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Como seria um Brasil sem estado?

Como seria um Brasil sem estado?

Não é difícil imaginar como seria uma nação sem estado. Como é o estado a força motriz que mantém a sociedade completamente estagnada, servil à sua perpétua degradação, na miséria, na pobreza e na escassez, deliberadamente dilacerando e desmantelando os seus esforços produtivos, seria infinitamente mais fácil mitigar – até mesmo erradicar – a pobreza em uma sociedade sem estado. O Brasil é um país pobre porque o estado parasita todos os frutos da sociedade produtiva. Através de expedientes nefastos, como burocraca soviética e tributação exorbitante, o estado inibe o surgimento de novos negócios, e não apenas difunde, como legitima a escassez e a precariedade sobre a sociedade civil. Assim, o estado consegue justificar a sua existência e a sua razão de ser, e se perpetuar no controle da sociedade, parasitando-a em benefício próprio. 

Acontece que em uma sociedade sem estado, o nível de êxito e prosperidade da população seria infinitamente maior. Como não exitiriam regulamentações, seria rápido e prático abrir uma empresa. Atualmente, leva-se quase 90 dias para se regularizar um novo negócio no Brasil. O processo é demasiadamente caro, exaustivo e burocrático. Em função da existência de um ambiente mais salutar ao empreendedorismo, em uma sociedade sem estado, o número de empresas que existiriam seria incomensuravelmente maior.

Sem regulações trabalhistas, o trabalhador teria liberdade para negociar o seu tempo e a sua capacidade produtiva da maneira mais adequada para o seu caso. Poderia trabalhar um dia por duas horas em uma empresa, depois durante quatro horas por conta própria, durante dois dias da semana trabalharia em determinado emprego, e em turno integral dois dias da semana, em alguma outra empresa, tendo o poder de barganha da sua força laboral como o seu maior triunfo. O dinamismo que existira no mercado seria magistral. A produtividade e o consumo seriam igualmente intensificados. Em decorrência disso, a qualidade de vida da população também seria infinitamente superior.     

Sem o estado, também não existiram monopólios. Monopólios naturais raramente são consolidados (e quando o são, normalmente é consequência de um formidável produto). Mais de 90% dos monopólios são efetivados através do estado, por meio de agências reguladoras, que inviabilizam a entrada de empresas concorrentes no mercado. E aqui no Brasil, a prostituição criminosa entre o estado e grandes corporações sempre foi uma prática corriqueira; corporações como a Odebrecht, Delta Construções e JBS que o digam. Todas elas tinham o governo federal em sua folha de pagamento.

Como não existiriam monopólios, as empresas apostariam enormemente na qualidade dos seus produtos e serviços. Teriam que oferecer produtos de excelência, a preços relativamente baixos, e com a visceral concorrência que existiria, o consumidor seria o mais beneficiado. Existiram centenas de produtos de excelente qualidade à sua disposição, e o indivíduo teria a liberdade para escolher o que melhor atendesse às suas necessidades. Não seria obrigado a comprar produtos duvidosos de companhias monopolistas apadrinhadas pelo estado, que forçam o consumidor a adquirir o seu produto, em função da ausência de concorrentes. Um excelente exemplo a ser citado é a JBS, e o monopólio que exerce sobre o mercado de carnes no Brasil. 

Em uma sociedade sem estado, a criminalidade e a violência também seriam mínimas. Apenas os criminosos mais corajosos ousariam cometer crimes. Como todas as pessoas seriam livres para comprar armas, a sociedade estaria super-protegida. E como não existiriam organizações espúrias e maléficas – pois em sua maioria, são sustentadas por governos – para defender criminosos e seus supostos "direitos", as pessoas se defenderiam com vontade quando agredidas por deliquentes, marginais e assaltantes. O índice de letalidade, possivelmente, seria muito alto, de maneira que apenas os criminosos mais audaciosos se sentiriram motivados a cometer crimes. E, via de regra, os cometeriam apenas uma vez. Raramente teriam oportunidade para uma segunda tentativa. 

As poucas pessoas pobres que existiriam também receberiam ajuda com frequência. E seriam capazes de sair da pobreza com muito mais facilidade. O auxílio voluntário que pessoas miseráveis receberiam seria muito maior do que o praticado em uma sociedade estatista. Como o índice de prosperidade da sociedade seria infinitamente maior, as pessoas se sentiriam muito mais motivadas a praticar caridade. Motivação, esta, que é constantemente sabotada pelo estado. Como o estado exige que a sociedade produtiva arque com todos os seus custos exorbitantes, somos assaltados com uma carga tributária monumental, de impostos municipais, estaduais e federais, tanto diretos quanto indiretos, para sustentar burocratas vagabundos e prepotentes, que não fazem absolutamente nada de produtivo, e vivem em esplendoroso luxo e suntuosidade, por espoliarem diariamente os frutos da sociedade produtiva. O estado, na verdade, existe com a única e exclusiva finalidade de empobrecer a população.

No entanto, sem um estado para nos roubar, seríamos não apemas mais ricos materialmente, como nos sentiríamos estimulados a cuidar dos mais desafortunados. Entre outras questões,tribunais e agências policiais privadas cuidariam de questões como criminalidade e justiça. E, como em qualquer sociedade de livre mercado, competiriam entre si para oferecer os melhores serviços. Fundos de auxílio voluntário poderiam ser criados para ajudar pessoas que não pudessem pagar por estes serviços. O que também poderia ser aplicado na questão da saúde, como consutas médicas, ambulatórios e hospitais.   

Fome em grande escala também não existiria. Todas as inanições de que a humanidade sofreu foram causadas pelo estado. Em sua maioria, foram causadas por estados comunistas e socialistas, onde a escassez generalizada e a ausência de liberdade econômica deliberadamente matou de fome suas respectivas populações: o Holodomor, na Ucrânia, de 1932 e 1933, a Grande Fome da China, de 1959 a 1961, a Grande Fome Etíope, de 1983 a 1985 e a Grande Fome da Coréia do Norte, de 1994 a 1998, estão entre as ocorrências mais emblemáticas de carnificinas famélicas causadas pelo estado.    

Tudo aquilo que está inerentemente associado ao estado, principalmente a política, prejudica, e muito, o ser humano. Compromete o desenvolvimento da sociedade, e arruina vidas, permitindo que burocratas negligentes e obstinados pelo poder controlem a máquina pública de acordo com os seus sórdidos interesses. O estado brasileiro sempre arruinou as possiblidades de prosperidade da população. E de uma forma impossível de ser devidamente mensurada ou quantificada. Todas as coisas que poderiam ter sido, mas nunca chegaram a ser, em sua maioria, foram vítimas do estado, o eixo axial da estagnação e da paralisa humana. A quantidade de empresas que poderiam ter sido abertas, mas não foram, as pessoas que poderiam nelas ter sido empregadas, mas não foram, as formidáveis inovações que poderiam ter saído do papel e beneficiado milhares de pessoas, mas nunca chegaram a acontecer, os projetos que ficaram apenas na teoria, nunca tendo sido executados na prática, entre muitas outras coisas que poderiam ter sido criadas, mas nunca viram a luz do dia, são impossívies de ser precisamente listadas. A destruição causada pelo estado – ou melhor, sua capacidade de suprimir e soterrar possibilidades – é impossível de ser calculada.    

Evidentemente, existiriam diversas questões e problemas a serem resolvidos. Uma sociedade sem estado não seria uma sociedade perfeita, mas, como escreveu Lew Rockwell, o resultado final seria "um mundo que não poderia ser piorado pela intervenção do estado".

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.