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É sua obrigação sustentar o estado, a burocracia, a elite governamental e todos os seus imensuráveis privilégios?

É sua obrigação sustentar o estado, a burocracia, a elite governamental e todos os seus imensuráveis privilégios?

Não é segredo para ninguém que a classe política usufrui de um suntuoso e nababesco estilo de vida. Tudo, claro, bancado com dinheiro brutalmente extorquido da sociedade produtiva, através de impostos diretos e indiretos, municipais, estaduais e federais. Salários majestosos, benefícios adicionais e privilégios ostensivamente irrealistas — dignos de uma realidade paralela, que em nada lembra a vida miserável, degradante e depauperada do cidadão comum —, auxílio-paletó, auxílio-moradia, passagens aéreas ilimitadas, todos os benefícios dos quais a aristocracia política usufrui são o resultado direto da hostil taxação do estado sobre a sociedade produtiva.


Uma população pobre e miserável — que ainda enfrenta os resquícios de uma corrosiva recessão voraz, destruidora de riquezas — é ostensivamente sobrecarregada pela elite estatal com a obrigação de sustentá-la. A irrefreável exploração da população pelos tiranos estatais no Brasil simplesmente não conhece limites. O cidadão brasileiro comum, no entanto, doutrinado demais para entender a realidade objetiva e compreender a situação em sua amplitude, continua submisso à classe política como um cachorrinho na coleira, que obedece de forma servil o seu dono, alheio para o fato de que basta atacá-lo, mordê-lo com agressividade, para se libertar de sua deplorável condição de escravo.


A verdade é que através de um agressivo e pernicioso sistema tributário, o estado tira de quem tem pouco, a sociedade produtiva, e dá para quem tem muito, a aristocracia estatal. Na prática, vivemos e trabalhamos quase que exclusivamente para sustentar o sistema, tão caro é o estado brasileiro; não seria exagero algum afirmar que trabalhamos quase que exclusivamente para o seu sustento. O congresso nacional é o segundo mais caro do mundo, custa aproximadamente trinta milhões de reais por dia. Repito, por dia! Seu orçamento anual de dez bilhões de reais é superior ao PIB de estados pobres como Acre e Roraima. O salário médio de um deputado federal é de 34 mil reais por mês. Como se esse salário astronômico fosse insuficiente, o deputado Fábio Ramalho, do MDB, há vários meses atrás elaborou uma proposta para que a sua categoria recebesse aumento, e passasse a ganhar um salário de 39 mil reais. O parasita estatal ficou com inveja porque na época, os integrantes do STF haviam recebido aumento salarial, passando a receber exatamente essa quantia.


Quem não é burro ou ingênuo sabe perfeitamente que para a classe política, o importante é continuar parasitando a população. Dane-se o bem-estar financeiro dos cidadãos brasileiros, para a aristocracia estatal o importante é continuar vivendo uma vida de ostensivo luxo e conforto. Toda essa farra agressiva com o dinheiro do contribuinte evidentemente tem efeitos drásticos sobre o custo Brasil e o mercado; o primeiro sofre aumentos exponenciais, ao passo que o segundo é sistematicamente depauperado em consequência de toda a extorsão que o estado pratica contra a livre iniciativa. Por essa razão, tantas empresas brasileiras mudam-se para países vizinhos como o Paraguai. Como lá a burocracia e a tributação estatal não são tão descomunais, as empresas tem custos agregados consideravelmente inferiores. Consequentemente, é possível produzir muito mais com custos menores. Perde o Brasil, afinal empresas que poderiam gerar riquezas e empregos aqui acabam indo para outros países. Uma deplorável e trágica consequência direta do imensurável peso do estado brasileiro sobre a livre iniciativa, que não dá sinais de diminuir. Empregos deixam de ser criados, riqueza deixa de ser gerada, a qualidade de vida é ostensivamente prejudicada; paradoxalmente, o eleitor médio solicita soluções ao estado, ignorante para o fato de que este é a causa de praticamente todos os problemas.


A verdade é que o estado impõe à população o fardo de arcar com todos os seus custos, sem o consentimento desta. Sobrecarregada com os custos terroristas e aviltantes do segundo congresso mais caro do mundo, e do judiciário mais caro do mundo — para ficarmos apenas nestes dois departamentos governamentais — o país permanece estagnado. A burocracia estatal dificulta que novas empresas entrem em atividade, e a carga tributária exorbitante que o estado extorsivo cobra do setor produtivo impede este de crescer, se desenvolver, e de gerar progresso e prosperidade. A verdade é que o Brasil é uma deplorável e deprimente versão sul-americana da União Soviética. Uma autocracia voraz, brutal, colossal que possui um estado gigantesco, vive para devorar e surrupiar, na forma de impostos e tributos, todas as riquezas geradas pela sociedade produtiva.


Em decorrência do peso imensurável do soviético estado brasileiro sobre a livre iniciativa, o custo Brasil nunca para de aumentar; o que faz com que o mercado e sua produtividade sejam soterrados pela inexorável e implacável obesidade mórbida do estado. Como no Brasil tudo é ostensivamente burocratizado, a livre iniciativa e o empreendedorismo permanecem em um estado de inércia, por serem brutalmente asfixiados pela mordaz e corrosiva paralisia maledicente do autocrático, perverso e demagógico leviatã governamental. Para agravar ainda mais essa situação catastrófica, temos uma das economias mais fechadas e reguladas do mundo, portanto não surpreende que o país continue a empobrecer, e a produtividade continue a despencar. Não obstante, o estado continua imputando aos cidadãos a obrigação de arcar com todos os exorbitantes e imensuráveis custos da máquina pública, para sustentar o caviar dos políticos, suas moradias de luxo e os seus voos de primeira classe.

No Brasil, os pobres tem que trabalhar arduamente para sustentar os ricos. Sempre foi assim. E continuará sendo assim. A população — ignorante demais para entender como de fato funciona o sistema —, é completamente incapaz de compreender que a aristocracia política não passa de um bando de parasitas vagabundos que querem viver uma vida de suntuoso luxo e conforto às custas dos cidadãos comuns; são coalizões de homens obesos, calvos e velhos que ficam ricos e acumulam vasto patrimônio através da extorsão legalizada praticada contra a sociedade produtiva. E seu maior triunfo é saber que a população, de tão doutrinada que está, jamais será capaz de despertar do torpor, da letargia e da sonolência na qual se encontra.

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.