Blog

Dissimulação e hipocrisia são indispensáveis na política

Dissimulação e hipocrisia são indispensáveis na política

A política não tem como existir sem uma larga dose de incontáveis mentiras. De maneira que até podemos exigir de nossos gestores públicos qualidades como ética e moralidade, mas – na melhor das hipóteses – esperar que sigam estas recomendações é uma expectativa altamente fantasiosa. Seria como exigir uma sincera declaração de amor e uma aliança de casamento de um estuprador, ou arrependimento e restituição voluntários de um assaltante. Isso comprova apenas como a população entende pouco à respeito de política e de todos os interesses que a cercam. Indivíduos não ingressam na política porque morrem de amores pela população, ou porquê desejam arduamente resolver os seus problemas. As pessoas ingressam na política para conquistar fama, prestígio, poder e fazer fortuna. Isso quando não possuem interesses ainda mais sórdidos, egoístas e deploráveis. 

A grande maioria dos políticos fala apenas aquilo que sabem que seus eleitores desejam ouvir. Especialmente agora, em época de eleições, todos eles tem soluções formidáveis para tudo: para a pobreza, para a criminalidade, para a recessão, para a geração de capital e emprego. A verdade, no entanto, é que todos estes depravados criminosos psicopatas são especialistas na arte da retórica, e muitos conseguem ser verdadeiramente persuasivos, eloquentes e astuciosos na arte da dissimulação. O que a população não entende é que eles já estão exercendo, e com grande habilidade, a sua verdadeira ocupação: enganar as multidões. 

O que interessa para o político brasileiro, em geral, é eleger-se e reeleger-se. Na política – mesmo que não seja corrupto –, o indivíduo será inundado de privilégios que não conseguiria adquirir trabalhando honestamente na iniciativa privada. Terá um salário enorme, auxílio-moradia, auxílio-paletó e uma infindável série de benefícios, que permitirão a ele viver uma abastada, confortável e suntuosa vida de monarca. Então, que motivações ele tem para dedicar-se a uma vida de trabalho honesto, sendo verdadeiramente produtivo e útil para a sociedade?

O que o eleitor brasileiro ainda não entendeu é que o sistema foi projetado para deliberadamente corromper e ser ineficiente. Manter a população escrava e dependente é o grande objetivo do estatismo político, o que garante aos oligarcas a permanência no poder.

Mas o festival do pão e circo – o espetáculo da democracia e das eleições – não termina nunca. Criado para deliberadamente oferecer à população a falsa impressão de que é ela que decide, coletivamente, os rumos da nação, o gado subserviente celebra sua própria escravidão, em um sistema de espoliações que existe apenas para subjugá-lo, empobrecê-lo e confiscar os frutos de sua produtividade. Mas nós nunca vamos ver políticos sendo sinceros, nem à respeito deles mesmos, tampouco à respeito da verdadeira natureza da política. O que eles realmente pretendem é extorquir o cidadão comum, e fomentar uma atitude de obediência e servidão.

O estado nada mais é do que um grande parasita. Uma entidade que busca asfixiar completamente a liberdade e a livre iniciativa, suprimindo completamente a ética e a moralidade, substituindo-as pelo utilitarismo e pela constituição. A classe política nada mais é do que uma grande máfia, cujo único objetivo é roubá-lo e enriquecer avidamente, espoliando as riquezas oriundas da parcela produtiva da sociedade. O espetáculo da democracia e a farsa das eleições são apenas uma grande encenação, que busca mudar tudo para não mudar nada. O objetivo é manter o status quo, fazer com que todas as coisas continuem exatamente como estão. Manter a população escrava e miserável – saturando-a de promessas à respeito de um futuro esplendoroso e maravilhoso – é a verdadeira intenção dos criminosos que estão no poder.

Infelizmente, tentar fazer com que o brasileiro desperte para a realidade não é tão simples. O cidadão acostumou-se a ser escravo, e até aprecia esta condição. Se o indivíduo que estiver no poder for o seu psicopata de estimação, então está tudo bem. A vocação natural que temos para a liberdade sempre vai esbarrar na belicosidade da servidão. E esta condição se mantém imutável, até que venham as próximas eleições, com os mesmos políticos de sempre, fazendo exatamente as mesmas promessas que fizeram nas eleições anteriores. E o gado, sempre lobotomizado e idiotizado, escuta a todas estas promessas. Os eleitores aplaudem, sorridentes, e não questionam, jamais, como nem porque os políticos estão ficando cada vez mais ricos, enquanto eles – o gado – estão ficando cada vez mais pobres.

Uma grande, cavalar e colossal dose de mentiras é inerente à política. O problema é que a população – sempre imbecilizada – não se dá conta, e acredita em todas elas. 

Compartilhe esse texto:

Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.