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Como o liberalismo pode estimular a economia no Brasil?

Como o liberalismo pode estimular a economia no Brasil?

Sendo um país socialista, empreender no Brasil é uma tarefa árdua e complicada. Para se registrar uma empresa, são necessários mais de noventa dias, e uma burocracia exasperante – que envolve repartições governamentais, cartórios e escritórios de contabilidade – acaba por tomar boa parte do tempo e dos recursos do ousado empreendedor. Sem contar o seu exorbitante custo inicial. Em contrapartida, em países capitalistas como Chile e Nova Zelândia, o processo é infinitamente mais simples. Uma empresa pode ser registrada em apenas um dia, sem custo nenhum. Toda esta simplificação auferida pelo liberalismo econômico faz toda a diferença para o progresso e para o desenvolvimento de uma nação. Empreender torna-se muito mais simples. O processo não é infrutífero ou desgastante, e torna-se, portanto, muito mais recompensador. 

A dificuldade e a burocracia soviética que pune os empresários brasileiros hoje são as verdadeiras razões pelas quais nosso país atravessa uma mordaz e excruciante estagnação econômica. Em virtude das barreiras excessivas e dos obstáculos praticamente instransponíveis com os quais o estado arbitrariamente sacrifica a livre iniciativa, empresas deixam de ser abertas, e empregos deixam de ser gerados. Consequentemente, a prosperidade dos indivíduos fica seriamente comprometida, e o progresso torna-se uma flagrante impossibilidade. A produtividade do país, invariavelmente, fica seriamente comprometida, e a estagnação torna-se uma realidade intolerante, difícil de ser suplantada. Os brasileiros deveriam discutir economia com mais frequência. Boa parte das soluções para as nossas adversidades passam pela economia, e propiciar formas e maneiras de viabilizar o seu dinamismo é o que o liberalismo econômico faz de melhor.   

O liberalismo visa suprimir todos os obstáculos que o estado normalmente estende à iniciativa privada. No Brasil, temos ainda um arcabouço de agravantes adicionais, como uma carga tributária extenuante, que impede as empresas de prosperarem, sobretudo as pequenas e médias. O clientelismo do estado com grandes empresas e megacorporações tende a piorar o problema, pois acaba arregimentando monopólios que destroem a concorrência, e geram pobreza, precariedade e escassez. Para contornar os terríveis e nefastos problemas gerados pelo estado, a informalidade costuma ser a solução, pois tende a criar um ambiente mais flexível e lucrativo para o empreendedor que, na absurda e abusiva legitimidade estatal, é asfixiado por um manancial de tributos, taxas e tarifas que tornam os custos de suas operações impreterivelmente proibitivas.  

Infelizmente, no Brasil, o liberalismo ainda é um sonho distante. Não obstante, abordar esta questão é sempre muito interessante, especialmente entre empreendedores e economistas. Para o crescimento da economia e para a prosperidade de uma nação, um ambiente altamente flexível e desregulamentado é fundamental para a criação de uma expansão mais salutar da produtividade, tão necessária para a inovação e para o desenvolvimento de talentos, que podem fazer a diferença, em seu respectivo mercado de atuação.

Artigo originalmente publicado na revista Atualidades, de Santa Rosa (RS), edição de nº 94, de março de 2018. 

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Sobre Mim

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O Ultraconservador é um reacionário cristão antissocialista, anticomunista, antimarxista e antiestatista. Um indivíduo sem medo do establishment socialdemocrata ditatorial, corrosivo e totalitário. É colaborador de periódicos (jornais e revistas) e portais eletrônicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.