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A Ditadura da Criminalidade Política

A Ditadura da Criminalidade Política

A filósofa russa naturalizada americana Ayn Rand certa vez afirmou: "Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada". Há alguma semelhança com o Brasil? Sim, em praticamente tudo o que ela disse.  

Há muito tempo a política no Brasil se transformou em uma sucursal do crime organizado. E hoje todos os criminosos estão amplamente protegidos por uma lesgislação branda e amigável, que falha em puni-los, para apenas beneficiá-los. Ora, é evidente porque isto acontece. Hoje, o estado brasileiro é um estado dirigido por criminosos, de criminosos, para criminosos. E é óbvio que criminosos não vão demandar criação de leis rígidas e contundentes, mas uma legislação suave, burocrática e irrelevante, que acaba sendo altamente condescendente com os crimes praticados por eles, especialmente crimes do colarinho branco. Afinal, caso algum deles venha a cair na malha fina do sistema, com uma infinidade de recursos à disposição e os melhores advogados que o dinheiro pode pagar, será muito fácil escapar de uma eventual punição, e, assim, permanecer imiscuído no estado corrupto, para continuar roubando, espoliando, extorquindo e assaltando. Afinal, no Brasil, o sistema político é e sempre foi uma extensão do crime organizado. Pior de tudo, a constituição de 1988 praticamente institucionalizou a corrupção de cima para baixo. Ela sempre foi endêmica, e continuará sendo. E em todos os níveis: federal, estadual e municipal.  

Como se isso não bastasse — embora fosse esperado — os honrados ministros do STF suspenderam o comprovante impresso do voto eletrônico para as eleições deste ano. Os seis ministros que votaram contra a medida, afrontando a vontade da grande maioria da população, foram Edson Fachin, Marco Aurélio Melo, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Quem realmente acreditará no resultado das eleições? Evidentemente, o cidadão brasileiro terá legitimidade para manter e difundir a sua desconfiança. Quem realmente duvida que as eleições serão fraudadas? Estão arregimentando deliberadamente a oportunidade para um golpe de estado. Como tudo ocorrerá debaixo de uma fachada de legimitidade, quem poderá, quem se atreverá, a questionar a "idoneidade" do processo eleitoral e o seu resultado final? 

E o criminoso condenado Lula, será autorizado a participar do pleito presidencial? Embora inelegível, não podemos duvidar desta possibilidade. Ainda mais aqui no Brasil, onde leis são constantemente criadas para obliterar e sobrepujar outras leis. Há alguns meses, Luiz Fux afirmou que a candidatura de Lula era irregistrável. Alguns dias depois, no entanto, falou algo completamente diferente, afirmando que o PT poderia realizar o registro da candidatura de Lula, se fosse deferida uma liminar junto ao STJ. Afirmou ainda que muitos políticos ficha suja utilizam este recurso. O Brasil é mesmo o país da piada pronta, onde políticos comprovadamente corruptos raramente são presos, e ainda se permite aos mesmos que continuem na vida pública, para corromper e dilacerar ainda mais o sistema, e usar o estado para saciar suas ambições de poder e enriquecimento ilícito. 

Infelizmente, não existe uma legislação, tampouco um conjunto de instituições sólidas no Brasil. Tudo não passa de uma grande fachada, que existe com a única e exclusiva finalidade de enganar os incautos. O que de fato existe no Brasil — o que realmente é relevante— são os interesses das grandes oligarquias que estão no poder, e que, agora mais do que nunca, estão ávidas por poder absoluto. E há apenas alguns meses de alcançá-lo. Estas organizações estão blindadas, até o momento completamente seguras contra sublevações populares, e absolutamente nada será capaz de sobrepujar a sua sórdida voracidade pelo poder absoluto. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.