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Compreenda as razões pelas quais política e psicopatia andam sempre juntas

Compreenda as razões pelas quais política e psicopatia andam sempre juntas

Desejo de ter poder sobre terceiros é inerente à política e a psicologia explica

Quando observamos um indivíduo como o ex-presidente Lula discursar, sempre difundindo de forma persuasiva suas opiniões a respeito de diversos assuntos e questões para o seu eleitorado, tornam-se amplamente perceptíveis as técnicas que o messias petista usa para conquistar, ludibriar e encantar a sua audiência cativa.

Quem é mais cético e menos predisposto a acreditar em políticos em campanha eleitoral percebe com clareza como um indivíduo como Lula manipula as multidões através de rudimentares declarações sentimentais, mesmo quando elas atentam contra a lógica dos fatos. Na verdade, a prerrogativa fundamental de Lula, em todos os seus discursos, está alicerçada em grandes apelos emocionais, capazes de fazer o público sentir fervorosa empatia e admiração por ele.   

Mas esse tipo de recurso estratégico, ainda mais durante campanhas eleitorais, não é uma peculiaridade de Lula. Muito pelo contrário. Ele apenas a usa com pertinente maestria.

Políticos são indivíduos especialmente astuciosos, e sabem muito bem que devem encantar as multidões para as quais se dirigem, especialmente quando estão determinados a alcançar um cargo específico. No caso de Lula, a presidência da República.

Lula é um indivíduo com grande experiência na política. Suas décadas de palanque, que começaram quando o petista era um líder sindical – ainda que não o tenham transformado em um magnífico orador – lhe ensinaram todas as técnicas e ardis necessários para que pudesse empreender uma carreira na política.

Como todo “bom” político, Lula aprendeu que a estratégia essencial para se conquistar as multidões é falar exatamente aquilo que ela quer ouvir. Novamente, como todo “bom” político, Lula sabe que a parcela mais vulnerável da população são os mais pobres. Por falta de oportunidades, instrução e por sofrerem toda a sorte de carências – inclusive falta de acesso a informações –, este público é impreterivelmente mais vulnerável a promessas e a figura paternal do salvador da pátria, aquele indivíduo aparentemente bom e aguerrido, que é capaz de suprir todas as suas necessidades, e lhes conferir uma vida mais digna. Ao menos, em teoria.

Explorar as necessidades dos mais pobres e dos mais necessitados, no entanto, também não é uma característica exclusiva de Lula, mas de grande parte dos integrantes da classe política. Não obstante, Lula teve sucesso tornando-se um líder populista justamente por sua capacidade de cativar as multidões com discursos fáceis, que exploram de forma emocional as dificuldades enfrentadas pela parcela mais carente da população brasileira, e sua aparente capacidade de resolver todas elas. Mas para o público de mais discernimento, que o observa de forma mais analítica e racional, os discursos grandiloquentes, sentimentais e perniciosos de Lula evidenciam – para qualquer um que não seja ludibriado por seu caráter ostensivamente dissimulado –, o falacioso demagogo oportunista que ele é.

Outro aspecto que Lula explora com maestria – mas que também não é uma característica exclusiva dele – é a vitimização. Ou seja, sua grande “capacidade” de colocar a culpa por todas as suas faltas e deficiências em terceiros. Tudo que ocorre de ruim com ele, todas as coisas que ele deveria ter feito, mas não fez, todos os crimes imputados a ele e pelos quais ele é acusado, são fria e meticulosamente arregimentados pelos seus adversários, algozes políticos, e pelas “elites”, como se o próprio Lula, que é bilionário, não fosse um integrante da elite, algo que ele astutamente consegue fazer seu eleitorado esquecer. Assim, ele tem a justificativa ideal para afirmar que não pôde realizar esse projeto, implementar aquela emenda, ou aprovar aquela lei mágica, que iria transformar, senão o mundo, ao menos o Brasil, em um formidável paraíso socialista, porque é constantemente sabotado pelos seus opositores.

Seus discursos, repletos de messianismo, são por si só, redundantes, vazios e enfadonhos. Lula, no entanto, é um grande exemplo de indivíduo que foi capaz de empreender uma carreira na política, graças à sua capacidade de ludibriar os mais pobres.

Como presidente e comandante do PT, Lula não apenas ficou rico, como enriqueceu ainda mais os banqueiros e os oligarcas proprietários de grandes corporações. Tiranetes africanos e latino-americanos, além de membros de sua própria família e inúmeros de seus companheiros da classe política com formidáveis oportunidades de enriquecimento ilícito, foram ostensivamente beneficiados. Para os pobres, no entanto, que Lula diz amar e defender, ficou uma grande recessão, além da conta para pagar.   

Todas as características demonstradas por Lula são intrínsecas a psicopatas, indivíduos que farão o que for necessário para atingirem os seus objetivos. Como a política é um meio que não apenas serve de veículo para enriquecimento fácil, mas também concede ao político poder sobre terceiros, ela sempre será uma opção interessante de carreira para portadores de psicopatia, pois assim eles poderão exercer poder e superioridade sobre outros. Para essa gente, estar no topo da cadeia de comando de uma grande hierarquia é, além de sedutor, necessário para saciar um ego potencialmente destrutivo, sádico e dominador.   

Não obstante, nunca antes na história da política brasileira, alguém soube explorar tão bem as qualidades necessárias para se trilhar uma carreira na política como Lula. Sem executar, no decorrer de toda a sua trajetória, algo verdadeiramente substancial pelo país, e pelas classes mais desfavorecidas, que ele afirma defender. A carreira de Lula tem como única prerrogativa fundamental hiperbólicos discursos enfadonhos, executados com certa habilidade para conquistar um eleitorado específico. 

É uma grande ironia que um socialista burguês extremamente rico seja visto como o “pai dos pobres”, e siga enganando as massas com indescritível facilidade.

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.