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O conservadorismo é o estado natural do homem

O conservadorismo é o estado natural do homem

Muitos de nossos valores dependem da criação que recebemos, mas invariavelmente, acabamos nos tornando indivíduos com um conjunto de princípios que acabam por reger nossa vida individual e coletivamente, de uma forma coesa e coerente, diante de uma ordem naturalmente estabelecida. Não obstante — salvo algumas exceções — a moralidade e a ética que constróem nossos valores obedecem de forma intrínseca a esta ordem natural, que eventualmente deflagra um pungente reacionarismo da nossa parte, quando testemunhamos a sua degradação. 

O progressismo trabalha ostensiva e continuamente para corroer de forma sistemática os valores mais caros a uma sociedade cristã, pois sua doutrina trabalha em oposição à ordem natural e, portanto, está comprometida com a subversão de todos os valores. Evidentemente, isto é realizado com o intuito de fazer o indivíduo obedecer a uma outra ordem, de caráter artificial e antinatural. Por exemplo, sabemos que um relacionamento deve ocorrer entre um homem e uma mulher, que somente um macho e uma fêmea podem gerar filhos e constituir família naturalmente — e isso não apenas ente seres humanos —, que em toda a família existe uma hierarquia natural, onde os pais devem educar os filhos, sendo eles autoridades naturalmente constituídas, que Jeová Deus e Cristo Jesus são alicerces indissociáveis da sociedade humana e de toda a ordem natural, à despeito de pensamentos, filosofias e doutrinas que tentam corroer estes valores de maneira intransigente e indecorosa, com o objetivo de tornar o ser humano obediente a uma ordem rival, de caráter mais insidioso, servil e maligno. 

E que ordem rival seria esta? Evidentemente, uma nova ordem globalista, plenamente consciente de que, para o seu estabelecimento, é necessário e fundamental corroer todos os valores tradicionais, bem como todo o arcabouço de salutares valores cristãos e conservadores que governam a sociedade humana, para que esta possa se tornar preponderante, consolidando a sua hegemonia de forma definitiva. Para isto, ela utiliza o marxismo a seu favor, com toda a sua pauta estabelecida sobre uma oblíquia e institucionalizada inversão de valores, nos quais, através da anulação de todos os princípios civilazionais tradicionais, ela pode se estabelecer com inexpugnável facilidade, sem questionamentos ou resistência. 

Evidentemente, isto nunca foi impetrado ou realizado de forma explícita, muito pelo contrário. Através de uma agenda deliberadamente gradualista, o avancço do marxismo cultural sobre toda a sociedade humana — em especial aqui no Brasil, que transformou-se em um grande laboratório — foi realizado de forma quase imperceptível, conquistando terreno e avançando aos poucos, ao longo de várias décadas. Como o professor Osvaldo Bastos comentou, "o mundo não está mudando, o mundo está sendo mudado".

Não obstante, para subtrair valores ao indivíduo, ele deve ser gradativamente exposto a uma dose quase invisível, porém diária e consistentemente cavalar, de marxismo cultural. Se ele nunca teve princípios cristãos fortemente arraigados ao seu caráter, ele será facilmente corrompido. Daí para a frente, a inversão de valores se consolidará sobre indvíduos de moralidade fraca com grande facilidade, moldando-os de acordo com as definições, os regimentos e os condicionamentos desta nova ordem. Para citar um exemplo, a ditadura dos ofendidos e do politicamente correto funciona como um formidável parâmetro neste sentido; através do receio, da coerção e da intimidação, que através de um falacioso e dissimulado "monopólio das virtudes", reprime o indivíduo e sua liberdade de expressão, enquanto estabelece a superioridade de determinados grupos — normalmente, minorias "oprimidas" — sobre seus supostos opressores, deflagra uma discórdia que beneficia a anatomia desta ordem antinatural, pois pode utilizar todas as prerrogativas derivadas do conflito para expandir o seu controle sobre a sociedade, utilizando como prerrogativa a necessidade de auxiliar e proteger os grupos supostamente oprimidos.

Entre seus elementos fundamentais, a divisão da sociedade e a busca constante por um inimigo, ou diversos inimigos, são estratégias periféricas muito bem executadas, que ampliam a sua capacidade de poder e controle. Se isto gerar o caos social, como constantemente ocorre no Brasil, tanto melhor. Criar o problema para oferecer a solução é um componente crucial para o estabelecimento desta nova ordem. Conflitos, contendas, discórdias e divisões entre os mais diversos grupos são estratégias constantemente usadas por esta elite global para expandir o seu projeto de poder. 

Depois que toma conta da mídia, arregimenta o monopólio cultural, e principalmente, se apropria  do estado, a agenda progressista, o grande baluarte desta nova ordem — afinal, é o eixo axial da subversão de valores —, pode avançar sem medo sobre a sociedade, pois assim ela vai corromper os fracos, e, desta maneira, irá naturalmente expandir o seu escopo de poder. Criminosos são vítimas, vítimas são opressores. Políticos são salvadores, empreendedores são parasitas. E, desta forma, o marxismo cultural avança peremptoriamente, consolidando sua sórdida e nafasta agenda de dominação social e política que, para ser plenamente efetivada. precisa corroer, ostensivamente, todos os princípios e todos os valores morais naturais, inerentes a uma sociedade salutar, com sua bestial pauta antinatural, que tem por objetivo desumanizar o homem, e torná-lo servil a um sistema malévolo, tirânico, frívolo, opressivo e centralizador. 

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Sobre Mim

Sobre Mim

O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.