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Os corrosivos e pérfidos princípios dilacerantes da política nacional

Os corrosivos e pérfidos princípios dilacerantes da política nacional

Que o estado é um verdadeiro antro de corrupção, não vem a ser novidade nenhuma para brasileiros inteligentes. O brasileiro inteligente – ainda que esta classe de indivíduos exista em uma quantidade irrisória – sabe perfeitamente que o estado não tem compromisso algum com o bem-estar da população, tampouco com o progresso e o desenvolvimento da sociedade. O estado vive para gerir e administrar os seus próprios interesses. E o mais primordial e fundamental destes interesses é a manutenção dos privilégios, dos benefícios e dos elevadíssimos salários da classe política, que não realizou nenhum corte dinâmico e ostensivo, desde o princípio da recessão. Muito pelo contrário. O que nós temos visto é um aumento salarial constante para diversas categorias de servidores públicos, e o progressivo isolamento da elite governamental, com relação à população. Evidentemente – como seria de se esperar –, o governo vem trabalhando única e exclusivamente sobre o cabedal dos seus próprios interesses, e um de seus principais objetivos é prejudicar, ferir, isolar, oprimir e escarnecer o cidadão brasileiro. Não pense você que isto é algum exagero. O governo cospe, sim, na sua cara, ridiculariza o seu trabalho, a sua dignidade, a sua integridade, os seus princípios e as suas irrelevantes posições políticas. E, não obstante, são os impostos que você paga que sustentam aquelas deploráveis, pérfidas, devassas e depravadas legiões de vagabundos bem vestidos, que ganham salários de trinta e três mil reais por mês, com um excruciante adicional de infindáveis benefícios. E que diariamente conspiram contra o seu bem-estar, contra os seus interesses e contra tudo aquilo pelo qual você trabalhou a sua vida inteira.

Não obstante, ainda temos que aturar hordas de imbecis engajados, que veneram e idolatram estes indivíduos. O brasileiro estatólatra é basicamente um animal irracional guiado por instinto e condicionamento. Há muito tempo já perdeu a pouca capacidade de raciocínio que tinha. Ele defende partidos, ele defende políticos, ele defende coalizões, completamente obtuso para o fato de que todos eles fazem parte do mesmo esquema: os políticos que ainda não ficaram ricos, irão enriquecer. Aqueles que estão enriquecendo, ficarão ainda mais ricos. Aqueles que estão ingressando no esquema, amanhã farão parte da elite governamental ultra-rica. Enriquecer, enriquecer, enriquecer, enriquecer é a ordem política do dia. E sempre cogitando a possibilidade de aumentar os impostos, como se a iniciativa privada já não estivesse completamente sufocada pela horrenda, abismal e corrosiva política tributária, que contribui para o desemprego, para a estagnação da economia e para a progressiva dilaceração social do país. 

É fundamental não ter ilusões quando o assunto em pauta é a política nacional. O político brasileiro é um animal gregário e insalubre, um parasita social pérfido e imoral, que não está nem um pouco interessado em resolver os seus problemas. Ele quer resolver tão somente os dele, enquanto amplia a sua base de influência partidária. Ao longo deste processo, vai jogando uns contra os outros, enganando a população com a loquacidade dissimulada de um discurso repleto de retórica fútil e vazia, e suas contas bancárias vão ficando cada vez mais robustas, enquanto ele ri do zé povinho, que diariamente é ludibriado por seus astutos e arguciosos jogos de interesse. E não se engane: o político com essa descrição não é a exceção. Na República Federativa da Indolência, da Corrupção, do Desvio de Verbas Públicas, da Coerção e do Tráfico de Influência, o gestor público honesto é a exceção. Uma exceção cada vez mais rara, mordaz e fantasiosa, fácil de ser suplantada pelas legiões de fanfarrões desonestos, que amam o dinheiro público, e venderiam a própria mãe por alguns centavos a mais de propina. 

A iniciativa privada, por exemplo, precisaria urgentemente de uma política mais arrojada, que simplificasse a carga tributária que hoje se exige dela. Com o governo oferecendo um incongruente e malévolo respaldo através de um vultuoso, colossal, dilacerante, abusivo e pérfido cartel protecionista para grandes empresas – que beneficiam o governo pela concessão de contratos ilícitos, verbas públicas, extorsão e propina – quem realmente acaba arcando com o monumental peso tributário do país são as pequenas e médias empresas. 

O que o eleitor brasileiro ainda não foi capaz de compreender é que no jogo político valores como integridade e honestidade são vistos como fraquezas, e não como virtudes. Os poucos políticos que expõem essas “fraquezas” são rapidamente substituídos e suplantados pela maioria extorsiva, nazista e corrupta. Como quase todos eles – 99,9% – fazem parte do esquema, aqueles poucos que tem a coragem de ser honestos não apenas não conseguem fazer a diferença, como são rapidamente descartados do jogo político. Outro obstáculo que frequentemente se sobrepõe à capacidade dos gestores públicos honestos de fazer alguma coisa em benefício da população é a burocracia. Qualquer pauta, emenda ou projeto que consegue ser indeferido leva muito tempo até ser analisado por todos os parlamentares. E aqueles poucos que são aprovados, levam um período de tempo ainda maior para serem implementados na prática. Portanto, como você vê, caro leitor, está explicado porque o brasileiro inteligente não espera absolutamente nada dessa elite governamental alienada, ultrarica, corrupta, indolente, homicida, egoísta, ególatra, egocêntrica, ensimesmada e infantilóide. Eles não fazem absolutamente nada pelo bem-estar da população. Eles articulam única e exclusivamente em função de seus próprios interesses.

Artigo originalmente publicado no jornal A Folha do Sudoeste, periódico bissemanal de Palmas, Paraná, edição de 29 a 31 de março de 2017. 

 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.