarmados, em uma campanha muito similar a que tivemos aqui no Brasil, durante a era PT, com o estatuto do desarmamento. Com o pretexto de que isso diminui o número de homicídios, o que é uma falácia, governos com pretensões totalitárias desarmam a população, antes de impor sua tirania de modo irrestrito sobre toda a sociedade. Desarmada, a população não tem como se defender, tampouco estará capacitada a resistir ao irrefreável avanço do totalitarismo.

Não podemos jamais permitir que os burocratas do estado ditem regras unilateralmente para a sociedade, sob nenhuma circunstância. Precisamos resistir ao escravagista domínio nefasto e tirânico dos ditadores políticos. Eles não o tem o direito de exigir que o cidadão brasileiro não se defenda diante de agressões e morra como um cordeirinho conduzido ao abate. Desarmamento é genocídio. Todos tem o direito à legítima defesa. É um dever e uma obrigação moral de todo homem correto desobedecer leis injustas, e que — acima de tudo — beneficiam apenas psicopatas, criminosos, delinquentes e assassinos, e ainda por cima normalizam a vulnerabilidade do cidadão comum. Está mais do que na hora de rasgar, ou melhor, atear fogo no malfadado, criminoso, totalitário e genocida estatuto do desarmamento.

Artigo publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 10 a 12 de julho de 2019. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.